Saúde

Investimento do Novo PAC Saúde moderniza LACEN/PR e reforça vigilância genômica no Brasil

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O Ministério da Saúde, por meio do Novo PAC Saúde, reforça o compromisso com a modernização da rede laboratorial brasileira ao apoiar a aquisição do MiSeq i100 Plus pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN/PR), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SESA). O investimento de R$ 897.497 integra uma estratégia nacional de fortalecimento da vigilância epidemiológica, garantindo diagnósticos mais rápidos e eficientes e aumentando a capacidade de resposta do país a pandemias, surtos e emergências em saúde pública.

O equipamento, de sequenciamento de nova geração, permitirá ao LACEN/PR realizar análises de vírus e bactérias de relevância para a saúde pública, como SARS-CoV-2, Influenza, meningococo, Mycobacterium tuberculosis e arboviroses. O investimento federal fortalece a rede de laboratórios centrais, tornando o Paraná referência em vigilância genômica e inovação científica no país.

Mais celeridade e precisão nas análises

O MiSeq i100 Plus é quatro vezes mais rápido que o modelo anterior utilizado pelo LACEN/PR, o MiSeq original, permitindo concluir sequenciamentos em até quatro horas, comparado às 12 horas da média anterior.

Outra inovação é a interpretação integrada dos resultados (on-board), que simplifica o processo, acelera a liberação das análises e permite que diferentes microrganismos sejam analisados simultaneamente, sem necessidade de exames separados. Além disso, o sistema inclui softwares de análise secundária que dispensam bioinformatas na interpretação inicial, tornando o processo mais ágil, acessível e eficiente.

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Resultados práticos da modernização

O investimento federal no LACEN/PR permitirá à unidade:

  • Identificação rápida de variantes de interesse e monitoramento do SARS-CoV-2, conforme classificação da OMS.
  • Pesquisa de variantes de Influenza resistentes ao oseltamivir, auxiliando medidas de prevenção e tratamento.
  • Sequenciamento contínuo de arboviroses, permitindo rastrear circulação, origem e destino dos vírus.
  • Rotina mais ágil de tuberculose multirresistente, garantindo diagnósticos oportunos e acompanhamento mais preciso da doença.
  • Com isso, o LACEN/PR amplia sua capacidade de vigilância genômica, consolidando o Paraná como referência nacional e contribuindo para a eficiência da rede laboratorial federal.

Para a direção do LACEN/PR, a chegada do novo equipamento representa o compromisso permanente do Estado com o avanço científico e a qualidade dos serviços prestados à população. O LACEN/PR procura sempre acompanhar o avanço científico, para que as análises sejam realizadas da melhor forma possível e com o menor tempo”, afirmou a Direção Geral, Célia Fagundes Cruz.

Aplicações e pioneirismo

O laboratório deve se tornar o primeiro do país a implantar o teste de sensibilidade genômico para tuberculose, um marco para o diagnóstico e o monitoramento da doença no Brasil.

Além disso, o equipamento permite aplicações em transcriptômica, genômica microbiana e sequenciamento direcionado de genes, reforçando o papel do Ministério da Saúde na promoção da ciência, tecnologia e inovação em saúde pública.

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Compromisso do Ministério da Saúde

O Novo PAC Saúde tem como objetivo estratégico fortalecer a capacidade de resposta do país, modernizando laboratórios, agilizando diagnósticos e ampliando o acesso a tecnologias de ponta. Somente para cada um dos laboratórios centráis de saúde pública (os LACENs), já foram transferidos R$ 153 milhões para compra de equipamentos, ajudando todos os estados na preparação para emergências sanitárias.

O Novo PAC Saúde tem promovido uma verdadeira transformação na infraestrutura laboratorial do país. Cada novo equipamento entregue representa mais agilidade na detecção de surtos, mais precisão nos diagnósticos e mais segurança para a população. O investimento no LACEN do Paraná é um exemplo concreto de como o programa vem fortalecendo a resposta do Brasil diante de emergências em saúde pública”, destaca Henrique Chaves, diretor do Programa Novo PAC Saúde, do Ministério da Saúde.

Com a modernização do LACEN/PR, o Brasil amplia sua capacidade de vigilância genômica, fortalece a prevenção de doenças e consolida sua rede laboratorial como referência nacional em saúde pública e inovação científica.

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Olhar diferenciado para as aldeias: PNSI é construído com participação social

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A ampliação do acesso à água potável e ao saneamento básico nas comunidades indígenas brasileiras é fruto de uma política participativa, realizada com amplo diagnóstico situacional nos territórios. Neste Abril Indígena, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), lançou o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI). E para fundamentar a iniciativa, foi realizada uma análise criteriosa em todos os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). Ao todo, 34 consultores formaram o time responsável conduzir o estudo. Mobilizados em todo o país, esses profissionais mapearam as demandas e especificidades de cada região.

