Mato Grosso

I Workshop Virtual de Inovação do TRE-MT visa à excelência no Judiciário

Publicado

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realiza o I Workshop Virtual de Inovação do TRE-MT: Da Empatia ao Teste – Design Thinking do Processo de Inovação. Com dois dias de imersão já realizados, nos dias 08 e 15 de agosto, o terceiro e último encontro está agendado para 29 de agosto, solidificando o compromisso do Tribunal com a inovação e com o aprimoramento do processo de gestão. 

 

Este evento, direcionado aos laboratoristas do Agora Quãndo?! Lab, foca na abordagem “mão na massa”, com o objetivo promover a estrutura de um processo de trabalho construtivo que implante uma ‘governança de inovações’. A iniciativa contribui para o atingimento de metas importantes, como a Meta 9 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Prêmio CNJ de Qualidade e o Prêmio TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

 

Reforçando a importância do tema para a atual gestão, a equipe do TRE-MT participará, nos dias 03, 04 e 05 de setembro deste ano, na Escola Judicial do Pará, do FestLabs Nacional – 2025, um evento dedicado ao fortalecimento da cultura de inovação no Poder Judiciário. 

 

Fundamento de um processo estruturado 

 

O workshop contou, no último dia 08 de agosto, com a abertura oficial pelo juiz auxiliar da Presidência e coordenador do Laboratório de Inovação, Inteligência e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (LIODS), Luis Aparecido Bortolussi Junior, que sublinhou a relevância da iniciativa para o TRE-MT e a busca por inovação no Judiciário. Ele também enfatizou a relevância do aprimoramento dos serviços públicos e agradeceu a colaboração do Laboratório de Inovação e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (LIODS) do CNJ e da conselheira Daniela Pereira Madeira. 

 

O primeiro dia teve, ainda, a explanação da gerente do Laboratório de Inovação e ODS do CNJ, Elaine Cestari, sobre o tema “Por que falar em ‘processo de inovação’ (não é só ter ideias e pronto?)”. Ela destacou a necessidade de um ciclo estruturado de inovação, alinhado aos princípios do Design Thinking, que envolve as fases de empatizar, definir, idear, prototipar e testar, sempre com foco no usuário. “A inovação vai além de uma simples ideia, exigindo um processo robusto e documentado”, afirmou. O encerramento incluiu um “sobrevoo passo a passo do processo”, abordando proposta de indicadores, categorização e os principais atores envolvidos na inovação. 

Leia mais:  SER Família Capacita já soma mais de 26 mil matriculados em Mato Grosso

 

Visão da inovação aberta 

 

O segundo dia do workshop, em 15 de agosto, aprofundou as discussões com a participação de Wellington Monteiro, referência em inovação no Judiciário brasileiro. Ele ressaltou que a abordagem estruturante do TRE-MT quanto à inovação é vanguardista, pois vai além de simples sessões de brainstorming e outras técnicas utilizadas unicamente no processo de ideação. Citou a diferença entre os tipos de inovação, mencionando que 80% delas são incrementais – aquelas que não envolvem grandes riscos ou aportes financeiros, focando no aperfeiçoamento contínuo do serviço. Em contraste, apenas 20% são radicais, que implicam um risco considerável. Ele incentivou a busca por inovações incrementais, que promovem pequenas melhorias e um avanço constante. Inovação aberta, colaboração e criação de valor público foram temas recorrentes em sua fala. “A inovação é uma ‘criação da coletividade’, e a vaidade pessoal deve ser esvaziada em prol do bem comum da instituição”. 

 

Neste segundo dia, os participantes se dedicaram a trabalhos práticos e paralelos, analisando e aprimorando formulários-chave do processo de inovação do TRE-MT. O foco esteve no Formulário de Registro de Demanda e no Formulário de Avaliação Preliminar de Demanda. O facilitador Benedito Antonio da Costa, da Assessoria de Gestão Estratégica e líder do LIODS do TRE-MT, orientou os grupos a avaliarem a coerência e a adequação desses artefatos à realidade do Tribunal. “O formulário de avaliação preliminar é muito importante para que as propostas cheguem com análise de risco, custo-benefício e pesquisa de iniciativas similares no Judiciário, algo que atualmente não é realizado de forma padronizada”. 

 

Expectativas 

 

A realização do workshop é um reflexo direto da Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário (Resolução CNJ nº 395/2021), que incentiva a criação e o fortalecimento de laboratórios de inovação como pontos focais e estratégicos. A colaboração e a troca de experiências são vistas como essenciais para o avanço da inovação no Judiciário, transformando-o em um ambiente mais acessível, confortável e centrado no jurisdicionado. O workshop ressalta a importância de um processo de inovação robusto e contínuo, não se limitando a cumprir indicadores, mas a “levar a sério” a inovação. 

