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IPCA recua e fica abaixo do teto da meta pela primeira vez em mais de um ano, aponta IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação brasileira, registrou alta de 4,46% nos 12 meses até novembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo do teto da meta de inflação — de 4,5% — pela primeira vez desde setembro de 2024, quando o acumulado foi de 4,42%.

Na comparação mensal, o IPCA avançou 0,18% em novembro, após alta de 0,09% em outubro. Esse foi o menor resultado para o mês desde 2018, quando a taxa ficou em 0,21%, e ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava 0,20%, segundo pesquisa da Reuters.

IPCA fica abaixo da meta e reforça expectativa de estabilidade da Selic

A meta de inflação contínua definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Com o novo resultado, o IPCA volta a se enquadrar dentro do intervalo permitido, o que reforça o cenário de estabilidade monetária e deve manter a taxa básica de juros (Selic) em 15%, conforme expectativa majoritária do mercado.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia nesta quarta-feira (10) sua última decisão de juros de 2025. O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, reafirmou recentemente que o BC manterá os juros “no nível necessário, pelo tempo necessário” para garantir que a inflação convirja para o centro da meta, e não apenas para o teto.

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Passagens aéreas e hospedagem impulsionam inflação de serviços

O principal impacto positivo no IPCA de novembro veio das passagens aéreas, que subiram 11,9%, após alta de 4,48% em outubro. Esse aumento elevou a inflação de serviços, considerada uma das principais preocupações do Banco Central, de 0,41% para 0,60%.

O item hospedagem também pressionou o índice, com avanço de 4,09%, influenciado principalmente pelo aumento de 178% nos preços em Belém (PA), impulsionado pela realização da COP-30. Com isso, o grupo Despesas pessoais teve alta de 0,77%, acima do 0,45% registrado no mês anterior.

Outro destaque foi a energia elétrica residencial, que subiu 1,27%, refletindo reajustes tarifários em concessionárias e a bandeira vermelha patamar 1 em vigor durante o mês, com cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.

A Aneel já informou que, em dezembro, a bandeira passará a ser amarela, reduzindo o custo adicional para R$ 1,88 a cada 100 kWh.

Alimentação tem nova queda e ajuda a conter o índice geral

Na contramão dos aumentos em serviços, o grupo Alimentação e bebidas registrou variação negativa de 0,01% em novembro, contribuindo para segurar a inflação geral. A alimentação no domicílio caiu 0,20%, completando seis meses consecutivos de queda, reflexo da maior oferta de produtos agrícolas e recuo nos preços de hortaliças e grãos.

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O índice de difusão — que mede o percentual de itens com alta de preços — subiu de 52% em outubro para 56% em novembro, mostrando leve aumento na disseminação das variações, mas ainda em patamar controlado.

Expectativas do mercado indicam inflação estável até o fim do ano

A mais recente Pesquisa Focus, do Banco Central, mostra que as expectativas para a inflação seguem em trajetória de desaceleração. O mercado financeiro projeta que o IPCA deve encerrar 2025 com alta de 4,40%, mantendo-se dentro da faixa da meta, com a Selic estabilizada em 15%.

Com o resultado de novembro, o Brasil confirma uma tendência de controle gradual da inflação, mesmo diante das pressões sazonais sobre o setor de serviços e da volatilidade nos preços administrados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AptaHub se consolida como maior ecossistema de inovação científica do agro paulista com 288 membros e 6 hubs físicos

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Ecossistema conecta ciência, startups e mercado no agronegócio paulista

O AptaHub se consolidou como o maior ecossistema de inovação científica aplicada ao agronegócio em São Paulo. Com mais de 280 membros ativos e seis espaços físicos distribuídos no estado, a iniciativa chega ao seu terceiro ano reforçando a conexão entre a ciência produzida nos institutos de pesquisa e as demandas reais do mercado.

Os resultados estão consolidados no Relatório de Impacto 2022–2025, que reúne dados de dezembro de 2022 a novembro de 2025 e evidencia a evolução de um modelo colaborativo voltado à transformação do conhecimento científico em soluções aplicadas ao campo e à indústria.

