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Judiciário abre inscrições para o Prêmio Acadêmico de Conciliação 2025 em Rondonópolis

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Já estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Acadêmico de Conciliação. A iniciativa busca incentivar a pesquisa, a criatividade e a inovação entre acadêmicos do curso de Direito das universidades de Rondonópolis. O prêmio é uma realização conjunta do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do município, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Rondonópolis.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 24 de outubro de 2025, por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela organização.

O concurso, que tem caráter educativo, valoriza propostas voltadas à promoção da conciliação e da mediação como instrumentos de pacificação social e mudança de cultura. Poderão participar acadêmicos regularmente matriculados no curso de Direito das universidades de Rondonópolis, apresentando propostas originais e aplicáveis que incentivem o uso da conciliação e da mediação no dia a dia jurídico.

Os finalistas terão a oportunidade de apresentar suas ideias em sessão pública, no auditório da OAB, diante de uma banca composta por representantes do Judiciário, da OAB e do meio acadêmico. Os vencedores receberão prêmios como isenção em cursos da Escola Superior da Advocacia (ESA/MT), livros, certificações e a publicação da proposta vencedora em revista jurídica da OAB.

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A universidade com maior número de inscritos também será reconhecida com o título de “Instituição que Incentiva a Conciliação”, concedido conjuntamente pela OAB e pelo Cejusc.

A cerimônia de divulgação dos resultados e premiação acontecerá no auditório da OAB – Subseção de Rondonópolis, em data a ser informada posteriormente.

Para mais informações, acesse o regulamento do prêmio.

Parceria interinstitucional

O regulamento do concurso foi assinado na última segunda-feira (6), no fórum de Rondonópolis, pelo coordenador do Cejusc e presidente da Comissão Avaliadora do projeto, juiz Wanderlei José dos Reis, e pelo presidente da 1ª Subseção da OAB/MT, Bruno de Castro.

Durante o ato solene, o juiz Wanderlei Reis destacou a importância da parceria entre as instituições para o sucesso da iniciativa. “A união entre o Poder Judiciário e a OAB é fundamental para fomentar a pesquisa e a criatividade dos futuros profissionais do Direito. Nosso objetivo com este prêmio é estimular a produção acadêmica voltada para a conciliação e a mediação, instrumentos essenciais para a construção de uma sociedade mais pacífica. Assim, buscamos, desde os bancos acadêmicos, que as novas gerações conheçam as vantagens da solução consensuada para a composição de conflitos de interesses”, afirmou.

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Para o presidente da 1ª Subseção da OAB em Rondonópolis, o prêmio representa mais um passo na consolidação da cultura da paz e na valorização dos métodos autocompositivos. “Eventos como este aproximam o meio acadêmico das práticas conciliatórias e fortalecem a formação de futuros profissionais mais conscientes do papel social da advocacia e do Judiciário na construção de uma sociedade mais justa e pacífica. A OAB Rondonópolis registra parabéns ao magistrado Dr. Wanderlei José dos Reis, idealizador do projeto, pela relevante iniciativa e pela dedicação em difundir os valores da conciliação e da harmonia social”, destacou Bruno de Castro.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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