Política Nacional

Izalci aponta falta de investimentos no combate ao crime organizado

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (1º), o senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o avanço do narcotráfico em cidades brasileiras e citou os casos do Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas. Ele afirmou que o governo não tem investido de forma suficiente no combate ao crime organizado e criticou a demora na adoção de medidas, mencionando a questão da nafta e do etanol como exemplos de omissão estatal diante de denúncias de sonegação bilionária.

— O que está acontecendo no Rio de Janeiro e, agora, no Ceará, e acredito que seja o caso no Amazonas, é que realmente o narcotráfico está tomando conta das cidades. O governo não tem feito investimento suficiente para combater esse crime. E, por incrível que pareça, o governo é muito lento, demora demais para tomar decisão — afirmou.

O senador também alertou para a situação do Distrito Federal e citou baixos salários das forças de segurança e dificuldades para contratação de efetivos. Ele defendeu mudanças na legislação para dar autonomia ao governo local e criticou a falta de políticas de qualificação profissional para jovens. O senador disse que a ausência de programas consistentes de educação técnica e de incentivo ao trabalho formal amplia a vulnerabilidade social.

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— Em todos os estados, sem exceção, o governador tem autonomia para fazer a gestão da segurança pública. Nenhum estado pede autorização para a União para qualquer concurso ou qualquer reajuste. Então, temos essa distorção que precisamos corrigir, porque já, já Brasília também será tomada pelo crime — ressaltou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão aprova ecocardiograma para melhorar eficiência de transplantes de órgãos

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a realização de ecocardiograma em potenciais doadores de órgãos sempre que houver indicação clínica e condições técnicas disponíveis. Hoje, a Lei de Transplantes exige que o doador seja submetido a todos os testes de triagem para diagnóstico de infecção e infestação exigidos pelo Ministério da Saúde.

O objetivo é subsidiar a decisão da equipe responsável, ampliar a segurança e o aproveitamento de órgãos, evitando perdas por falhas na avaliação inicial. De acordo com o autor da proposta, Dr. Zacharias Calil (MDB-GO), o ecocardiograma é fundamental nas primeiras horas após o diagnóstico de morte encefálica para não comprometer a saúde de quem receberá o órgão.

O texto aprovado estabelece que o exame poderá ser realizado presencialmente ou por meio de telemedicina. Determina ainda que os laudos sejam eletrônicos, com assinatura digital de médico habilitado, e que as imagens e documentos sejam arquivados digitalmente para garantir a rastreabilidade e permitir auditorias.

O Ministério da Saúde poderá adotar medidas para ampliar progressivamente a oferta desse procedimento no Sistema Nacional de Transplantes.

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Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Osmar Terra (PL-RS), para o Projeto de Lei 2997/25. A proposta original previa a obrigatoriedade universal do exame para todos os doadores.

Para o relator, a medida  poderia gerar dificuldades práticas em hospitais menores ou com menos recursos. Segundo o parlamentar, a nova redação valoriza o exame “sem criar uma obrigação universal e imediata de difícil implementação”.

Após a publicação final da lei, os estabelecimentos de saúde terão o prazo de 30 dias para começar a seguir as novas regras.

Próximas etapas
A proposta será agora analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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