Governança inédita integra governo, institutos e organizações de inovação

Idealizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e pela Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), o AptaHub foi estruturado a partir de um modelo de governança colaborativa considerado inédito no país.

A iniciativa reúne a atuação pública com a expertise de organizações da sociedade civil ligadas à inovação, como Cietec, Wylinka e Impact Hub São Paulo. O objetivo é acelerar a transferência de tecnologia dos laboratórios para o setor produtivo, fortalecendo o ecossistema de deep techs no agro.

Segundo pesquisadores envolvidos, o ambiente criado pelo hub permite que pesquisas avancem além da bancada e se transformem em soluções aplicadas ao produtor rural e à indústria.

Rede estruturada sustenta crescimento da inovação no agro

Em três anos de operação, o AptaHub consolidou uma rede integrada com base nos principais institutos de pesquisa agropecuária do estado de São Paulo, incluindo IAC, IB, IEA, IP, ITAL, IZ e APTA Regional.

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O ecossistema reúne atualmente:

  • 288 membros ativos, entre pesquisadores, empreendedores e mentores
  • 6 ambientes físicos de inovação e 1 escritório estratégico
  • Unidades distribuídas entre Campinas (IAC, ITAL e IB), São Paulo (IB), Ribeirão Preto (IZ) e Santos (IP)

Essa estrutura garante capilaridade e proximidade com diferentes cadeias produtivas do agronegócio paulista.

Formação, aceleração e conexão com o mercado estruturam jornada da inovação

O AptaHub desenvolveu uma trilha estruturada para apoiar a evolução de tecnologias científicas até sua inserção no mercado.

Ciência empreendedora

O programa AptaHub Impulsiona capacitou 83 pesquisadores, estimulando a atuação como cientistas empreendedores. A iniciativa também inclui o programa Multiplicadores, voltado aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e ICTs.

Aceleração de deep techs

O AptaHub Acelera impulsionou 35 startups científicas e tecnológicas, distribuídas em:

  • 18 biotecnológicas
  • 10 agrodigitais
  • 7 climatechs

O programa contou com mais de 90 horas de mentorias individuais e conexão direta com mais de 60 pesquisadores da rede APTA.

Conexão com o mercado

O AptaHub Conecta promoveu a aproximação com o setor corporativo, resultando em:

  • 211 conexões comerciais qualificadas
  • Participação de 121 startups e 34 pesquisadores
  • 39 desafios de inovação propostos por empresas
Casos reais mostram impacto da inovação no agro

Além dos números, o relatório destaca projetos que ilustram a aplicação prática da ciência no agronegócio.

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Economia circular na piscicultura

Em Ribeirão Preto, a startup AQUi9, em parceria com o Instituto de Zootecnia (IZ), desenvolveu uma solução para transformar efluentes da piscicultura em fertilizantes líquidos de alta eficiência. O projeto foi aprovado pelo PIPE/FAPESP em julho de 2025.

Qualidade e padronização industrial

A startup Quality in Lab firmou contrato com a Italac para consultoria em normas internacionais (ISO 17025), fortalecendo processos de qualidade em laboratórios da indústria de laticínios.

Monitoramento de pastagens com tecnologia

Um consórcio formado por Agropixel, IDEGeo, Prometeus e Sea Carbon, em parceria com o IZ e o IAC, viabilizou projeto do CCD/FAPESP para monitoramento e recuperação de pastagens degradadas com uso de inteligência artificial e drones.

AptaHub fortalece inovação, competitividade e sustentabilidade no agro brasileiro

Com resultados expressivos em três anos, o AptaHub se consolida como referência nacional na integração entre ciência e mercado no agronegócio.

A plataforma conecta pesquisadores, startups e empresas em um ambiente estruturado para acelerar soluções tecnológicas, reduzir a distância entre laboratório e produção e ampliar a competitividade do agro paulista.

O modelo reforça o papel da ciência pública como vetor de inovação, geração de valor econômico e desenvolvimento sustentável no setor agroindustrial brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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