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Irlandês sobrevive a queda no mesmo vulcão que matou brasileira

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Irlandês sobrevive a queda no mesmo vulcão que matou brasileira
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Irlandês sobrevive a queda no mesmo vulcão que matou brasileira

O Monte Rinjani, da Indonésia, com seus 3.726 metros de altitude, atrai aventureiros de todo o mundo com suas paisagens deslumbrantes e trilhas desafiantes. No entanto, sua beleza esconde riscos mortais, como demonstram os recentes casos da brasileira Juliana Marins, encontrada morta na última terça-feira (24) , e do irlandês Paul Farrel, que sobreviveu a uma queda de 200 metros em outubro de 2024.


Sobrevivência contra as probabilidades

Paul Farrel, de 31 anos, estava caminhando sozinho quando escorregou em um trecho arenoso e despencou de um penhasco. Equipes que já atuavam na região – removendo o corpo de outro alpinista – o localizaram abrigado à sombra de uma rocha, com cortes profundos no rosto e membros, além de uma lesão no ombro.

Vídeos do resgate mostram socorristas descendo de rapel e usando um sistema de polia para içá-lo até o topo.


Como foi o acidente dele

Paul Farrell acordou antes do amanhecer no acampamento-base, pronto para enfrentar a trilha. A subida até o cume foi desafiadora, mas tranquila. O problema começou na descida, quando pequenas pedras invadiram seus tênis, causando desconforto.

De acordo com uma entrevista para a BBC, ele parou para limpar os tênis e tirou as luvas para ter mais precisão. Foi então que uma rajada de vento levou suas luvas em direção à cratera. Ao se ajoelhar para recuperá-las, o solo sob seus pés simplesmente cedeu.

Em meio à queda, Farrell avistou uma rocha maior e se direcionou para ela, usando unhas e mãos para reduzir a velocidade. O impacto foi forte, mas ele conseguiu parar a cerca de 200 metros abaixo do ponto inicial. Ferido, mas consciente, avaliou seus ferimentos: cortes e arranhões, nada grave.

Uma alpinista francesa, única testemunha, correu em busca de ajuda. Enquanto isso, Farrell permaneceu agarrado à rocha por quase seis horas, temendo novos deslizamentos. Equipes de resgate tentaram içá-lo com cordas improvisadas, mas o terreno instável dificultou a operação. Felizmente, um grupo profissional chegou ao local—ironicamente, enquanto realizavam a remoção de outro alpinista falecido em um acidente anterior.

O caso de Juliana Marins

A publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, caiu em uma encosta íngreme no último sábado (21) durante uma trilha guiada. Seu corpo foi resgatado quatro dias depois, a 650 metros de altura.

Fonte: Turismo

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Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

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Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

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“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

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A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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