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Inpasa inicia operações em nova biorrefinaria em Luís Eduardo Magalhães (BA)

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Nova biorrefinaria fortalece presença no Nordeste e Matopiba

A Inpasa anunciou o início das operações em sua unidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), oitava biorrefinaria da companhia e sexta no Brasil. A instalação representa um marco estratégico para a industrialização sustentável da região do Matopiba — formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — consolidando o Oeste baiano como polo de geração de valor, empregos e logística.

Segundo Éder Odvar Lopes, “a presença da Inpasa deve impulsionar o cultivo da segunda safra e incentivar o sorgo como alternativa viável ao milho, com ganhos em previsibilidade de comercialização, logística regional e capacidade de armazenamento”.

Capacidade de produção e produtos gerados

A unidade de Luís Eduardo Magalhães terá capacidade anual para processar 1 milhão de toneladas de grãos, incluindo milho e sorgo. Os produtos gerados incluem:

  • 470 milhões de litros de etanol;
  • 245 mil toneladas de DDGS (ingrediente para nutrição animal);
  • 23 mil toneladas de óleo vegetal;
  • 132 GWh de energia elétrica.

O projeto contou com investimento de R$ 1,3 bilhão e gerou 2.500 empregos diretos e indiretos durante a construção. A operação permanente da unidade deve gerar 450 empregos, priorizando mão de obra local.

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Consolidação da Inpasa como líder global em etanol

Com as unidades no Nordeste — Balsas, inaugurada em 2025, e agora Luís Eduardo Magalhães — a Inpasa se consolida como o segundo maior grupo produtor de etanol do mundo.

A empresa, fundada em 2006 no Paraguai, possui atualmente oito unidades em operação: duas no Paraguai e seis no Brasil, localizadas em:

  • Mato Grosso (Sinop e Nova Mutum);
  • Mato Grosso do Sul (Dourados e Sidrolândia);
  • Maranhão (Balsas);
  • Bahia (Luís Eduardo Magalhães).

Além disso, duas novas plantas estão previstas para inauguração até 2027, em Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT), ampliando a presença nacional e reforçando o compromisso da Inpasa com energia sustentável e segurança alimentar global.

Bioeconomia e aproveitamento integral da matéria-prima

A Inpasa transforma grãos em produtos de alto valor agregado, atendendo ao mercado interno e exportando para cinco continentes. Entre os produtos estão etanol, DDGS (FortiPro Inpasa), óleos vegetais e bioeletricidade, fortalecendo a liderança da empresa em bioeconomia e transição energética.

Com essa estratégia, a companhia reforça o conceito de aproveitamento integral da matéria-prima, promovendo sustentabilidade, geração de emprego e desenvolvimento regional no Matopiba e no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor canavieiro do Nordeste alerta para risco de colapso com possível abertura do mercado de etanol aos EUA

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A possível flexibilização das tarifas de importação sobre o etanol norte-americano voltou a gerar preocupação entre representantes do setor sucroenergético brasileiro. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) avalia que uma eventual abertura do mercado nacional ao etanol de milho produzido nos Estados Unidos poderá provocar impactos severos sobre a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste.

Segundo o vice-presidente da entidade, Alexandre Andrade Lima, a medida teria potencial para comprometer a viabilidade econômica de usinas, produtores independentes e milhares de empregos ligados ao setor na região.

Feplana vê ameaça à competitividade da produção nordestina

De acordo com o dirigente, a redução ou eliminação das tarifas aplicadas aos países de fora do Mercosul abriria espaço para uma concorrência considerada desigual com o etanol norte-americano, produzido majoritariamente a partir do milho.

Na avaliação da entidade, o setor sucroenergético nordestino já enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, à concorrência de combustíveis fósseis e às condições de mercado, fatores que poderiam ser agravados pela entrada de maiores volumes de etanol importado.

A Feplana argumenta que a medida colocaria em risco a sustentabilidade econômica de diversas unidades industriais da região, além de afetar fornecedores de cana e trabalhadores do campo e da indústria.

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Pressão dos Estados Unidos aumenta debate sobre tarifas

O tema ganhou força após a divulgação de relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que defende maior acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro.

Segundo representantes do setor canavieiro, os Estados Unidos alegam que existem barreiras comerciais que dificultam a entrada do biocombustível produzido naquele país. Já a Feplana sustenta que a tarifa aplicada pelo Brasil segue as regras estabelecidas para produtos originários de países fora do Mercosul e não representa uma medida direcionada especificamente aos norte-americanos.

A entidade também destaca que o açúcar brasileiro enfrenta limitações para acessar o mercado dos Estados Unidos, por meio de cotas e mecanismos tarifários adotados pelo país.

Debate envolve subsídios e concorrência internacional

Outro ponto levantado pelo setor produtivo está relacionado aos programas de incentivo existentes nos mercados internacionais.

Segundo Alexandre Andrade Lima, produtores brasileiros enfrentam desafios adicionais decorrentes da política de preços dos combustíveis no mercado interno, enquanto os produtores norte-americanos contam com mecanismos de apoio à produção agrícola, especialmente voltados à cadeia do milho, principal matéria-prima do etanol fabricado nos Estados Unidos.

Na avaliação da Feplana, essa diferença de condições competitivas deve ser considerada em eventuais negociações comerciais envolvendo o biocombustível.

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Governo analisa alternativas para o comércio bilateral

O debate ocorre em meio a estudos conduzidos por órgãos do governo federal sobre possíveis ajustes na política comercial relacionada ao etanol. As discussões envolvem diferentes áreas da administração pública, incluindo comércio exterior, desenvolvimento econômico e política fiscal.

Representantes do setor sucroenergético acompanham as tratativas com atenção e defendem a manutenção de mecanismos que preservem a competitividade da produção nacional.

Cadeia sucroenergética tem papel estratégico na economia regional

O Nordeste concentra importante parcela da produção brasileira de cana-de-açúcar, além de reunir usinas, fornecedores independentes, cooperativas e milhares de trabalhadores ligados direta e indiretamente à atividade.

Para lideranças do setor, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado brasileiro deve considerar os impactos econômicos e sociais sobre a cadeia produtiva regional, que desempenha papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento em diversos municípios.

Diante das discussões em curso, entidades representativas reforçam a defesa de políticas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e condições equilibradas de concorrência para o setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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