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Inmet diz que seca vai se agravar, principalmente na região Amazônica

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A estiagem que afeta grande parte do Brasil deve se intensificar nos próximos dias, conforme indica o último boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Dados recentes mostram que a umidade relativa do ar caiu para níveis alarmantes em várias localidades.

A situação é agravada pela falta de chuvas generalizadas, que continua a impactar severamente a região Amazônica. A grande amplitude térmica é outra característica marcante, com temperaturas variando drasticamente entre a noite e o dia. Em Porto Velho (RO), por exemplo, a temperatura oscilou entre 17,8ºC e 36,4ºC no último domingo.

Enquanto áreas no extremo norte da região Norte, na costa do Nordeste e no extremo sul ainda têm alguma previsão de chuvas, a maior parte do país, incluindo o Centro-Oeste e o Sudeste, permanecerá seca. O Nordeste, particularmente, enfrentará chuvas esparsas, restritas principalmente à costa.

A Metsul Meteorologia alerta para o aumento das queimadas, especialmente no sul da Amazônia, Cerrado e Pantanal, devido à persistência de uma massa de ar seco que domina a maior parte do território brasileiro. Esta condição está associada a uma umidade relativa do ar entre 10% e 15% durante as tardes, níveis típicos de regiões desérticas e que podem representar riscos significativos para a saúde, como doenças respiratórias.

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Fonte: Pensar Agro

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E32 deve impulsionar demanda por etanol e fortalecer liderança do Brasil em bioenergia

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A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) deve representar um novo avanço estratégico para o Brasil, com impactos relevantes sobre a demanda por biocombustíveis, a segurança energética e o compromisso ambiental. A medida deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A expectativa do setor é de um efeito imediato no mercado. A ampliação da mistura pode gerar um aumento de aproximadamente 850 milhões de litros por ano na demanda por etanol anidro, além de contribuir para a redução das importações de gasolina.

Medida chega em momento estratégico para o setor

O avanço do E32 ocorre em um período considerado crucial, marcado pela renovação dos contratos de fornecimento de etanol anidro para a nova safra. A definição traz maior previsibilidade ao mercado e contribui para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Com a expectativa de crescimento na produção, especialmente impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de milho, o setor projeta um acréscimo superior a 4 bilhões de litros na safra atual. Nesse contexto, o aumento da mistura surge como mecanismo importante para absorver esse volume adicional.

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Impacto direto na competitividade dos combustíveis

Outro efeito relevante da medida está na relação de competitividade entre os combustíveis. Com maior participação do etanol anidro na gasolina, há uma mudança na dinâmica de consumo, favorecendo também o etanol hidratado.

Esse movimento amplia a paridade econômica entre os combustíveis, que tende a superar a referência tradicional de 70%, tornando o etanol ainda mais atrativo ao consumidor final.

Avanço na agenda de descarbonização

Além dos efeitos econômicos, o E32 reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O país já é referência internacional pelo elevado uso de biocombustíveis, tanto pela mistura obrigatória quanto pela ampla adoção de veículos flex fuel.

A proposta está alinhada às diretrizes do programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de etanol na gasolina, podendo chegar a 35% (E35) nos próximos anos.

Mercado mais estável e novos investimentos

Com maior oferta de matéria-prima e aumento da demanda, a tendência é de um mercado mais equilibrado ao longo do ciclo produtivo. A expectativa inclui redução da volatilidade de preços, melhores condições ao consumidor e estímulo a novos investimentos no setor.

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O avanço também abre espaço para novas oportunidades na bioenergia, incluindo o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o bio bunker, ampliando ainda mais o papel estratégico do Brasil no cenário energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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