Turismo

Caminho de Santana: entre serras e cachoeiras, os encantos de Cavalcante

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Para quem gosta de natureza, paisagens preservadas e de histórias que fazem parte da identidade de um destino, Cavalcante, em Goiás, oferece uma experiência especial. É ali que começa e termina o Caminho de Santana, uma trilha de 78 quilômetros que atravessa diferentes cenários da Chapada dos Veadeiros e pode ser percorrida em até oito dias.

O ponto de partida e de chegada é a praça da Igreja Matriz de Sant’Ana, no Centro Histórico de Cavalcante. A rota passa pela bacia do Rio das Almas, entre as serras das Araras e de Santana, e integra uma região reconhecida pela diversidade de ambientes naturais. Cavalcante abriga uma extensa área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Patrimônio Natural Mundial da Unesco, além de outras áreas protegidas. A paisagem reúne cânions, vales, rios e centenas de cachoeiras que fazem da região um dos principais destinos de natureza do Centro-Oeste. 

Uma trilha pelo Cerrado

Mais do que uma longa caminhada, o roteiro foi pensado para aproximar o turista da diversidade do Cerrado. Durante o trajeto, é possível observar a vegetação típica do bioma, diferentes espécies de animais, cursos d’água e formações geológicas que ajudam a contar a história natural da Chapada dos Veadeiros.

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Ao todo, o Caminho de Santana se relaciona com 11 áreas protegidas, entre unidades de conservação públicas e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Entre elas estão o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a Área de Proteção Ambiental de Pouso Alto, o Parque Natural Municipal do Lava-pés e reservas como Bacupari, Vale das Araras, Ponte de Pedra e Água Santa. 

Cachoeiras e cultura quilombola

O percurso também permite conhecer uma das regiões mais procuradas de Goiás, pela quantidade e variedade de cachoeiras. Em Cavalcante, estão atrativos como as cachoeiras Santa Bárbara, Capivara, Candaru e o Complexo do Prata, além da Ponte de Pedra, uma formação natural sobre o Rio São Domingos.

A famosa Santa Bárbara chama atenção pelas águas de tonalidade azul-turquesa. Já o Complexo do Prata reúne diversas quedas d’água e piscinas naturais em meio ao Cerrado. São experiências que podem complementar a caminhada e transformar a visita à região em uma viagem de vários dias. 

Mas o roteiro não se limita às paisagens. Cavalcante está inserida em uma região de forte presença da cultura Kalunga, uma das principais referências culturais da Chapada dos Veadeiros. O território quilombola se estende também pelos municípios de Monte Alegre e Teresina de Goiás e preserva tradições, festas, saberes e modos de vida transmitidos entre gerações. É uma oportunidade de conhecer a história de quem vive no território e experimentar a cultura local.

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Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu: um convite à pré-história no norte de MG

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Com 27 anos de existência como área de proteção ambiental, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais (MG), abriga uma região que revela histórias milenares. Hoje, com cerca de 200 cavernas catalogadas e mais de 80 sítios arqueológicos, a Unidade de Conservação está inscrita na lista do Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela Unesco.

Para entender o caminho que levou a esse reconhecimento de dimensão internacional, é preciso conhecer as memórias ancestrais da região. Sob proteção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desde 1999, a origem do nome “Peruaçu” faz referência histórica a povos indígenas xacriabás, ao cânion e às grandes cavernas formadas na rocha calcária em que está localizado o Vale.

As trilhas, veredas, rios e matas compõem o cenário de mais de 56 mil hectares, que passa pelos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, somando mais de duas mil espécies de animais e plantas. Todo esse conjunto ambiental é referência, no Brasil, para estudos sobre a pré-história, com passagens que revelam vestígios que remontam a pelo menos 12 mil anos.

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Caminhos ancestrais

As paisagens do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu atravessam biomas como a Caatinga, o Cerrado e a Mata Atlântica. Percorrer o caminho ancestral da região é conhecer as cavernas, as grutas, os cânions e as artes rupestres que emolduram o local. Entre os destaques, está a Gruta do Janelão, uma grandiosa caverna a céu aberto, que conta a história da presença humana no Vale do Peruaçu.

Com cerca de 4,8 km, o passeio envolve monumentos geológicos e paredões com pinturas rupestres. Outras opções de visitas são arcos e lapas que reúnem vivências regionais, observação das paisagens e contato com diversos sítios.

Os níveis de acesso e dificuldade variam, sendo necessária a presença de guias e condutores do ICMBio durante os trajetos. Para agendar visitas, entre em contato com o Instituto pelo e-mail [email protected]

Quando visitar

Com a presença de guias credenciados, é possível visitar o parque durante todo o ano. Ao todo, há duas estações bem definidas: entre novembro e abril é a época em que caem as chuvas. Entre maio e outubro, vem a época da seca.

De acordo com o ICMBio, as visitações podem ocorrer sempre de terça a domingo, das 8h às 18h, sendo a entrada aos atrativos turísticos permitida até as 14h.

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Além das trilhas, o espaço também oferece projetos especiais como exposição permanente, vivências 3D e até seminários, tudo aos cuidados do ICMBio.

Como chegar

Localizada no km 155 da BR-135, na comunidade do Fabião I, a sede do parque fica a 45 km de Januária, podendo ser acessada por carro ou ônibus.

O aeroporto mais próximo é o de Montes Claros, que fica a 200 km da entrada do Parque. Há voos regulares partindo do Aeroporto de Confins para Montes Claros. A partir de lá, é possível ir de ônibus de linha até Januária ou Itacarambi.

De ônibus, é possível chegar a Januária ou Itacarambi, vindo de Brasília, Belo Horizonte ou Montes Claros.

De carro, a sede do Parque fica na comunidade do Fabião I, às margens do km 155 da BR-135. Partindo de Januária, são 45 quilômetros.

Para mais informações sobre passeios, dicas e contratação de guias credenciados, acesse este link

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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