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Indicador do Boi Datagro chega ao Rio Grande do Sul e será lançado oficialmente na Expointer 2026

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O Rio Grande do Sul passará a integrar oficialmente o Indicador do Boi Datagro, uma das principais referências de preços da pecuária brasileira. O lançamento da ferramenta no estado está programado para ocorrer durante a Expointer 2026, consolidando a presença do indicador em uma das regiões mais tradicionais da produção pecuária nacional.

O anúncio foi feito pelo presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, durante a sexta etapa do Circuito do Indicador do Boi Datagro na Estrada, realizada nesta terça-feira (10), na sede da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), em Porto Alegre.

O encontro reuniu pecuaristas, lideranças do setor, representantes da indústria frigorífica e especialistas de mercado para discutir tendências, formação de preços e ferramentas de gestão para a atividade pecuária.

Ferramenta amplia transparência para o mercado gaúcho

Segundo Cairoli, a chegada do Indicador do Boi Datagro representa um importante avanço para a profissionalização da pecuária no estado.

“O produtor rural está cada vez mais inserido em uma lógica empresarial. Na pecuária, esse movimento ainda pode avançar mais, e o indicador contribuirá para oferecer segurança, transparência e suporte na tomada de decisões”, destacou.

Atualmente, o Indicador do Boi Datagro já opera em importantes estados produtores, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará, Rondônia e Tocantins. Com a inclusão do Rio Grande do Sul, a ferramenta amplia sua abrangência e fortalece sua representatividade nacional.

Rio Grande do Sul ganha protagonismo na formação de preços

Para o diretor do Programa Carne Angus Certificada, Wilson Brochmann, a entrada do estado no sistema era um passo necessário diante da relevância da pecuária gaúcha para o cenário nacional.

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Segundo ele, a coleta sistemática de informações permitirá maior consistência nos dados de mercado, beneficiando tanto produtores locais quanto agentes de outras regiões do país.

“O Rio Grande do Sul é um dos principais polos pecuários do Brasil. Com sua integração ao indicador, o mercado nacional passa a contar com informações ainda mais completas sobre a produção brasileira”, afirmou.

Farsul destaca importância estratégica da iniciativa

O presidente da Farsul, Domingos Velho, participou da abertura do evento e ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da cadeia pecuária estadual.

De acordo com ele, a presença do Rio Grande do Sul em projetos nacionais de inteligência de mercado contribui para ampliar a competitividade do setor e reforçar o papel do estado como protagonista na produção de carne bovina.

Datagro aposta na aproximação com a pecuária gaúcha

O líder da área de Pecuária da Datagro, João Otávio de Assis Figueiredo, destacou que a expansão do indicador para o Sul do país faz parte da estratégia de aprimoramento das informações disponibilizadas ao mercado.

Segundo ele, a proposta é desenvolver indicadores alinhados às necessidades reais dos produtores, frigoríficos e demais participantes da cadeia da carne bovina.

“Estamos muito entusiasmados com essa aproximação. Nosso objetivo é entregar informações que façam sentido para o mercado e contribuam para decisões cada vez mais assertivas”, afirmou.

Mercado futuro do boi gordo ganha espaço entre pecuaristas

Além da apresentação do projeto, a programação contou com um curso voltado ao mercado futuro do boi gordo, tema que vem ganhando importância entre os produtores que buscam reduzir riscos e garantir maior previsibilidade de receita.

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O painel foi conduzido pelo economista e analista de pecuária da Datagro, Lucas Enrico Schilling Möller, que apresentou estratégias de utilização da bolsa de valores como instrumento de proteção de preços.

Segundo o especialista, tão importante quanto alcançar eficiência produtiva dentro da fazenda é garantir rentabilidade na comercialização dos animais.

“Cuidar do lucro da porteira para dentro é fundamental, mas assegurar o resultado da porteira para fora tornou-se igualmente importante diante da volatilidade dos mercados”, explicou.

Corretoras reforçam papel na gestão de risco da pecuária

O evento também promoveu um debate com corretoras parceiras da Datagro, que apresentaram soluções e esclareceram dúvidas sobre operações de hedge e comercialização no mercado futuro do boi gordo.

A iniciativa buscou aproximar os pecuaristas das ferramentas financeiras disponíveis para proteção contra oscilações de preços, estratégia cada vez mais utilizada por produtores que buscam maior previsibilidade e segurança na gestão dos negócios.

Com a chegada do Indicador do Boi Datagro ao Rio Grande do Sul, a expectativa do setor é fortalecer a transparência na formação dos preços da arroba, ampliar o acesso a informações estratégicas e contribuir para uma pecuária mais moderna, profissional e conectada às dinâmicas do mercado nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro

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Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.

O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.

Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.

A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.

Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.

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O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.

A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.

Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.

Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.

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O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.

Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.

A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.

Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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