Educação

Jovens parlamentares elegem presidência pro tempore para plenária do PJM

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Em processo que envolveu integração e debate entre estudantes, os delegados do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) 2025 definiram, a partir de propostas das delegações brasileira e uruguaia, a presidência pro tempore da plenária na etapa internacional. A votação ocorreu no auditório Martina Piazza, na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR), na quarta-feira, dia 13 de agosto.

Os jovens parlamentares elegeram um presidente e um vice-presidente que se irão se revezar. O Uruguai abre a sessão plenária na presidência e depois o Brasil assume, realizando o encerramento do encontro com a apresentação da Declaração Regional. Pela chapa uruguaia foi eleito como presidente Agosto Manuel Cabrera; e pela chapa brasileira, Adryam Souza. Como secretárias, foram eleitas Federica Díaz, do Uruguai; e Maria Luiza Rodrigues, do Brasil. Cada país ainda tem na comissão dois relatores: os uruguaios Salvador Fernando Soto e María Belén Pintos; e as brasileiras Evelly Bezerra e Isadora Nunes.

Durante o terceiro dia do PJM 2025, os estudantes do ensino médio das delegações do Brasil, Uruguai e Argentina se reuniram em grupos de trabalho para discutir as questões nos cinco eixos temáticos desta edição: Integração Regional, Inclusão Educativa, Juventudes e Trabalho, Participação Cidadã e Direitos Humanos. Os debates e propostas vão ajudar a construir a Declaração Regional, documento final do encontro.

Os trabalhos ao longo do dia foram conduzidos pela pró-reitora de Relações Institucionais e Internacionais da Unila, a doutora Suellen Oliveira, que instigou os jovens parlamentares, propondo reflexões sobre a relação entre os países vizinhos do Mercosul, soberania digital e o uso das redes sociais. “Os estudantes estavam afiados e preparados. A gente sabe que a delegação uruguaia ficou até tarde se preparando. Hoje de manhã, eles estavam muito animados para fazer o debate, e foi maravilhoso, foi quentíssimo. E isso pra gente é muito bom, como professores, como Setor Educativo do Mercosul”, avaliou a pró-reitora.

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Ao final da rodada de debates, os relatores de cada grupo de trabalho apresentaram, em português e espanhol, algumas das propostas, com ideias envolvendo tecnologia, comunicação, cultura e inclusão. Os jovens parlamentares também já propuseram temas de discussões para as próximas edições do PJM. Segundo a pró-reitora, inclusão e acessibilidade estão entre os mais votados, além de meio ambiente, uma relevante pauta comum das delegações. “Fiquei muito feliz de ver que as nossas gerações realmente estão preocupadas, que eles se interessam muito em discutir essa questão, porque eles estão sendo afetados”, afirmou Suellen.

A integrante da delegação brasileira Ana Vitória Soares, estudante do Ceti Dona Rosaura Muniz Barreto, de São Miguel do Tapuio, no estado do Piauí, estava animada com os aprendizados e a troca de ideias. “A gente pôde contribuir bastante com todas as nossas opiniões. A gente espera fazer a carta com os ideais, com toda a força que a juventude tem, com tudo que pensamos e queremos para tornar o nosso Mercosul mais justo para todos que convivem aqui. Está sendo incrível”, celebrou.

Para a estudante uruguaia Nicaela Rodríguez, a experiência do Parlamento Juvenil do Mercosul é muito enriquecedora, pois permite o compartilhamento de temas que importam a todos os países, desde a perspectiva e realidade de cada um dos parlamentares. Das propostas trabalhadas, ela destacou a criação de uma plataforma multilíngue. “Nós desenhamos propostas e eu estive em inclusão educativa, principalmente. Nós propusemos criar uma plataforma chamada Educasur, na qual se integram os idiomas ancestrais, como é o guarani, o quechua e, obviamente, o português e o espanhol. A plataforma também inclui um fórum onde os estudantes podem interagir, apontar suas realidades e, caso tenham um problema, pessoas de qualquer lugar possam propor soluções”, esclareceu.

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Já Thiago Agustin Lopez, jovem parlamentar da delegação Argentina, que no evento está como observador, acredita que a etapa internacional do PJM é uma experiência que surpreendeu a todos. “Nós estamos conhecendo muita gente, estamos nos nutrindo de muitas culturas distintas. E no caminho, se vai aprendendo português. Tudo isso nos deixa um grande aprendizado e será uma grande recordação para toda a vida”, disse.

