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Safra de arroz no Paraná pode crescer 10% e atingir 147 mil toneladas

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A safra de arroz no Paraná deve registrar crescimento em 2026, impulsionada pelo avanço da colheita e pelas condições agronômicas favoráveis ao longo do ciclo produtivo. A estimativa é que a produção estadual alcance 147 mil toneladas, volume cerca de 10% superior às 134 mil toneladas colhidas em 2025.

As projeções constam no Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).

Colheita do arroz avança e deve consolidar safra dentro do esperado

De acordo com o levantamento, aproximadamente metade da produção já foi colhida, e o ritmo dos trabalhos no campo indica que a safra deverá se consolidar dentro dos padrões agronômicos considerados adequados.

Com a proximidade do fim do verão e a continuidade da colheita em ritmo regular, a expectativa é de que os rizicultores paranaenses confirmem uma safra consistente em produtividade e qualidade.

Chegada do outono reduz risco climático nas lavouras

O boletim também destaca que a chegada do outono contribui para reduzir os riscos climáticos para a cultura do arroz no estado.

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Com o período mais seco, diminui a probabilidade de chuvas excessivas, além de praticamente eliminar o risco de novas enchentes no Rio Ivaí, situação que afetou a produção nas duas últimas safras.

Esse cenário climático mais estável tende a favorecer a finalização da colheita e a consolidação do volume projetado para o ciclo atual.

Produção nacional de arroz deve cair na safra atual

Enquanto o Paraná projeta crescimento, a oferta de arroz no Brasil deve diminuir nesta temporada.

Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional está prevista em 10,9 milhões de toneladas, abaixo das 12,8 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

A redução está relacionada principalmente à menor área semeada, reflexo da pressão sobre os preços registrada em 2025, quando o excesso de oferta comprometeu a rentabilidade dos produtores.

Preços ao produtor permanecem estáveis, apesar da queda anual

Mesmo com a produção nacional menor, os preços pagos ao produtor seguem relativamente estáveis.

Em fevereiro, o valor médio recebido pelos agricultores foi de R$ 63,07 por saca, patamar 46% inferior aos R$ 117,54 registrados no mesmo período do ano passado.

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Além da pressão sobre os preços, os produtores também enfrentam aumento nos custos de produção, especialmente durante a colheita. O boletim aponta que o encarecimento do diesel, influenciado pelo cenário de guerra internacional, já impacta as despesas operacionais mesmo antes de eventuais reajustes nas refinarias.

Arroz e feijão apresentam queda de preços para o consumidor

Para o consumidor, o cenário é de preços mais baixos no varejo. O pacote de 5 quilos de arroz registrou queda de 38% nos últimos 12 meses, sendo comercializado atualmente por cerca de R$ 20,00 no caso do produto tipo polido.

Em fevereiro de 2025, o mesmo produto era vendido por valores superiores a R$ 30,00.

O boletim também destaca o comportamento do feijão preto, que apresenta preço 28% menor em relação ao ano anterior, embora o produto mostre uma leve tendência de alta nas últimas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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