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Iluminação LED aumenta produtividade agrícola em até 67% e reduz custos de energia no campo

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Luz como aliada do crescimento agrícola

A adoção de tecnologia de iluminação LED está transformando a produção agrícola no Brasil. Produtores rurais têm descoberto que o uso estratégico de luzes com espectros otimizados pode aumentar significativamente a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir os custos operacionais — especialmente o gasto com energia elétrica.

Combinada a sistemas de energia solar fotovoltaica, a iluminação LED para suplementação luminosa tem se mostrado uma alternativa eficiente e sustentável, viável tanto para projetos de média quanto de grande escala no campo.

Estudo aponta aumento de até 67,5% na produtividade

Um estudo recente conduzido pela Silicon, empresa especializada em soluções de eficiência energética, avaliou o desempenho de diferentes espécies cultivadas sob iluminação controlada. Os resultados revelaram ganhos expressivos na produtividade, com variações de acordo com o tipo de vegetal.

A beterraba foi a espécie com melhor desempenho, apresentando um aumento médio de 67,5% na produção. Em seguida vieram o coentro (28,2%), o rabanete (27,8%), a rúcula (15,9%) e a couve (15%). Já cultivos de salsa e repolho roxo registraram ganhos de 14,2% e 9%, respectivamente.

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Outros resultados relevantes incluem um aumento de 280% na massa radicular de mudas de eucalipto BenthamiI e uma redução de 30% no ciclo de inverno do café conilon, evidenciando o potencial da iluminação artificial na aceleração dos processos fisiológicos das plantas.

Planejamento técnico garante eficiência e uniformidade

Segundo Ander Renan Zilli, sócio-fundador da Silicon, o sucesso da tecnologia está diretamente ligado ao planejamento individualizado de cada projeto.

“Antes da implementação, desenvolvemos um projeto detalhado para cada área, definindo a quantidade ideal de luminárias e o posicionamento adequado para garantir uniformidade luminosa e crescimento homogêneo”, explica Zilli.

“Também orientamos o produtor sobre a melhor forma de aplicar a iluminação em seu sistema produtivo”, completa.

A empresa realizou múltiplos testes, variando substratos e condições de cultivo, para assegurar a consistência dos resultados e a eficiência produtiva em diferentes contextos agrícolas.

Tecnologia LED: sustentabilidade e previsibilidade no agro

O uso de LEDs de alta performance permite que o produtor aumente a produção em menor área, com baixo impacto ambiental e redução de perdas. A tecnologia também uniformiza lotes de mudas e oferece maior controle sobre o processo produtivo, tornando-se ideal para sistemas indoor e fazendas urbanas.

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De acordo com Bruno Bassani, gerente de inovação da Silicon, essa evolução tecnológica tem papel estratégico para o futuro da agricultura.

“A capacidade de acelerar o ciclo de crescimento e manter a produção estável, mesmo diante de variações climáticas, aumenta a previsibilidade do negócio e garante qualidade consistente nas entregas”, afirma Bassani.

Sustentabilidade e inovação lado a lado

Ao integrar energia solar e iluminação LED otimizada, o agronegócio brasileiro dá mais um passo em direção à sustentabilidade e à eficiência produtiva. Além de reduzir custos, a tecnologia contribui para a preservação ambiental e fortalece o compromisso do setor com a produção responsável.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito rural soma R$ 433 bilhões na safra 2025/26 e CPR amplia protagonismo no financiamento do agro

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O crédito rural destinado à agricultura empresarial movimentou R$ 433 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, conforme dados preliminares do Plano Safra 2025/2026. Apesar de representar uma retração de 5% em relação aos R$ 458,1 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior, o desempenho evidencia a força dos instrumentos privados de financiamento e a crescente participação das cooperativas na cadeia produtiva.

As informações constam do Boletim de Desempenho do Crédito Rural, elaborado pelo Departamento de Financiamento (Defin), da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base nos registros do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

Industrialização lidera crescimento e avança 59,5%

Entre todas as modalidades financiadas, a industrialização foi o grande destaque da temporada. Os recursos destinados ao processamento e à agregação de valor aos produtos agropecuários saltaram de R$ 19,7 bilhões para R$ 31,5 bilhões, crescimento de 59,5%.

