Cuiabá

Limpurb retira 127 toneladas de descarte irregular em três bairros de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá intensificou, na segunda-feira (4), as ações de combate ao descarte irregular de lixo na cidade. Por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), foram removidas 127 toneladas de resíduos acumulados em três grandes bolsões de lixo localizados nos bairros CPA III, Nova Canaã e Primeiro de Março.

A operação, que integra a política de cuidados com a limpeza urbana, também tem reflexo direto na saúde pública e na prevenção de alagamentos. Pneus, móveis inutilizados, restos de construção civil, podas de árvores, carcaças de animais e até sucatas de veículos foram recolhidos e destinados ao aterro sanitário, garantindo o descarte ambientalmente correto.

O trabalho contou com o suporte de um amplo maquinário, como caminhões-caçamba, pás carregadeiras, retroescavadeiras hidráulicas, plataforma e trator cortador de grama, estrutura essencial para lidar com o grande volume de entulho acumulado.

Além de promover a limpeza, a ação visa coibir danos ao meio ambiente e à infraestrutura da cidade. O lixo jogado de forma indevida pode obstruir bocas de lobo e cursos d’água, aumentando o risco de enchentes. Também representa ameaça à saúde da população, já que esses pontos se tornam criadouros do mosquito Aedes aegypti.

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A Limpurb mantém monitoramento frequente dessas áreas e já emitiu diversas notificações a pessoas flagradas descartando resíduos de maneira irregular. A prática é proibida e sujeita a penalidades previstas na Lei Complementar nº 4/1992, com multas que vão de R$ 818,90 a R$ 2.807,03, podendo haver acréscimo de R$ 1.871,35 por cada mil metros quadrados impactados.

Como alternativa legal e gratuita, a Prefeitura oferece o serviço de recolhimento de materiais inservíveis, como sofás, eletrodomésticos, colchões e móveis, mediante agendamento pelos telefones (65) 3645-5518 ou WhatsApp (65) 99243-6502.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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