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Infraestrutura rural se torna diferencial competitivo com Brasil liderando exportações de carne bovina

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O avanço do Brasil no mercado global de carne bovina tem reforçado a importância da estrutura das propriedades rurais como fator estratégico para a competitividade. Líder mundial na produção e exportação da proteína, o país alcançou esse protagonismo em um cenário de oferta internacional restrita e demanda aquecida, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Em 2026, o Brasil se mantém como principal fornecedor global, com produção estimada em 12,35 milhões de toneladas, o que amplia a necessidade de eficiência produtiva e infraestrutura adequada no campo.

Infraestrutura adequada reduz riscos e melhora o manejo do rebanho

A qualidade da estrutura nas fazendas tem impacto direto na produtividade e na segurança da operação pecuária. Segundo Danilo Carmo, analista de mercado agro da Belgo Arames, a ausência de infraestrutura adequada aumenta riscos ao rebanho e compromete o manejo.

Problemas como acidentes durante a condução dos animais, lesões causadas por cercas inadequadas, estresse excessivo, fugas e mistura de lotes são mais frequentes em propriedades com estrutura deficiente. Além disso, o controle sanitário e nutricional também é prejudicado.

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Cercas e planejamento de pastagens elevam eficiência produtiva

Estruturas como cercas de qualidade, corredores de manejo, divisões eficientes de pastagens e áreas funcionais são fundamentais para o bom desempenho da atividade.

Sistemas bem planejados, como o pastejo rotacionado, dependem diretamente de cercas adequadas e organização dos piquetes. Esse modelo permite melhor aproveitamento da pastagem e manutenção da qualidade da forragem ao longo do tempo.

Bem-estar animal e produtividade caminham juntos

Uma infraestrutura eficiente contribui para reduzir o estresse dos animais e facilita práticas essenciais no dia a dia da fazenda, como pesagem, vacinação, apartação e suplementação.

Esse conjunto de melhorias reflete diretamente nos resultados produtivos, com ganhos em indicadores como aumento de peso, eficiência reprodutiva e redução da mortalidade do rebanho.

Escolha de materiais influencia durabilidade e custo-benefício

Na avaliação de investimentos em infraestrutura, fatores como resistência, durabilidade, custo-benefício e facilidade de manutenção devem ser considerados.

A escolha correta dos materiais garante maior vida útil das estruturas, reduz custos com reposição e aumenta a segurança tanto para os animais quanto para os trabalhadores envolvidos no manejo.

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Tecnologias em cercas contribuem para sistemas mais eficientes

O uso de soluções consolidadas no mercado também é apontado como diferencial. Entre os materiais recomendados estão arames de alta resistência e tecnologias voltadas à durabilidade e proteção contra corrosão.

Produtos como o arame ovalado de alta resistência Belgo Z-700®, o arame para cerca elétrica Belgo Eletrix® e o arame farpado Motto® são exemplos de soluções utilizadas para construção de cercas mais seguras e eficientes.

Investimento em estrutura fortalece competitividade da pecuária

Com o Brasil consolidado como líder global na exportação de carne bovina, a infraestrutura das propriedades passa a ser um elemento estratégico para sustentar esse crescimento.

Quando bem planejada e executada, a estrutura rural contribui para o bem-estar animal, valoriza a propriedade, melhora a eficiência produtiva e garante maior rentabilidade ao produtor, fortalecendo a competitividade da pecuária brasileira no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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