Agro News

Protocolo de entrada no confinamento: estratégias essenciais para saúde e desempenho do rebanho

Publicado

A entrada de bovinos no confinamento é uma etapa determinante para a produtividade e saúde do rebanho. O sucesso depende de um manejo cuidadoso, controle de parasitas, adaptação nutricional e atenção aos sinais clínicos, evitando prejuízos e garantindo ganho de peso eficiente.

O embarque, transporte e desembarque devem ser realizados com calma, evitando estresse, correria e contusões. Um manejo tranquilo favorece a rápida adaptação dos animais ao novo ambiente e reduz o risco de doenças.

Triagem e monitoramento: atenção aos primeiros sinais

Na recepção, é fundamental avaliar cada animal observando:

  • Locomoção: animais mancando podem apresentar lesões nos cascos ou membros.
  • Ferimentos: inspeção de pés e demais regiões do corpo.
  • Olhos: aparência afundada indica desidratação; excesso de lágrimas pode sugerir irritações ou infecções oculares e respiratórias.
  • Nariz e respiração: corrimentos claros em pequena quantidade são normais; tosse, respiração dificultosa ou ruídos respiratórios exigem atenção.

Alterações detectadas devem ser tratadas imediatamente seguindo protocolos sanitários definidos pelo médico-veterinário, complementadas por rondas diárias de monitoramento, especialmente nas primeiras semanas.

Leia mais:  VLI reduz 8,6% do consumo de combustível no Corredor Norte e evita 3 mil toneladas de CO²
Período de adaptação: essencial para saúde e socialização

Após o desembarque, recomenda-se manter os animais em piquetes de adaptação por 7 a 14 dias, com acesso a:

  • Água limpa
  • Cocho para mineralização
  • Dieta de adaptação

Esse período é crucial para reidratação, ressocialização, estabelecimento de hierarquias sociais e familiarização com rotinas do confinamento, incluindo movimentação de pessoas e máquinas.

Animais provenientes de longas viagens chegam desidratados, sendo possível corrigir essa condição com produtos específicos diluídos na água de bebida, disponíveis à vontade.

Controle de parasitas desde a entrada

O controle de verminoses e ectoparasitas é essencial para manter o desempenho do rebanho. Segundo Marcos Malacco, médico-veterinário da Ceva Saúde Animal, a aplicação de Eprecis® (eprinomectina injetável) garante o controle eficaz de vermes redondos, enquanto Fiproline Duo® (fipronil 3%) atua rapidamente contra carrapatos, moscas e outras pragas externas, prevenindo doenças como a tristeza parasitária bovina.

Suporte nutricional e imunológico

A transição para o confinamento pode reduzir a imunidade dos bovinos devido ao estresse do transporte, restrição de espaço, ressocialização e mudança alimentar. Por isso, suplementos nutricionais com aminoácidos, macrominerais e colina são fundamentais para a produção de anticorpos e fortalecimento do sistema imunológico.

Leia mais:  Vem aí a Plenária Nacional do Plano Nacional da Pesca Artesanal

O uso de Roboforte® injetável logo na entrada do confinamento melhora o apetite, reduz o desperdício de ração e contribui para ganhos médios diários superiores a 300g, segundo estudos de campo.

Imunização estratégica: prevenção de raiva bovina

Em regiões endêmicas, a vacinação contra a raiva bovina é essencial para proteger a saúde dos animais e prevenir prejuízos econômicos e sanções sanitárias. Rabmune® é indicado como alternativa confiável para imunização preventiva, complementando o protocolo de entrada.

Conclusão: integrando práticas para maior produtividade

Um protocolo de entrada estruturado garante que o potencial genético e nutricional dos animais seja aproveitado, promovendo:

  • Maior ganho de peso
  • Redução de doenças
  • Melhor retorno sobre o investimento

Ao integrar manejo, monitoramento, controle de parasitas, suporte nutricional e imunização, o produtor maximiza o desempenho e o bem-estar do rebanho no confinamento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

Publicado

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Leia mais:  Mercado de arroz apresenta oscilações regionais e atenção a exportações e medidas do governo
Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
Leia mais:  Frutas mais vendidas têm queda de preço nas Ceasas em janeiro, aponta Conab; batata e cebola também ficam mais baratas

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana