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Ibovespa abre em alta com ações da Vale e atenção a diálogo entre EUA e China

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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou a sexta-feira (19) em leve alta, sustentado principalmente pelas ações da mineradora Vale e pelo cenário de expectativa em relação a um possível diálogo entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. O dia também é marcado pelo vencimento de opções sobre ações na B3, o que aumenta a atenção dos investidores.

Ibovespa acompanha alta no início do pregão

Por volta das 10h07, o Ibovespa subia 0,21%, alcançando 145.808,51 pontos. Já o contrato futuro do índice com vencimento em 15 de outubro registrava alta de 0,07%. A movimentação indica que o mercado acompanha os papéis mais negociados do pregão, em especial os de maior peso no índice, com volatilidade moderada.

Vale lidera altas do índice

Entre os destaques do dia, as ações da Vale (VALE3) subiam 0,05%, sendo negociadas a R$ 57,72, ajudando a sustentar a leve alta do Ibovespa. Por outro lado, ações da Petrobras (PETR4) apresentavam recuo, refletindo a pressão sobre os preços do petróleo no mercado internacional.

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O setor bancário mostrava desempenho misto: Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4) operavam em alta, enquanto Itaú (ITUB4) registrava leve queda.

Vencimento de opções pressiona volatilidade

O pregão desta sexta-feira é marcado pelo vencimento de opções sobre ações, evento que ocorre mensalmente na B3. A operação pode gerar movimentos de curto prazo mais acentuados nos papéis com maior volume de negociação, exigindo atenção redobrada dos investidores.

Mercado atento a negociações entre EUA e China

Investidores também acompanham a possibilidade de diálogo entre Donald Trump e Xi Jinping, que deve abordar, entre outros pontos, a venda do TikTok nos Estados Unidos. O mercado financeiro aposta que qualquer avanço nas negociações comerciais possa reduzir tensões globais e favorecer ativos de maior risco.

Dólar e juros futuros

Dólar: a moeda norte-americana operava em alta, cotada a R$ 5,32, acompanhando o fortalecimento da divisa no exterior e expectativas sobre a política monetária dos EUA.

Juros futuros: contratos apresentavam leve alta, sinalizando expectativas de manutenção da taxa Selic em patamares elevados no Brasil.

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Perspectivas do mercado

O cenário indica que o Ibovespa pode manter trajetória de alta, caso fatores externos, como negociações comerciais entre EUA e China, e internos, como decisões da política monetária brasileira, se mantenham favoráveis. Analistas reforçam que investidores devem acompanhar indicadores econômicos e decisões políticas que possam impactar os ativos de maior liquidez.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bioinsumos ganham protagonismo diante da dependência de fertilizantes importados e reforçam soberania do agro brasileiro

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A elevada dependência do Brasil de fertilizantes importados voltou ao centro das discussões sobre a competitividade e a segurança do agronegócio nacional. Em um cenário marcado pela alta dos preços internacionais, restrições logísticas e instabilidade geopolítica, os bioinsumos ganham espaço como uma alternativa estratégica para aumentar a eficiência das lavouras e reduzir a vulnerabilidade do setor.

Atualmente, cerca de 88% dos fertilizantes utilizados no país são importados, sobretudo de regiões sujeitas a conflitos e oscilações no comércio internacional. Diante desse contexto, a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) defende a ampliação do uso de tecnologias biológicas como complemento à adubação mineral e instrumento para fortalecer a soberania produtiva brasileira.

Crise logística pressiona custos dos fertilizantes

A preocupação do setor aumentou após as recentes restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio global de fertilizantes. O corredor concentra aproximadamente um terço do fluxo mundial desses insumos e passou a enfrentar novas dificuldades logísticas, agravando um cenário que já vinha sendo impactado pelos reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Mesmo com expectativa de normalização gradual das operações, especialistas avaliam que os efeitos sobre preços, oferta e fretes deverão continuar influenciando o mercado nos próximos meses.

Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que, entre fevereiro e abril de 2026, o Brasil importou 4% menos fertilizantes, mas desembolsou 16% a mais pelo volume adquirido. No mesmo período, o fertilizante fosfatado MAP acumulou valorização de 20%.