Sede – O Ministério da Educação (MEC) participa, nesta semana, em Foz do Iguaçu (PR), do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM), uma iniciativa do Setor Educacional do Mercosul (SEM). Realizado em parceria com o MEC, Institutos Federais, universidades e órgãos públicos, o PJM começou na segunda-feira, 11 de agosto, e vai até esta quinta-feira, dia 14 de agosto, no Marco das Três Fronteiras. Esta é a 7ª edição do PJM e é a primeira vez que o Brasil é sede da etapa internacional. O tema discutido neste ano é “Mercosul digital: juventudes e a inteligência artificial”.

PJM – O Parlamento Juvenil do Mercosul proporciona a jovens estudantes de redes públicas dos países-membros do bloco um espaço de encontro e diálogo que incentiva o protagonismo juvenil para a geração de propostas sobre temáticas de interesse comum entre os países. Durante quatro dias de encontro, os jovens aprendem sobre o funcionamento do bloco e suas instâncias e sobre como dialogar e buscar consenso para a proposição de soluções para problemas comuns.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e da Assessoria de Assuntos Internacionais

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

PND: publicado edital com prazos e diretrizes da prova

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O Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 27 de maio, o Edital n° 67, que dispõe sobre as diretrizes, os procedimentos e os prazos da Prova Nacional Docente (PND) 2026. A prova será aplicada no dia 20 de setembro. Os professores interessados em participar devem se inscrever no período de 22 de junho a 3 de julho, exclusivamente pelo Sistema PND.  

Podem participar da PND os estudantes concluintes inscritos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concursos ou processos seletivos promovidos pela União, estados, Distrito Federal e municípios que adotarem o resultado da avaliação como etapa de seu próprio processo de contratação de professores. 

A taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga até 8 de julho. O período para solicitar isenção da taxa de inscrição vai de 5 a 10 de junho. Estão isentos do pagamento da taxa estudantes concluintes inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas; cidadãos inscritos no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico); e doadores de medula óssea. 

Prova – De acordo com o edital, a prova terá duração de 5h30 e será composta por uma parte de Formação Geral Docente, comum aos cursos de todas as áreas, e uma de Componente Específico, próprio de cada área de avaliação. A primeira, que compreende conteúdos transversais pedagógicos, terá 30 questões de múltipla escolha e uma discursiva. Já a segunda será formada por 50 questões de múltipla escolha. No edital estão dispostas todas as áreas que serão avaliadas na PND deste ano. 

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Confira o cronograma da PND 2026: 

Etapa 

Prazo 

Solicitação de isenção da taxa de inscrição 

5 a 10 de junho 

Inscrição 

22 de junho a 3 de julho 

Solicitação de atendimentos especializado e nome social 

22 de junho a 3 de julho 

Pagamento da taxa de inscrição 

22 de junho a 8 de julho 

Aplicação da prova 

20 de setembro 

Gabarito preliminar e padrão de resposta 

24 de setembro 

Gabarito definitivo e padrão de resposta da questão discursiva 

15 de dezembro 

Resultado final 

15 de dezembro 

Adesão das redes – As redes de ensino interessadas em utilizar a Prova Nacional Docente (PND) como etapa de seus processos seletivos para professores da educação básica têm até este domingo, 31 de maio, para aderir ao exame. A formalização da adesão é realizada pelos secretários de educação, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). A PND não é um concurso e não substitui os processos seletivos dos entes, mas pode substituir as etapas de provas objetiva e discursiva.  Além disso, a adesão não obriga a utilização da PND nos processos seletivos da rede, mas propicia segurança jurídica caso ela seja utilizada como parte das seleções. Mais informações sobre como utilizar a PND para seleção de professores podem ser encontradas no Guia de Apoio Técnico. 

PND – A Prova Nacional Docente é uma iniciativa do MEC que integra o Programa Mais Professores para o Brasil e tem como objetivos melhorar a qualidade da formação e do ingresso de professores nas redes de ensino, bem como estimular a realização de concursos públicos e induzir o aumento de professores qualificados nas redes públicas de ensino.   

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De acordo com o edital, o exame “não constitui concurso público em si e, como processo independente, visa subsidiar os concursos ou seleções conduzidas pelos entes federativos”. A PND será aplicada anualmente, e as redes públicas de ensino de estados e municípios poderão optar por utilizar a PND como etapa única ou complementar em seus concursos públicos ou processos seletivos simplificados de seleção de professores que venham a realizar. 

Mais Professores – Instituído pelo Decreto nº 12.358/2025, o Programa Mais Professores para o Brasil foi construído em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa visa fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, por meio de recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo. 

O programa visa atender 2,3 milhões de docentes em todo o país e prevê as seguintes iniciativas, além da PND: Pé-de-Meia Licenciaturas, Bolsa Mais Professores, Portal de Formação e ações de valorização em parceria com bancos públicos e outros ministérios.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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