Leia mais:  Com obras em rodovias e ferrovias, Mato Grosso avança na atração de empresas e na expansão industrial

 

O terceiro e último dia do workshop, em 29 de agosto de 2025, será um momento de consolidação. A expectativa é que os participantes apresentem as análises dos artefatos e as sugestões de melhoria. Espera-se, como resultado final, que haja uma proposição tecnicamente sofisticada, ao mesmo tempo simples e em compliance com as melhores práticas de inovação como os frameworks ISO 56000, OCDE, Metodologias de Design Centrado no Ser Humano (HCD) e Design Thinking. 

 

Segundo o diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, o I Workshop Virtual de Inovação do TRE-MT está em consonância com as diretrizes da gestão da presidente, desembargadora Serly Marcondes Alves para 2025-2027, e marca o início da estruturação de uma governança de inovações de uma forma pioneira no Judiciário brasileiro. 

 

O LIODS 

 

O TRE-MT, por meio do LIODS, tem o papel de fomentar e auxiliar na proposição de iniciativas que visem simplificar processos, otimizar recursos e testar ferramentas para informar decisões estratégicas. O LIODS também busca incentivar pesquisas, mapear atividades alinhadas à Agenda 2030 e atuar em conjunto com outros laboratórios do Judiciário, promovendo uma inovação em rede. 

 

Assessoria TRE-MT 

 

#PraTodosVerem: A imagem principal mostra uma reunião virtual com diversos participantes, organizada em formato de videoconferência. Cada pessoa aparece em seu respectivo quadro, com nome identificado, incluindo servidores e representantes da Justiça Eleitoral. Alguns estão em escritórios, outros em ambientes residenciais, e há também a exibição de ícones com fotos ou iniciais de participantes que não estão com a câmera ligada. 

Fonte: TRE – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Governador determina reabertura do cadastramento de pescadores para receber auxílio do Repesca e aumenta prazo para 5 anos

Publicado

O governador Otaviano Pivetta determinou, nesta sexta-feira (22.5), a reabertura do cadastro do Repesca, programa do Governo de Mato Grosso que garante auxílio financeiro a pescadores profissionais afetados pelas regras da Lei do Transporte Zero. A medida será estendida por mais cinco anos.

A decisão foi anunciada durante reunião na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), quando também foi criada uma comissão formada por sete parlamentares estaduais e representantes do Governo do Estado, para rediscutir a lei e construir uma proposta de solução para o setor.

“Tenho respeito pelo povo de Mato Grosso e pelos pescadores. Nós não queremos destruir o que foi feito para proteger os rios, mas também não vamos deixar famílias sendo prejudicadas. Precisamos encontrar equilíbrio e uma solução justa para todos”, afirmou o governador.

Segundo o governador, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) vai reabrir o sistema do Repesca, após aditamento da lei, e ampliar o atendimento nos municípios, incluindo ações junto aos CRAS para facilitar o acesso dos pescadores que ainda não fizeram o cadastro.

Leia mais:  SES já investiu R$ 18 milhões em reforma do Hospital Regional de Colíder

O Repesca garante pagamento de auxílio financeiro equivalente a um salário mínimo aos pescadores profissionais habilitados, conforme critérios estabelecidos em lei.

“Quem ainda não conseguiu se cadastrar vai ter uma nova oportunidade. Vamos até essas pessoas, junto com os CRAS dos municípios, para garantir que ninguém fique de fora”, disse Otaviano Pivetta.

O governador destacou que apenas 2.172 pescadores aderiram ao programa até o momento, número considerado baixo diante da demanda estimada no setor.

O deputado Wilson Santos destacou a postura do governador Otaviano Pivetta durante a reunião na Assembleia Legislativa e afirmou que o gesto de ouvir diretamente as demandas dos pescadores reforça o diálogo com a categoria.

“O senhor saiu do seu gabinete, sentou e ouviu as demandas. Isso é algo importante, inédito nesse processo. Em 15 dias vamos apresentar uma proposta. Democracia é isso, é conviver com o contraponto. Para ganhar, ninguém precisa perder. Tenho convicção que o Estado vai olhar com atenção para os pescadores profissionais e buscar uma solução equilibrada para essa categoria”, disse.

Leia mais:  SER Família Capacita já soma mais de 26 mil matriculados em Mato Grosso

Transporte Zero

A Lei nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero, foi criada para combater a pesca predatória e preservar os rios de Mato Grosso.

A norma proíbe, por cinco anos a partir de 1º de janeiro de 2024, o transporte, comércio e armazenamento de peixes dos rios do Estado.

Como forma de compensação, pescadores profissionais cadastrados no Repesca e no RGP têm direito a um auxílio de um salário mínimo mensal, desde que comprovem atividade na pesca como principal fonte de renda antes da entrada em vigor da lei.

A lei também prevê ações de qualificação profissional e incentivo a atividades como turismo e aquicultura.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana