A Arena Pantanal, em Cuiabá, gerida pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), recebeu neste sábado (11.4) o primeiro dia de FIFA Series de futebol feminino. A competição, realizada pela entidade máxima do futebol mundial, reúne na capital mato-grossense as seleções do Brasil, Coreia do Sul, Canadá e Zâmbia, que jogam entre si e, ao final dos confrontos, a equipe com o melhor desempenho será declarada campeã.
O professor Edmundo Nicolau, da aldeia indígena Vila Nova Barbecho, em Porto Espiridão, aproveitou a oportunidade para visitar a Arena Pantanal pela primeira vez e destaca que a competição na Capital mato-grossense incentiva não só a torcida pelo futebol feminino mas também motiva mais meninas a buscarem espaço no esporte.
“Até um certo tempo atrás as meninas que gostavam de futebol não tinham tanta referência de jogadoras profissionais, dificilmente viam pela TV, e hoje a gente vê que o futebol feminino está crescendo, está tendo visibilidade, e ter um jogo da seleção aqui em Cuiabá com certeza vai impulsionar também o futebol feminino no estado”, afirma.
Com um único ingresso o público pôde acompanhar a vitória por 4 a 0 da seleção do Canadá contra a Zâmbia, e a goleada de 5 a 1 no jogo entre o Brasil e a Coreia do Sul. No intervalo entre as partidas, atrações musicais animaram os torcedores no palco montado dentro do estádio.
“A gente acha que muitas coisas desse nível só acontecem no Rio de Janeiro e São Paulo. Então, eu acho muito importante esse torneio aqui em Cuiabá. Em geral, a gente vê o futebol como um esporte masculino, e muitas meninas não se sentem incluídas. Por isso, trazer não só um futebol internacional, mas a seleção feminina, é muito importante”, ressalta a estudante Fernanda Castro, de 15 anos.
“Trazer esse tipo de evento aqui para Mato Grosso fomenta realmente novos espectadores, visitantes de outras regiões para conhecer também a Arena Pantanal. Eu não sou daqui e fiquei sabendo do jogo, dessa iniciativa brilhante, e eu procurei trazer a família para também prestigiar a seleção feminina brasileira”, avalia o gerente comercial Farid Saad.
Fernanda, Farid e Edmundo, junto com os demais torcedores na Arena Pantanal, tiveram o privilégio de conhecer de perto uma seleção brasileira renovada, com estilo de jogo definido, e muita técnica, mostrando que vem se preparando com excelência para levantar seu primeiro título mundial.
A atuação no estádio mato-grossense ajuda a fortalecer a imagem positiva da equipe feminina do Brasil, que se consolidou nos últimos dez anos, culminando com a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. De acordo com pesquisa encomendada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nesse intervalo de tempo, a frequência com que os torcedores têm acompanhado o futebol feminino aumentou em 41%.
Os jogos do Fifa Series são competições amistosas que fazem parte da preparação para a Copa de 2027. Os próximos jogos ocorrem na terça-feira (14), quando a Amarelinha encara a Zâmbia, pela segunda rodada da competição, às 21h30 (horário local), com transmissão do SporTV. Antes, às 15h, Canadá e Coreia do Sul se enfrentam, também na Arena Pantanal, em duelo que estará disponível no FIFA+.
O último dia de competição ocorre no próximo sábado (18).
A venda de ingressos está sendo feita exclusivamente pelo aplicativo Facepass (link aqui). Cada ingresso único dá direito a assistir a dois jogos por dia.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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