Além do avanço financeiro, a modalidade foi a única a registrar aumento no número de contratos, com expansão de 17,7%. O resultado demonstra o fortalecimento dos investimentos em estruturas industriais e a atuação crescente das cooperativas na transformação da produção agropecuária.

CPR se consolida como principal instrumento de financiamento

A Cédula de Produto Rural (CPR) ampliou sua relevância dentro do sistema de crédito agrícola brasileiro. Entre julho de 2025 e maio de 2026, as contratações alcançaram R$ 185,2 bilhões, aumento de 8% em comparação ao mesmo período da safra anterior.

Com isso, a CPR passou a representar 42,8% de todo o volume de recursos concedidos ao setor, frente aos 37,4% observados no ciclo anterior, consolidando-se como o principal mecanismo de financiamento do custeio agrícola no país.

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Ao somar os recursos provenientes das operações de custeio e das CPRs, o volume destinado ao financiamento da produção rural atingiu R$ 322,7 bilhões, registrando recuo limitado de apenas 2,1% na comparação anual.

Pronamp cresce e reforça apoio ao médio produtor rural

O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) também apresentou desempenho positivo. As concessões totalizaram R$ 56,4 bilhões, alta de 4,3% sobre a safra anterior.

Segundo o boletim, o resultado reflete as medidas adotadas no Plano Safra para ampliar a disponibilidade de recursos aos médios produtores, incluindo ajustes nas exigibilidades dos depósitos à vista direcionados ao crédito rural.

Juros elevados reduzem demanda por investimentos

Os financiamentos voltados aos programas de investimento registraram retração de 28,1%, refletindo a cautela dos produtores diante do atual cenário de juros elevados.

As maiores quedas foram observadas em programas estratégicos para modernização e infraestrutura:

  • Proirriga: retração de 56%;
  • Prodecoop: queda de 54%;
  • Moderfrota: redução de 54%.

De acordo com a análise do Mapa, a desaceleração não decorre da falta de recursos disponíveis, mas principalmente da menor demanda por financiamentos, influenciada pelo aumento do custo financeiro das operações.

Além das taxas de juros, fatores como inadimplência crescente, custos de produção elevados, riscos climáticos e instabilidade econômica global também contribuem para a postura mais conservadora dos produtores rurais.

LCA controlada ganha espaço entre as fontes de recursos

Entre as fontes de financiamento, a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) Controlada apresentou a maior expansão proporcional da safra.

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As contratações saltaram de R$ 927 milhões para R$ 28,8 bilhões, transformando a modalidade na segunda principal fonte de recursos controlados do crédito rural.

Por outro lado, a LCA Livre registrou retração de 38%. Parte dessa redução foi compensada pelo crescimento da Poupança Rural Livre, que avançou 49,5%, equivalente a R$ 19,1 bilhões adicionais, alcançando R$ 57,6 bilhões em financiamentos contratados.

Já os recursos equalizáveis, que contam com subvenção do Tesouro Nacional para redução das taxas de juros, totalizaram R$ 48,9 bilhões, mantendo saldo disponível correspondente a 47% da programação.

Região Sul lidera concessões de crédito rural

Na análise regional, excluindo as operações com CPR, a Região Sul manteve a liderança nacional tanto em volume financeiro quanto em número de contratos.

Foram liberados R$ 74,2 bilhões para produtores da região, distribuídos em 131.109 operações de crédito rural.

O Nordeste registrou a maior retração entre as regiões brasileiras, com queda de 26% no valor contratado em relação ao mesmo período da safra passada.

O desempenho do crédito rural na safra 2025/2026 confirma uma transformação gradual na estrutura de financiamento do agronegócio brasileiro, marcada pela crescente participação dos instrumentos privados, fortalecimento da CPR e expansão dos recursos voltados à industrialização, mesmo em um ambiente de juros elevados e maior seletividade na concessão de crédito.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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