No Litoral Sul da Bahia, Itacaréencanta pela sequência de pequenas e belas praias ladeadas pela Mata Atlântica , algumas acessíveis somente por trilhas. O aeroporto mais próximo é o de Ilhéus , que fica a cerca de 75 quilômetros. Para quem parte da capital Salvador, a viagem de carro dura cerca de cinco horas para quem opta por pegar a balsa para Itaparica , que encurta o trajeto.
Quem não estiver motorizado consegue aproveitar muito as praias centrais, acessíveis por trilhas. Veja a seguir as principais:
Praias centrais de Itacaré
1. Praia da Concha
Central, concentra a maioria das pousadas, tem muitas barracas, bares, mas está longe de ser a mais bonita para quem busca curtir o mar. Em compensação, o pôr do sol na Ponta do Xaréu, no canto esquerdo, é um arraso, principalmente no bar Mirante . O Farol da Concha é um lindo cenário, mas o caminho até ele requer cuidado, já que durante a maré alta as pedras ficam cobertas pela água e ficam escorregadias.
A praia tem mar mais agitado, mas é a favorita de quem busca se aventurar: por lá funciona uma escola de surfe. Antes da faixa de areia, há uma pista de skate cercada por um gramado onde muitos visitantes fazem piqueniques.
Cercada por coqueiros, é ponto final da estrada que liga as praias mais centrais e abriga muitas barracas de praia. O lugar também é endereço da Conduru Ecoturismo, que possui uma tirolesa sobre a praia e arvorismo em meio à vegetação. A partir da Ribeira você pega uma trilha para conhecer a Prainha.
A Prainha, cercada pela mata, é uma das mais bonitas do pedaço. Como há pouca estrutura de barracas e restaurantes, o lugar também acaba sendo mais tranquilo. O mar é agitado e reúne surfistas. O acesso até lá é por uma trilha que parte da praia da Ribeira e que é cheia de bifurcações e pode ficar bem escorregadia em dias de chuva, recomenda-se fazer o percurso com guia (peça indicação na sua pousada).
Pôr-do-sol no Xaréu Cecilia Heinen/CC BY 2.0/Flickr
6. Rua Pituba e Passarela da Vila
A Rua Pituba e a Passarela da Vila concentram os bares e restaurantes de Itacaré , que vão de pizzarias, cozinha baiana com toques asiáticos, pokes e vegetarianos. Veja aqui uma lista de restaurantes .
Para um dia nublado ou chuvoso, a dica é dar um pulo na Vila Rosa , que fica a aproximadamente 30 km do centro de Itacaré . Trata-se de um casarão histórico, rodeado por uma antiga fazenda de cacau, onde os visitantes podem acompanhar o processo de produção do chocolate desde o plantio da matéria-prima e degustar produtos derivados do cacau. Se não estiver motorizado, você pode entrar em contato que a Vila Rosa providencia o passeio com traslado .
Confira outras praias para além da orla central neste link .
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Farol da Concha: se for, vá com cuidado Samory Pereira Santos/CC BY-SA 2.0/Wikimedia Commons
Para quem gosta de natureza, paisagens preservadas e de histórias que fazem parte da identidade de um destino, Cavalcante, em Goiás, oferece uma experiência especial. É ali que começa e termina o Caminho de Santana, uma trilha de 78 quilômetros que atravessa diferentes cenários da Chapada dos Veadeiros e pode ser percorrida em até oito dias.
O ponto de partida e de chegada é a praça da Igreja Matriz de Sant’Ana, no Centro Histórico de Cavalcante. A rota passa pela bacia do Rio das Almas, entre as serras das Araras e de Santana, e integra uma região reconhecida pela diversidade de ambientes naturais. Cavalcante abriga uma extensa área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Patrimônio Natural Mundial da Unesco, além de outras áreas protegidas. A paisagem reúne cânions, vales, rios e centenas de cachoeiras que fazem da região um dos principais destinos de natureza do Centro-Oeste.
Uma trilha pelo Cerrado
Mais do que uma longa caminhada, o roteiro foi pensado para aproximar o turista da diversidade do Cerrado. Durante o trajeto, é possível observar a vegetação típica do bioma, diferentes espécies de animais, cursos d’água e formações geológicas que ajudam a contar a história natural da Chapada dos Veadeiros.
Ao todo, o Caminho de Santana se relaciona com 11 áreas protegidas, entre unidades de conservação públicas e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Entre elas estão o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a Área de Proteção Ambiental de Pouso Alto, o Parque Natural Municipal do Lava-pés e reservas como Bacupari, Vale das Araras, Ponte de Pedra e Água Santa.
Cachoeiras e cultura quilombola
O percurso também permite conhecer uma das regiões mais procuradas de Goiás, pela quantidade e variedade de cachoeiras. Em Cavalcante, estão atrativos como as cachoeiras Santa Bárbara, Capivara, Candaru e o Complexo do Prata, além da Ponte de Pedra, uma formação natural sobre o Rio São Domingos.
A famosa Santa Bárbara chama atenção pelas águas de tonalidade azul-turquesa. Já o Complexo do Prata reúne diversas quedas d’água e piscinas naturais em meio ao Cerrado. São experiências que podem complementar a caminhada e transformar a visita à região em uma viagem de vários dias.
Mas o roteiro não se limita às paisagens. Cavalcante está inserida em uma região de forte presença da cultura Kalunga, uma das principais referências culturais da Chapada dos Veadeiros. O território quilombola se estende também pelos municípios de Monte Alegre e Teresina de Goiás e preserva tradições, festas, saberes e modos de vida transmitidos entre gerações. É uma oportunidade de conhecer a história de quem vive no território e experimentar a cultura local.
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