O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen-MT), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), teve muitos motivos para comemorar os seus 50 anos em 2025: obteve Certificado de Acreditação da Coordenação Geral de Acreditação (CGCRE) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), ganhou uma nova sede em Cuiabá e conseguiu ampliar a capacidade de diagnóstico.
“O Governo de Mato Grosso investiu R$ 34,3 milhões em obras na nova sede do Lacen, em uma área construída de 2.254 m². A estrutura possui equipamentos exclusivos na América Latina para ofertar exames de sorologia, biologia molecular, micobacteriologia, microbiologia clínica, entre outros, aos 142 municípios via Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
De acordo com a diretora do Lacen-MT, Elaine de Oliveira, a unidade foi construída para atender as necessidades do laboratório, que é pautado em normas internacionais, e na modernização do Parque Tecnológico. Em um investimento total de mais de R$ 60 milhões, o Lacen contém 32 laboratórios dentro de suas instalações.
O Lacen foi o primeiro laboratório público do Centro-Oeste a receber o Certificado de Acreditação do Inmetro, que reconheceu a sua excelência em qualidade e competência técnica, assegurando padrões de precisão, rastreabilidade e confiabilidade em análises que impactam diretamente a saúde da população. Após a mudança de sede, o Lacen passou por uma nova avaliação e manteve o selo.
“O Parque Tecnológico foi todo atualizado, com equipamentos de primeira geração e qualificação técnica da equipe, e processos administrativos implementados para cumprir a norma internacional ISO 15.189/2024, que é o que nos levou a ter a acreditação, um reconhecimento formal da competência para realizar análises específicas na área médica”, afirmou.
Ao longo de 2025, o Lacen realizou 349 mil análises laboratoriais, contemplando exames essenciais para a saúde pública no Estado.
As análises abrangeram áreas estratégicas como biologia molecular, imunologia, entomologia, micobacteriologia, bacteriologia, micologia, além das ações de vigilância ambiental e sanitária, com análises de qualidade da água e de alimentos.
Foram feitas ainda análises de controle de qualidade de lâminas (tuberculose, hanseníase, leishmaniose, malária e doença de Chagas), bem como análises voltadas ao controle da qualidade dos exames citopatológicos do colo do útero.
Segundo Elaine, os resultados expressivos do Lacen refletem o compromisso institucional com a excelência técnica, e consolidam a unidade como referência estratégica para a saúde pública no Estado, com impacto direto na vigilância, assistência e na tomada de decisões.
“O ano de 2025 foi marcado por grandes desafios, mas também por importantes conquistas. Ao longo do ano, o laboratório avançou em processos de qualidade, ampliou a produção de análises, fortaleceu a capacitação da rede estadual, recebeu e manteve acreditações e concluiu a mudança para a sede definitiva, sem comprometer a qualidade dos serviços prestados”, destacou a diretora.
No ano passado, o Lacen ampliou o escopo analítico do laboratório de genética, com a implementação de uma nova análise (monitoramento de metotrexato – MTX), voltada a doenças raras, essencial para o acompanhamento terapêutico de pacientes oncológicos do Hospital do Câncer de Mato Grosso.
Também foram implantadas novas análises no laboratório de biologia molecular, na imunologia e no laboratório de microbiologia de água e alimentos.
Projetos estratégicos, articulações e inovação
O Lacen ampliou sua atuação por meio de projetos estratégicos e articulações interinstitucionais que fortalecem a saúde pública e a capacidade de resposta do Estado.
O Projeto Navio, em parceria com a Fiocruz e a Marinha do Brasil, atuou na ampliação do acesso às ações laboratoriais em áreas de difícil acesso geográfico, contribuindo para o diagnóstico oportuno e o monitoramento de agravos em populações ribeirinhas e regiões remotas.
A participação do Laboratório no projeto Pai Presente, do Tribunal de Justiça (TJ-MT), manteve-se como importante ação de apoio ao sistema de Justiça na efetivação do direito à identidade civil e ao reconhecimento de vínculos familiares.
Uma parceria com o Instituto Butantan fortaleceu iniciativas voltadas à vigilância laboratorial e ao monitoramento das variantes circulantes para vírus respiratório e arbovírus, bem como ao desenvolvimento técnico-científico, ampliando a integração do Lacen com centros de referência nacional.
No ano passado, o Laboratório firmou um termo de cooperação com o Laboratório Forense da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) para a realização de análises laboratoriais de metanol, substância associada a eventos de intoxicação e risco à saúde pública.
Outro destaque em 2025 foi o Conexão LAB, uma série composta por oito episódios para debater temas de relevância para a vigilância laboratorial, promovendo a troca de experiências, o alinhamento de práticas e o fortalecimento da comunicação entre o Lacen e os serviços de saúde.
Capacitações, desenvolvimento profissional e qualificação das equipes
O Laboratório investiu na capacitação contínua, no desenvolvimento profissional e no fortalecimento técnico das equipes próprias e da Rede Estadual de Laboratórios, por meio de ações de educação permanente, supervisão técnica e monitoramento sistemático dos processos laboratoriais.
Foram realizados 306 eventos internos, como treinamentos organizacionais, capacitações em gestão da qualidade, implantação de sistemas, ações educativas e palestras temáticas. Além disso, destaca-se a participação dos servidores em capacitações e treinamentos externos, visitas técnicas e eventos técnico-científicos, incluindo congressos, oficinas, simpósios e reuniões, ampliando o intercâmbio de conhecimentos e promovendo a atualização profissional.
“Foram quatro congressos científicos, nos quais foram apresentados 16 trabalhos, abordando temas estratégicos da vigilância laboratorial. Esta produção evidencia o protagonismo técnico da instituição e a capacidade das equipes em transformar dados laboratoriais em conhecimento aplicado à saúde pública”, concluiu.
O Lacen contou também com a publicação de cinco artigos científicos, reforçando sua contribuição para o avanço do conhecimento, a qualificação das práticas laboratoriais e o fortalecimento da vigilância em saúde no âmbito estadual e nacional.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (10.10), seis incêndios florestais registrados nos municípios de União do Sul, Nossa Senhora do Livramento, Juruena, Santa Terezinha, Paranatinga e Rosário Oeste.
Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 62 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 41 focos foram registrados na Amazônia e 21 focos no Cerrado.
Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; e dois focos na Terra Indígena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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