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Início da safra 2026/27 de cana exige atenção à qualidade da matéria-prima

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A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 começa em abril com estimativa de produção de 635 milhões de toneladas, segundo a consultoria Datagro. O volume representa um crescimento de 4% em relação à temporada anterior. A safra 2025/26, por sua vez, teve moagem estimada em 610,5 milhões de toneladas, queda de 1,8% frente ao ciclo 2024/25. O total médio de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) da última safra foi de 138,11 kg por tonelada, resultando em 84,32 milhões de toneladas de ATR disponíveis.

Qualidade da cana: desafio no início da safra

Apesar do cenário positivo, o início da temporada apresenta desafios para o canavicultor, principalmente em relação à qualidade da matéria-prima. O ATR por tonelada de cana processada tende a estar abaixo do esperado, pois a planta ainda não acumulou níveis ideais de açúcares nos colmos.

Lucas Ranalli, gerente de marketing regional de cana-de-açúcar da Corteva Agriscience, explica: “A cana no início de safra apresenta ATR mais baixo devido à fisiologia da planta e ao clima. A melhor solução para aumentar o ATR durante a safra é a aplicação de maturadores químicos, que estimulam a conversão e acúmulo de sacarose, melhorando a qualidade da matéria-prima”.

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Curavial®: maturador com rápida resposta e maior estabilidade

Para apoiar os produtores, a Linha Cana da Corteva oferece o Curavial®, maturador que permite aumento consistente do ATR, com rápida velocidade de resposta e ampla janela de colheita. O produto pode ser utilizado em qualquer período da safra, sem impactar negativamente o crescimento vegetativo do canavial.

Ranalli destaca que o Curavial® pode ser aplicado no meio da safra, especialmente em regiões do Centro-Sul com maior incidência de chuvas, garantindo planejamento mais eficiente da colheita e ganhos significativos em ATR. Além disso, o maturador mantém o acúmulo de açúcar no final do ciclo, mesmo com o crescimento vegetativo e as chuvas, permitindo que a cana seja colhida até 21 dias após a última aplicação.

Linha Cana: portfólio completo para manejo integrado

Além do Curavial®, a Linha Cana da Corteva conta com herbicidas, inseticidas, fungicidas, produtos biológicos e inibidores de florescimento e isoporização, oferecendo suporte completo para manejo eficiente e maximização da produtividade ao longo de toda a safra.

Com a combinação de manejo técnico, maturadores químicos e ferramentas complementares, o canavicultor consegue melhorar a qualidade da matéria-prima, otimizar a colheita e garantir resultados mais consistentes durante toda a safra 2026/27.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento de bovinos exige protocolos mais rigorosos para garantir desempenho e reduzir custo por arroba

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Adaptação dos animais é o principal desafio no confinamento

O início dos ciclos de confinamento, a partir de abril em diversas regiões do Brasil, reforça a necessidade de atenção à adaptação dos bovinos dentro dos sistemas intensivos. A entrada de animais com diferentes origens e históricos sanitários tem se consolidado como o principal desafio para os pecuaristas.

Ao contrário do que se imagina, os maiores riscos não estão relacionados aos ectoparasitas, mas sim à heterogeneidade dos lotes, que pode comprometer o desempenho e aumentar os custos de produção.

Diferenças sanitárias elevam risco de doenças e perdas produtivas

Animais provenientes de diferentes propriedades chegam ao confinamento com níveis variados de imunidade e exposição a patógenos. Esse cenário aumenta a predisposição a doenças como pneumonias, clostridioses e dificuldades de adaptação alimentar.

A falta de uniformidade impacta diretamente a previsibilidade dos resultados, tornando o sistema mais sensível a variações de desempenho e exigindo manejo mais técnico.

Ectoparasitas têm menor impacto no ambiente de confinamento

Apesar da preocupação comum com carrapatos e mosca-dos-chifres, o ambiente de confinamento não favorece a permanência desses parasitas.

Mesmo quando os animais chegam infestados, os carrapatos tendem a cair entre 7 e 21 dias, sem possibilidade de reinfestação, já que o ciclo biológico não se sustenta nesse tipo de ambiente.

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Verminose compromete desempenho nas primeiras semanas

Por outro lado, a verminose continua sendo um fator relevante, principalmente nos primeiros 30 a 40 dias de confinamento. Animais parasitados apresentam menor ganho de peso inicial, maior variabilidade no lote e dificuldades de adaptação.

Nesse contexto, o protocolo sanitário na entrada dos animais, durante o processamento, é considerado um dos principais pontos de controle para garantir eficiência produtiva.

Padronização sanitária aumenta previsibilidade no sistema

A adoção de estratégias de vermifugação no momento da entrada permite corrigir e padronizar o status sanitário dos bovinos, criando condições mais favoráveis para o desempenho ao longo do ciclo.

O uso de produtos de amplo espectro e a adoção de práticas que reduzam o risco de resistência parasitária são fundamentais para garantir maior uniformidade entre os animais e melhor aproveitamento produtivo.

Estresse impacta consumo e desempenho dos animais

Outro fator crítico no confinamento é o estresse, provocado pela mudança de ambiente, dieta e manejo. Esse processo eleva os níveis de cortisol, afetando o consumo alimentar, a imunidade e o ganho de peso.

A redução do estresse é considerada estratégica para melhorar os resultados produtivos e diminuir perdas no sistema.

Tecnologias de bem-estar ganham espaço na pecuária intensiva

Diante desse cenário, cresce o uso de tecnologias voltadas ao bem-estar animal e à adaptação dos bovinos. Soluções que auxiliam na redução do estresse contribuem para melhorar o consumo, a ruminação e a hidratação dos animais.

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Na prática, isso se traduz em maior ganho médio diário, melhor rendimento de carcaça e menor tempo para atingir o peso ideal de abate.

Resistência parasitária exige manejo mais estratégico

O avanço da resistência parasitária também demanda atenção dos pecuaristas. O uso repetitivo de determinadas bases químicas pode reduzir a eficácia dos tratamentos ao longo do tempo.

Por isso, a adoção de protocolos sanitários mais completos e diversificados se torna essencial para manter a eficiência dos sistemas de produção.

Gestão sanitária define competitividade do confinamento

Mais do que um ambiente de terminação, o confinamento é um sistema de alta precisão, em que cada etapa influencia diretamente o resultado final.

A implementação de protocolos sanitários bem estruturados na entrada dos animais é determinante para garantir maior uniformidade dos lotes, melhorar o desempenho produtivo e reduzir o custo por arroba, aumentando a competitividade da atividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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