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Mercado de trigo no Sul do Brasil segue pressionado, enquanto Chicago reage positivamente ao cenário global

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O mercado interno de trigo no Sul do Brasil enfrenta um momento de cautela. No Rio Grande do Sul, o avanço da colheita mantém os preços em queda, enquanto no Paraná, o clima instável tem sustentado os valores na primeira semana de novembro.

Segundo pesquisadores do Cepea, os valores pagos aos produtores estão abaixo do preço mínimo da política de garantia do governo, o que abre espaço para intervenção federal. O preço mínimo da Conab para a saca de 60 kg é de R$ 78,51, enquanto em Passo Fundo (RS) a saca fechou a R$ 57,52 e no Oeste do Paraná a R$ 63,95, respectivamente 27% e 19% abaixo do mínimo.

Exportação lenta e preocupações com a qualidade do grão

O mercado de exportação segue muito lento, com compradores aguardando definições sobre novos leilões de compra. No Rio Grande do Sul, as chuvas previstas de até 150 mm podem comprometer o ritmo da colheita e a qualidade dos grãos.

De acordo com a TF Agroeconômica, entre 25% e 30% do trigo que chega ao porto de Rio Grande apresenta níveis de DON acima de 2 ppm, limitando negociações e pressionando preços. Apesar disso, há indicações de preços variando entre R$ 990 e R$ 1.030/tonelada no interior e R$ 1.080 a R$ 1.130 CIF para moinhos locais. Compradores de fora do estado oferecem até R$ 1.200 CIF no Paraná, para entrega em janeiro.

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O line-up do porto de Rio Grande registrou 274,7 mil toneladas em embarques, sendo que 650 mil toneladas já foram comercializadas no estado: 110 mil destinadas a moinhos e 540 mil à exportação. Em Santa Catarina, o mercado continua lento, com poucas negociações e preços oferecidos entre R$ 1.080 FOB mais frete e R$ 1.250 CIF.

No Paraná, o tempo firme favorece o campo, mas novas chuvas devem atingir a região central nos próximos dias. A média de preços pagos aos produtores subiu ligeiramente para R$ 64,12 por saca, ainda abaixo do custo de produção, calculado em R$ 74,63 pelo Deral, representando prejuízo de cerca de 14%.

Chicago reage positivamente com alta no trigo

No mercado internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registrou alta para o trigo na última segunda-feira (10), sustentada pelo avanço de outras commodities e pelo otimismo com a normalização parcial do governo dos EUA, que já se estende por 40 dias.

O mercado reagiu também a sinais de demanda externa, com compras pontuais da China e aquisição de cerca de 500 mil toneladas por parte do Egito, para embarque entre dezembro e janeiro.

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Os contratos de dezembro de 2025 fecharam a US$ 5,35 3/4 por bushel, alta de 1,51%, enquanto os contratos de março de 2026 encerraram a US$ 5,50 1/2, aumento de 1,52%.

Apesar do otimismo, os ganhos foram limitados pela percepção de ampla oferta global, com exportações russas em ritmo acelerado e o avanço das colheitas na Argentina e Austrália. O mercado aguarda agora o relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 14.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja garante superávit da balança comercial do Piauí e reforça força do agronegócio estadual

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O agronegócio voltou a desempenhar papel decisivo na economia do Piauí em maio de 2026. Impulsionado principalmente pela soja, o estado registrou superávit na balança comercial ao exportar US$ 109,8 milhões e importar US$ 10,6 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Embora os embarques tenham apresentado desaceleração em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado positivo evidencia a relevância do setor agropecuário para a geração de divisas e para a manutenção do equilíbrio das contas externas piauienses.

Exportações recuam, mas saldo comercial permanece positivo

As exportações do estado registraram queda de 15,7% na comparação com maio de 2025. Em relação a abril deste ano, o recuo foi de 10,9%.

Por outro lado, as importações apresentaram retração ainda mais significativa, com redução de 75% frente ao mesmo mês do ano passado. Esse movimento contribuiu diretamente para a manutenção do saldo positivo da balança comercial estadual.

No acumulado de 2026, o Piauí exportou US$ 371,4 milhões, abaixo dos US$ 444,4 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Soja responde por quase 84% das exportações

A soja manteve sua posição de principal produto da pauta exportadora piauiense. Em maio, a oleaginosa movimentou US$ 92,1 milhões, representando 83,9% de todas as vendas externas realizadas pelo estado.

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Além da soja em grão, outros produtos contribuíram para o desempenho das exportações, entre eles:

  • Gorduras e óleos animais e vegetais: US$ 4,5 milhões;
  • Farelo de soja e derivados: US$ 4,1 milhões;
  • Medicamentos e produtos farmacêuticos;
  • Minério de ferro;
  • Mel natural.

A forte participação da soja evidencia a crescente importância do Cerrado piauiense no cenário agrícola nacional, especialmente na produção de grãos destinados ao mercado internacional.

China lidera compras dos produtos piauienses

A China permaneceu como principal destino das exportações do estado, absorvendo 65,6% dos embarques realizados em maio.

Além do mercado chinês, outros países também se destacaram entre os compradores dos produtos piauienses, como Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito.

A diversificação dos destinos reforça a competitividade da produção agropecuária estadual e amplia as oportunidades de inserção do Piauí no comércio global.

Cerrado piauiense impulsiona crescimento do agro

A base produtiva responsável pelo desempenho das exportações está concentrada na região dos Cerrados, considerada a principal fronteira agrícola do estado.

Municípios como Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí, Bom Jesus, Corrente e Monte Alegre do Piauí seguem liderando a produção e os embarques, impulsionados pelo avanço tecnológico, pela expansão de novas culturas e pelo fortalecimento da agroindústria.

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Investimentos em infraestrutura, logística, inovação e sustentabilidade também têm contribuído para ampliar a competitividade da região e consolidar o agronegócio como um dos pilares da economia estadual.

Agronegócio segue estratégico para o desenvolvimento econômico

Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Deusval Lacerda de Moraes, a evolução do agronegócio no Cerrado piauiense é resultado de um processo contínuo de modernização e expansão produtiva.

De acordo com o gestor, o setor busca constantemente aprimorar seu ecossistema produtivo, incorporando novas culturas agrícolas e fortalecendo a agroindústria, com apoio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à competitividade.

Com a soja liderando as exportações e o Cerrado consolidado como uma das principais regiões produtoras do país, o agronegócio segue sendo o principal responsável pela geração de riqueza, empregos e divisas para o Piauí.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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