Mato Grosso

Jucemat lança ferramentas que permitem abrir empresas por Whatsapp e fazer o pré-registro desburocratizado

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A Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat) lançou duas novas ferramentas neste mês de outubro, em celebração aos 56 anos da autarquia. Uma delas permite a abertura de empresas por WhatsApp e a outra agiliza o trabalho de contadores e advogados na hora do registro. As inovações fazem parte do processo de modernização da Jucemat iniciado em 2019 para facilitar a vida dos empreendedores do Estado.

As novas funcionalidades oferecem maior flexibilidade no preenchimento de informações para abertura de empresas. O pré-registro simplifica o processo e permite que a assinatura seja realizada uma única vez, mesmo com futuros reajustes.

“O processo da pré-análise favorece os profissionais da contabilidade e advogados, pois o empresário não precisará assinar seus atos por várias vezes, isso porque o processo será encaminhado para a Junta Comercial que analisará e caso esteja com algum lapso o processo volta para correção, a Jucemat analisa novamente e dá o OK para assinatura. Dessa forma, o empresário só precisará assinar o ato uma única vez, independente de quantas vezes voltar em exigência para correção”, explicou o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço de Amorim Silva. Ele comentou ainda que essa nova modalidade foi criada por um servidor da unidade.

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“Já pensou em um ato para registro e ou alteração de empresa com vários sócios que se encontram em cidades diferentes e esse processo voltar por duas ou três vezes como seria a dificuldade para os sócios dessa empresa?”, questionou Lourenço.

Outra ferramenta inovadora é a abertura de empresas pelo WhatsApp, tornando o processo ainda mais rápido e acessível. Para se ter uma ideia, antes do processo de modernização iniciado na gestão do governador Mauro Mendes, quem desejava iniciar um negócio enfrentava um atendimento manual, burocrático e presencial, que podia levar até três meses para ser concluído.

O presidente da Jucemat ressalta que as novas ferramentas representam o compromisso com a inovação e a desburocratização dos serviços prestados para a abertura de empresas no Estado.

“As novas plataformas são um reflexo do nosso compromisso com a inovação e com a melhoria contínua dos serviços prestados pela Jucemat para os empreendedores do Estado. Queremos garantir que a experiência de abrir uma empresa em Mato Grosso seja rápida, descomplicada e acessível para todos”, afirma.

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O procedimento por meio das novas ferramentas também possibilita aos empresários e empreendedores inserir dados e documentos, sem a necessidade de percorrer diversos órgãos. Os interessados na abertura de empresas também podem se cadastrar no site da Jucemat. Após a solicitação, os documentos serão fornecidos pela Junta Comercial, o CNPJ, as licenças tributárias, a declaração de licenciamento e a confirmação de inscrição.

*Sob supervisão de Débora Siqueira

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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