Bioinsumos aumentam eficiência sem substituir fertilizantes minerais

Segundo o presidente da ANPII Bio, Thiago Delgado, os bioinsumos não eliminam a necessidade dos fertilizantes convencionais, mas desempenham papel importante ao elevar o aproveitamento dos nutrientes disponíveis no solo e reduzir parte da dependência externa.

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“O Brasil possui elevada dependência de nitrogênio, fósforo e potássio importados. Os bioinsumos contribuem para aumentar a eficiência nutricional das plantas, oferecendo maior estabilidade de custos e fortalecendo a segurança agrícola”, afirma.

Para a entidade, enquanto projetos destinados à ampliação da produção nacional de fertilizantes minerais exigem investimentos elevados e longo prazo para maturação, as tecnologias biológicas já estão disponíveis comercialmente e podem ser adotadas imediatamente pelos produtores.

Mercado brasileiro lidera desenvolvimento de tecnologias biológicas

O Brasil ocupa posição de destaque no mercado mundial de bioinsumos. De acordo com a ANPII Bio, o setor movimenta mais de R$ 7 bilhões por safra, concentra aproximadamente metade do mercado latino-americano e figura entre os três maiores mercados globais da atividade.

Além disso, cerca de 85% dos bioinsumos comercializados no país são produzidos pela própria indústria nacional, consolidando o Brasil como uma das principais referências internacionais no desenvolvimento de soluções biológicas voltadas ao agronegócio tropical.

O segmento reúne atualmente mais de 200 empresas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contabiliza mais de 1.500 produtos registrados, apresentando crescimento superior a 50% entre 2022 e 2025.

Fixação biológica de nitrogênio é exemplo de sucesso no campo

Entre as principais aplicações dos bioinsumos estão a fixação biológica de nitrogênio (FBN), a solubilização de fósforo e potássio, o estímulo ao desenvolvimento radicular e o aumento da absorção de água e nutrientes pelas plantas.

O caso mais consolidado é o da soja brasileira. Segundo a Embrapa, a utilização de bactérias do gênero Bradyrhizobium permite suprir biologicamente a necessidade de nitrogênio da cultura, reduzindo drasticamente os custos com fertilização.

Enquanto a adubação nitrogenada convencional pode atingir cerca de R$ 906 por hectare, a inoculação biológica apresenta custo próximo de R$ 8 por hectare, mantendo elevada eficiência produtiva.

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Hoje, aproximadamente 90% das áreas cultivadas com soja no Brasil utilizam essa tecnologia, gerando economia estimada entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões por ano aos produtores.

Outro microrganismo amplamente empregado é o Azospirillum brasilense, associado ao fortalecimento do sistema radicular, maior absorção de nutrientes e aumento da tolerância das plantas aos estresses climáticos.

Reconhecimento internacional fortalece pesquisa brasileira

O avanço da pesquisa nacional em bioinsumos ganhou destaque internacional em 2025, quando a pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria recebeu o World Food Prize, considerado o “Nobel da Agricultura”, pelo desenvolvimento de tecnologias ligadas à fixação biológica de nitrogênio.

Para a ANPII Bio, o reconhecimento reforça o protagonismo do Brasil na construção de soluções capazes de aumentar a produtividade agrícola com menor dependência de fertilizantes minerais importados.

Marco legal impulsiona expansão do setor

Outro fator considerado decisivo para o crescimento do segmento é a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024), que estabelece um marco regulatório para estimular a inovação, ampliar a produção nacional e acelerar a adoção dessas tecnologias no campo.

Segundo a entidade, a regulamentação da legislação deverá fortalecer ainda mais a competitividade da indústria brasileira de bioinsumos, criando condições favoráveis para novos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e produção.

Na avaliação da ANPII Bio, os bioinsumos não devem ser vistos como substitutos dos fertilizantes minerais, mas como ferramentas complementares para tornar os sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e menos vulneráveis às oscilações do mercado internacional, contribuindo para a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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