A pesquisa incluiu a análise de dados existentes sobre saneamento, a realização de estudos de caso e a criação de grupos focais com a população. Segundo a engenheira ambiental Gilmara Terena, consultora que realizou o mapeamento no estado do Mato Grosso do Sul, os Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) tiveram papel central na construção do PNSI. Os profissionais atuaram em diversas frentes, como na organização das informações dentro das aldeias, na delimitação das áreas, identificação das práticas locais, orientação de soluções e no diálogo direto com as famílias.

 “A resposta estava nas próprias comunidades. Os agentes foram peças-chave, pois eles conhecem de perto a rotina e são os que realmente fazem o saneamento acontecer na prática, lá na ponta. Eles nos ajudaram a mapear as aldeias, dividir territórios, identificar as dificuldades e alternativas. Sem conhecer o problema, não há como construir soluções eficazes e esse levantamento foi feito dentro do território, ouvindo quem vive ali”, afirmou.  

Gilmara aposta no avanço do programa e na garantia da efetividade dessa construção coletiva. “Pela primeira vez na história, a política está sendo construída a partir da realidade local. A esperança é que a gente comece a avançar de forma concreta, rumo à universalização do saneamento nas comunidades indígenas”, concluiu. 

Olhar diferenciado para as aldeias

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Instituído no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), o Programa Nacional de Saneamento Indígena foi desenvolvido pela Sesai, com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A iniciativa foi pensada a partir de políticas existentes na área do saneamento, como o Plano Nacional de Saneamento e o Programa Nacional de Saneamento Rural, incluindo os povos indígenas entre os principais beneficiários.

De acordo com a engenheira ambiental Camila Amui, consultora técnica da Sesai e uma das idealizadoras do PNSI, existia um anseio para que houvesse um olhar diferenciado para o tema nas aldeias. “Queríamos criar algo específico. Priorizamos o diálogo com os povos originários em todas as etapas, por isso realizamos cinco oficinas regionais e uma nacional para escutar as localidades, os distritos, além de profissionais, lideranças, gestores e usuários do SasiSUS. Na época, o então secretário abraçou a pauta e assim nasceu a construção do PNSI, com muita participação social”, relembrou. O programa foi idealizado em 2023, na gestão do então secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.

Pensado de forma coletiva, o PNSI prevê investimento total de R$ 10,85 bilhões ao longo de 20 anos, sendo distribuídos da seguinte forma: R$ 6,26 bilhões para abastecimento de água, R$ 4 bilhões para esgotamento sanitário e R$ 690 milhões para manejo de resíduos sólidos. Esses recursos serão destinados de forma progressiva e poderão ser ajustados anualmente, de acordo com a disponibilidade orçamentária, parcerias e captação de recursos. Para 2026, a estimativa é de R$ 132 milhões para abastecimento de água, R$ 36 milhões para esgotamento sanitário e R$ 19 milhões para manejo de resíduos sólidos, totalizando R$ 187 milhões.

De acordo com a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, o lançamento do programa marca o início de um desafio mais amplo: assegurar sua implementação efetiva nos territórios, por meio do monitoramento contínuo dos indicadores e aprimoramento da gestão nos Distritos Sanitários. “Fazer um lançamento tão significativo em meio ao mês de visibilidade indígena é para nós motivo de muito orgulho e comemoração.  O acesso ao saneamento básico é um determinante fundamental para a saúde e dignidade dessas populações, por isso, o PNSI é um marco histórico. Estamos criando uma política inovadora e uma nova forma de pensar o saneamento indígena, com respeito às particularidades territoriais”, afirmou. 

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Eixos temáticos orientam o trabalho 

Dividido em cinco eixos temáticos, o PNSI planeja o saneamento levando em consideração todos os seus componentes, que, além do abastecimento de água, incluem o esgotamento sanitário, o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e manejo de águas pluviais. Além disso, a etapa de execução de obras contará com engajamento das comunidades e adaptação às especificidades socioculturais de cada povo. 

Os eixos contam com soluções voltadas ao investimento em infraestrutura e tecnologia, educação, gestão, parcerias e participação social. No âmbito da gestão, por exemplo, o PNSI traz como inovação a criação do Sistema de Informação do Saneamento Indígena (VIGIAMBSI), construído em parceria com o Hospital Albert Einstein. O sistema permitirá acompanhamento das ações em tempo real, com informações atualizadas pelos Aisan, técnicos e equipes. Desta forma, será possível ampliar o conhecimento sobre a situação do saneamento nas aldeias e orientar o planejamento com base em dados reais e monitoramento contínuo das ações.

Já em relação às parcerias, como parte da estratégia, o programa também investirá na estruturação da Rede Nacional de Saneamento Indígena, que já conta com mais de 200 organizações cadastradas e, até o momento, viabilizou mais de 900 soluções de abastecimento de água por meio de parcerias.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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