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Indicações de Botelho garantem ônibus escolares e veículos para fortalecer agricultura familiar em MT

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O mês de março começou com importantes entregas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e à melhoria do atendimento à comunidade escolar em municípios de Mato Grosso. Durante a primeira semana do mês, foram entregues tratores, picapes modelo Montana e ônibus escolares, ampliando os investimentos destinados às cidades do interior.

As entregas foram realizadas na última quinta-feira (05), pelo Governo de Mato Grosso por meio de indicações parlamentares do deputado estadual Eduardo Botelho (União), com apoio do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Entre os municípios contemplados com a Indicação Parlamentar nº 6951/22, com a entrega de picapes Montana, estão Cáceres, para atender a Associação de Pequenos Produtores Rurais Getúlio Vargas, além de Diamantino, Nova Marilândia e Santo Antônio de Leverger. Os veículos serão utilizados para dar suporte às atividades da agricultura familiar, fortalecendo o atendimento aos pequenos produtores e ampliando a capacidade de apoio técnico nos municípios.

Também foram entregues ônibus escolares, atendendo à Indicação Parlamentar nº 2559/25, para beneficiar estudantes de Rosário Oeste e de outras cidades, entre elas Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Nobres, Nova Brasilândia, Jangada, Santo Antônio de Leverger e Nova Mutum.

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O deputado estadual Eduardo Botelho destacou que os investimentos reforçam o compromisso do mandato com o desenvolvimento dos municípios e a melhoria da qualidade de vida da população.

“Estamos juntos. Nosso compromisso é com os municípios de Mato Grosso, com a agricultura familiar e também com a educação. Por isso estamos entregando ônibus para Livramento, Poconé, Rosário Oeste, Nobres, Nova Brasilândia, Jangada, Santo Antônio e Nova Mutum. Todos estão recebendo esse micro-ônibus para atender a comunidade escolar. Também realizamos entregas de veículos que serão utilizados na agricultura familiar. É uma Montana zero quilômetro que vai ajudar no atendimento aos produtores”, afirmou.

O prefeito de Poconé, Jonas Eduardo de Moraes (Podemos), agradeceu a destinação do veículo escolar para o município e destacou a parceria com o parlamentar.

“Agradecemos ao deputado Botelho, que deu um dos três ônibus que Poconé está recebendo. É um presente do deputado Eduardo Botelho. O senhor é um deputado que sempre está ajudando Poconé. Esperamos que continue por muitos anos ajudando a nossa população”, declarou.

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Já o prefeito de Nova Marilândia, Jefferson Nogueira Souto (Progressistas), que esteve presente na solenidade acompanhado do secretário municipal de Agricultura, Marco Aurélio, ressaltou a importância do investimento para o fortalecimento da produção rural.

“Com certeza agradecemos muito ao deputado, mais uma vez, por estar levando investimento para nossa cidade. A agricultura familiar fará bom uso desse investimento. Muito obrigado por destinar novamente recursos para Nova Marilândia. Conte sempre com a gente”, afirmou.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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