Agro News

Laboratório de Sementes da Agrodefesa é aprovado em avaliações nacionais de qualidade

Publicado

O Laboratório Oficial de Análise de Sementes (Laso/Labsem) da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) obteve aprovação em avaliações nacionais de qualidade, reforçando a credibilidade e precisão das análises de sementes realizadas pelo órgão.

As avaliações fazem parte do Programa de Ensaio de Proficiência (PEP), exigido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que visa garantir a padronização e confiabilidade dos resultados emitidos pelos laboratórios oficiais.

Desempenho do Labsem em ensaios de proficiência

Entre os testes realizados, o Labsem participou do PEP da Agrária, avaliando sementes de soja em diferentes parâmetros, incluindo:

  • Pureza física (semente pura, material inerte e outras sementes)
  • Determinação de outras sementes por número
  • Descrição das sementes encontradas
  • Germinação de plântulas normais e anormais
  • Identificação de sementes duras e mortas
  • Testes de vigor por envelhecimento acelerado
  • Peso de mil sementes
  • Análise de tetrazólio

O laboratório obteve 100% de aproveitamento em todos os testes realizados.

Além disso, o Labsem participou do PEP da Rede Metrológica RS, com anuência do Mapa, que avaliou a capacidade analítica em sementes de soja e milho, reforçando a confiabilidade dos resultados emitidos pelo laboratório.

Leia mais:  Gasolina mais barata está na Dutra e diesel na Fernão Dias em novembro, aponta levantamento da Edenred Ticket Log
Reconhecimento da Agrodefesa e importância das avaliações

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que a aprovação nos programas de ensaio confirma o compromisso da agência com altos padrões de qualidade. “Este resultado confirma o compromisso da Agrodefesa em manter elevados padrões de qualidade e confiança nas análises realizadas em Goiás”, afirma.

O diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, reforça que os ensaios são essenciais não apenas para cumprir exigências do Mapa, mas também como mecanismo de controle de qualidade, garantindo resultados técnicos confiáveis para o setor produtivo.

Credenciamento e auditorias do Labsem

O Labsem possui credenciamento no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), do Mapa, o que permite realizar análises oficiais de amostras de sementes encaminhadas por agências de defesa agropecuária de diversos estados e por produtores rurais interessados na qualidade de suas sementes.

Para manter essa habilitação, o laboratório passa por:

  • Exames anuais de proficiência
  • Auditorias internas periódicas
  • Auditorias externas bianuais realizadas pelo Mapa

A gerente do Labsem, Anna Carla Souza Luccas, destaca que esses processos são fundamentais para manter a equipe atualizada e fortalecer o Sistema de Gestão da Qualidade do laboratório.

Leia mais:  Produtor brasileiro segura vendas e soja ganha fôlego no mercado interno, enquanto Chicago sente impacto das tensões entre EUA e China
Estrutura da Agrodefesa

O Laso/Labsem integra a rede de laboratórios da Agrodefesa, que também inclui:

  • Laboratório de Controle de Qualidade de Alimentos (LabQuali)
  • Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário (Labvet)

Essa estrutura permite à agência atuar de forma completa na verificação da qualidade e segurança de produtos agrícolas e agropecuários em Goiás.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de café do Brasil crescem em maio, mas acumulado da safra segue em queda

Publicado

As exportações brasileiras de café registraram crescimento de 3,6% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, sinalizando a entrada da nova safra no mercado. Apesar do avanço mensal, o desempenho acumulado da temporada 2025/26 ainda reflete uma oferta mais restrita, com queda nos embarques em relação ao ciclo anterior.

Dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 3,089 milhões de sacas de 60 quilos em maio. No entanto, a receita cambial gerada pelos embarques recuou 16% no período, totalizando US$ 1,05 bilhão.

Safra menor impacta desempenho acumulado

No acumulado dos 11 primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas de café, volume 17,7% inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

A receita obtida com as exportações alcançou US$ 13,612 bilhões, apresentando leve recuo de 0,7% na comparação anual.

Já entre janeiro e maio de 2026, os embarques somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% frente às 16,825 milhões de sacas exportadas no mesmo período de 2025. As receitas geradas atingiram US$ 5,552 bilhões, redução de 14,6%.

Segundo o Cecafé, o comportamento do mercado está alinhado com o período de transição entre a entressafra e a entrada da nova produção brasileira.

Entrada dos cafés canéforas impulsiona embarques

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, destaca que a recuperação observada em maio está diretamente ligada à chegada dos primeiros volumes da safra 2026/27, especialmente dos cafés canéforas, grupo que engloba conilon e robusta.

Leia mais:  Área de cevada no Rio Grande do Sul deve encolher mais de 30% em 2026 com temor do El Niño

A expectativa é de que os embarques ganhem força nos próximos meses, acompanhando o avanço da colheita dos cafés arábica e o aumento da disponibilidade de produto.

O setor trabalha com perspectiva positiva para a nova temporada, impulsionada pelas boas condições climáticas registradas na maior parte das regiões produtoras e pelo potencial de uma safra volumosa e de qualidade.

Logística e cenário internacional seguem no radar

Apesar das perspectivas favoráveis para o aumento das exportações no segundo semestre, o setor acompanha fatores que podem limitar o desempenho dos embarques.

Entre os desafios apontados estão os gargalos logísticos nos portos brasileiros, as tensões geopolíticas internacionais e as incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos, um dos principais mercados consumidores de café.

Colheita avança, mas ritmo permanece abaixo da média

Levantamento da Safras & Mercado indica que a colheita da safra brasileira de café 2026/27 alcançou 30% da área até 10 de junho.

O avanço representa crescimento de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025 e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 33%.

Conilon apresenta maior avanço nos trabalhos

A colheita dos cafés canéforas segue mais adiantada, com 43% da produção já colhida.

Mesmo assim, o ritmo continua abaixo do observado no ano passado e da média histórica para o período, ambos em 49%.

Leia mais:  C.Vale bate recorde histórico de produção e amplia participação na safra nacional de grãos

No Espírito Santo, principal produtor nacional de conilon, apenas 39% da safra havia sido colhida até o início de junho. Segundo analistas do mercado, o atraso está relacionado à maturação mais lenta das lavouras nesta temporada.

Chuvas atrasam colheita do café arábica

A colheita do café arábica também avança em ritmo mais lento. Os trabalhos alcançaram 23% da produção, abaixo dos 26% registrados em igual período de 2025 e da média de 25% observada nos últimos cinco anos.

As chuvas frequentes têm dificultado a operação das máquinas e o andamento dos trabalhos em importantes regiões produtoras, especialmente no Sul de Minas Gerais, maior polo de produção de café arábica do país.

Apesar do atraso, as avaliações iniciais da safra são positivas. Técnicos do mercado destacam bom potencial produtivo e qualidade satisfatória dos grãos, especialmente em relação à formação e ao padrão das peneiras, fator importante para a valorização do produto no mercado.

Perspectiva é de aumento da oferta no segundo semestre

Com o avanço da colheita e a expectativa de uma das maiores safras dos últimos anos, o setor projeta crescimento da disponibilidade de café ao longo do segundo semestre.

Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis e a logística de exportação opere sem maiores restrições, o Brasil deverá ampliar sua presença no mercado internacional nos próximos meses, reforçando sua posição como maior exportador mundial de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana