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Iogurtes orgânicos impulsionam crescimento de agroindústria familiar no Rio Grande do Sul

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Linha de iogurtes orgânicos dispara vendas da Benolle

O Laticínio Benolle, agroindústria familiar de Glorinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, registrou aumento de 300% nas vendas após o lançamento da linha de iogurtes com geléias orgânicas na Expointer 2025. A iniciativa dos proprietários, a engenheira agrícola Camila Leipelt de Freitas e o físico Thiago Benetti de Freitas, busca oferecer alimentos saudáveis, livres de aditivos químicos e com total rastreabilidade.

A experiência pessoal com o filho do casal, Germano, que apresentava sensibilidade a conservantes, motivou o desenvolvimento de produtos que unem bem-estar, sabor e naturalidade. Desde a produção do leite orgânico até a industrialização, a Benolle atua de forma integrada, garantindo frescor e qualidade.

Produção orgânica e cuidado com o rebanho

Na propriedade, as 15 vacas são criadas soltas, sem hormônios, e alimentadas com ração 100% orgânica. O leite é processado rapidamente após a ordenha, preservando nutrientes e sabor.

Outro diferencial é o rebanho majoritariamente A2A2, geneticamente selecionado para produzir leite com proteína beta-caseína tipo A2, considerada mais fácil de digerir, reduzindo desconfortos abdominais para pessoas sensíveis ao leite convencional.

Camila reforça: “A Benolle surgiu da nossa necessidade de oferecer alimentos realmente saudáveis dentro de casa. Produzimos aquilo que gostaríamos de consumir e oferecer a outras famílias: produtos limpos, sem aditivos e com total responsabilidade.”

Gestão familiar e trajetória da agroindústria

A administração da Benolle é compartilhada pelo casal: Camila lidera a direção industrial e processos produtivos, enquanto Thiago cuida do manejo do rebanho e gestão administrativa.

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O negócio começou há quase 15 anos, com uma vaca holandesa recebida de presente no casamento, chamada inicialmente de “Cacundinha”. Com dedicação, a produção diária de leite passou de 2 litros para 24, consolidando o interesse pela agroindústria familiar.

Certificação e distribuição nacional

O Laticínio Benolle é a única agroindústria do Rio Grande do Sul a possuir certificação orgânica combinada à inspeção SISBI, permitindo a comercialização em todo o país.

Seus produtos estão disponíveis em feiras orgânicas, como a Feira Orgânica da Redenção, e também são fornecidos a pacientes do SUS, principalmente na unidade oncológica do Hospital Conceição, por meio de licitação da Cooperativa dos Pequenos Produtores de Morungava (Coopema), reforçando o compromisso da marca com saúde e impacto social.

Novidades no portfólio de produtos

O Laticínio Benolle lançou iogurtes orgânicos em potes de 180 gramas, produzidos em microlotes, com sabores autorais e refrescantes, como rosas e bergamota com capim-limão, além de manter os tradicionais morango, amora e goiaba. O sabor de bergamota se destacou como um dos mais procurados da marca.

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Produtos do Laticínio Benolle:

  • Iogurte orgânico sabor rosas
  • Iogurte orgânico sabor bergamota com capim-limão
  • Iogurte orgânico sabor morango
  • Iogurte orgânico sabor amora
  • Iogurte orgânico sabor goiaba
  • Queijos
  • Doce de leite

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA realiza seminário sobre Extensão Pesqueira Artesanal

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira(4), o I Seminário Interno de Extensão Pesqueira Artesanal, com a finalidade de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres pescadoras e marisqueiras. Com o tema “Mulheres Pescadoras: Autonomia, Igualdade e Sustentabilidade Ambiental”, o evento representou um momento de apresentação prévia dos resultados do Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O seminário nasceu do Projeto Mulheres Pescadoras, desenvolvido pela Fiocruz, pelo MPA e pelo Ministério das Mulheres. O Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal aprofundou a análise em 52 municípios de atenção prioritária, distribuídos pelas cinco regiões do país: 18 no Norte, 10 no Sudeste, 6 no Sul e 3 no Centro-Oeste. Essa ação dialoga com o Programa Povos da Pesca Artesanal e teve como eixos estruturantes: Emergência Climática e Racismo Ambiental; Populações Tradicionais e Territórios; Segurança Alimentar, Epidemiologia e Saúde; e Economia Solidária e Cadeia Produtiva. 

De acordo com o secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, o evento traz para o centro do debate o tema das mulheres pescadoras. “É um tema que apresenta também um diálogo com quem vive de fato os territórios pesqueiros. Além disso, ele apresenta um mapeamento socioterritorial, apresentando com mais profundidade a realidade das comunidades”, destacou. 

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A pesquisadora da Fiocruz, Maria Juliana Correa, apontou a importância do seminário para dar visibilidade aos direitos sociais das mulheres pescadoras. “A gente sempre escutava das mulheres das águas a necessidade de um olhar específico para a saúde das pescadoras e marisqueiras, unindo o meio ambiente e a saúde nos territórios”, afirmou. 

O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou o objetivo do evento. “Encontros como esses criam caminhos para a construção do futuro da pesca artesanal do Brasil. Estamos aqui produzindo conhecimentos que serão transformados em políticas públicas”, afirmou. 

A pescadora sergipana, Arlene Costa, afirmou que são as mulheres as grandes guardiãs dos territórios. “Hoje enfrentamos diversas ameaças ambientais nos territórios e somos nós, as mulheres das águas, que preservamos e garantimos os recursos naturais para as próximas gerações”, disse. 

Para a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Lorena Abrahão, o mapeamento é fundamental para a construção de políticas públicas estruturantes para as mulheres das águas. “Mais do que retratar vulnerabilidades, os dados evidenciam a força organizativa e o protagonismo das mulheres que vivem da pesca em todo o Brasil”, finalizou. 

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O evento contou também com a presença da coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Larissa Passos, e do secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Clédisson Geraldo dos Santos Júnior.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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