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Índia estende isenção de tarifa de importação de algodão até dezembro para aliviar setor têxtil

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A Índia anunciou nesta quinta-feira (28) a prorrogação da isenção da tarifa de importação de algodão até 31 de dezembro. A medida, que anteriormente expiraria em setembro, tem como objetivo amparar a indústria de vestuário local, que enfrenta dificuldades após o aumento das tarifas norte-americanas.

Impactos no mercado internacional e doméstico

Logo após o anúncio, os preços globais do algodão reagiram e registraram alta de 0,2%. No entanto, especialistas apontam que a decisão pode reduzir a demanda pelo algodão indiano, pressionando os preços domésticos.

A Índia é a segunda maior produtora mundial da fibra e deve importar volumes expressivos de países como Austrália, Brasil, Estados Unidos e exportadores africanos, que possuem excedente disponível.

Tarifas dos EUA afetam exportações indianas

O setor têxtil indiano foi diretamente impactado pela decisão do governo norte-americano de dobrar tarifas sobre produtos importados da Índia, que passaram a alcançar até 50% em categorias como vestuário e joias.

Os Estados Unidos são o principal mercado para as exportações indianas, movimentando cerca de US$ 22 bilhões em 2024. A Índia ocupa atualmente a quarta posição no fornecimento de vestuário aos EUA, com 5,8% de participação, atrás de China, Vietnã e Bangladesh.

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Setor prevê recorde de importações em 2024

Segundo Atul Ganatra, presidente da Associação de Algodão da Índia, a isenção permitirá que as empresas têxteis importem insumos mais baratos, reduzindo custos e mantendo a competitividade.

“Com a prorrogação, as importações podem atingir um recorde de 4,2 milhões de fardos neste ano, e a tendência deve se manter no primeiro trimestre de 2025”, afirmou Ganatra em entrevista à Reuters.

Logística favorece ampliação da janela de importação

Na avaliação de traders, a extensão do prazo resolve um gargalo enfrentado pelas fábricas indianas. Como o transporte marítimo de algodão costuma levar mais de um mês, a janela anterior, que terminava em setembro, não permitia a chegada das cargas dentro do prazo. Agora, as empresas poderão realizar pedidos maiores e garantir suprimento para o próximo ciclo.

Competitividade frente ao algodão nacional

Segundo agentes de mercado, o custo do algodão importado é até 7% menor do que o produto local, além de oferecer melhor qualidade. A expectativa é que a maior parte dos embarques chegue no quarto trimestre, coincidindo com a entrada da safra doméstica no mercado, o que deve pressionar ainda mais os preços internos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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