Saúde

Lula e Padilha anunciam R$ 476 milhões para ampliar atendimento especializado e reforçar a rede SUS em Minas Gerais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram nesta sexta-feira (19), em Minas Gerais, R$ 91 milhões para o Hospital Luxemburgo, do Instituto Mário Penna, que se tornou uma unidade 100% SUS. Pelo programa Agora Tem Especialistas, o hospital recebeu um acelerador linear para radioterapia e um equipamento de cirurgia robótica. Em Divinópolis, foi inaugurado o Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), que contará com R$ 341 milhões anuais do Governo Federal. No município, também foram realizadas entregas do Novo PAC Saúde, e assinatura de atos que inclui oferta de novos leitos.

“Resolvemos criar o Agora Tem Especialistas para que as pessoas mais humildes deste país, independente do berço em que nasceram, da renda, da cor, do time, todos devem ser tratados em igualdade de condições. E tratar da saúde é um direito do estado brasileiro”, destacou o presidente Lula. 

O Hospital Luxemburgo, do Instituto Mário Penna, é referência em oncologia em Minas Gerais e atende pacientes de mais de 500 municípios. A unidade concentra cerca de 30% da demanda de quimioterapia e 23% das cirurgias oncológicas realizadas na capital.

“O equipamento mais moderno que temos para radioterapia está aqui e é pelo SUS, que proporciona isso de forma gratuita ao povo brasileiro. Estamos fazendo essa entrega em um hospital que conta com uma rede valiosa para o tratamento do câncer, formada por profissionais de saúde qualificados. Além de investir na oncologia, o que já é muito importante, por meio do Agora Tem Especialistas, estamos abrindo portas também para tratar cardiologia e realizar cirurgias aqui”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Durante a agenda, foram apresentados os marcos da transformação do hospital em uma unidade 100% SUS, iniciativa que contará com aporte anual de R$ 70,5 milhões do Ministério da Saúde para o custeio dos serviços. 

O novo acelerador linear de alta tecnologia qualificará a oferta de radioterapia na região. Com investimento federal de R$ 9,3 milhões, o equipamento permite tratamentos mais rápidos e precisos, reduzindo o número de sessões e os impactos para os pacientes. O Instituto Mário Penna já contava com outros três aceleradores lineares, e agora com o novo aparelho poderá disponibilizar ainda mais atendimentos. 

Alta tecnologia para pacientes do SUS 

Em Belo Horizonte, também foi assinada a autorização para a aquisição de um equipamento de cirurgia robótica prostática, com investimento federal de R$ 11,4 milhões. A iniciativa permitirá que o Instituto Mário Penna, por meio do Hospital Raja, realize, pela primeira vez, cirurgias robóticas oncológicas pelo SUS na capital mineira, com previsão de cerca de 200 procedimentos por ano.

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Homenagem aos sanitaristas

Lula e Padilha homenagearam sanitaristas em BH, com a entrega da Carteira Nacional de Sanitaristas para profissionais que estão dentro da determinação estabelecida por lei. A regulamentação da profissão de sanitarista é um avanço estratégico para o fortalecimento das políticas públicas de saúde no Brasil. Além de contribuir para conferir maior segurança institucional, valorização profissional e densidade técnica a uma categoria fundamental para o planejamento, a gestão e a implementação de respostas aos desafios sanitários do país. 

Novo hospital universitário em Divinópolis 

Em Divinópolis (MG), o presidente da República, o ministro da Saúde e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, inauguraram o Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), unidade 100% SUS de média e alta complexidade voltada às especialidades clínicas, cirúrgicas e materno-infantis. Integrante da Rede HU Brasil, o hospital atenderá os 54 municípios da Macrorregião Oeste de Saúde de Minas Gerais, beneficiando cerca de 1,3 milhão de pessoas.

A estrutura conta com 198 leitos e capacidade para realizar 8.760 internações e 74 mil consultas ambulatoriais por ano. A unidade dispõe de leitos clínicos, cirúrgicos, pediátricos, obstétricos e de terapia intensiva, além de estrutura completa para diagnóstico por imagem, com ressonância magnética, tomografia computadorizada, mamografia, ultrassonografia e hemodinâmica. O funcionamento ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos 12 meses.

Ao final da implantação, o hospital contará com cerca de 1.300 profissionais, integrando assistência, ensino, pesquisa e inovação. Para garantir o funcionamento da unidade, o Governo do Brasil destinará R$ 341 milhões por ano, sendo R$ 111 milhões do Ministério da Saúde para custeio dos serviços e R$ 230 milhões do Ministério da Educação para o pagamento dos profissionais de saúde.

Mais atendimentos de média e alta complexidade 

Também nesta sexta-feira (19), o presidente e o ministro da Saúde assinaram dois atos voltados ao fortalecimento da assistência de saúde de média e alta complexidade em Minas Gerais. O primeiro autoriza a contratação de financiamento de R$ 41,9 milhões, por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), para a modernização e aquisição de equipamentos para o Complexo de Saúde São João de Deus, em Divinópolis. O segundo formaliza a habilitação de 10 leitos de UTI Adulto Tipo II para a Santa Casa de Arcos, com a destinação de R$ 1,9 milhão anuais para o custeio da unidade, reforçando a capacidade de atendimento na região. 

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Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde 

Ainda em Divinópolis (MG), foram entregues 13 veículos por meio do Novo PAC Saúde e do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde. A iniciativa garante o transporte de pacientes que precisam percorrer mais de 50 quilômetros para realizar consultas, exames e tratamentos especializados, como radioterapia, oncologia e hemodiálise. 

Do total de entregas, foram duas vans para os municípios de Minduri e São Bento Abade, seis micro-ônibus para Baependi, Cristina, Extrema, Itamonte, Pedralva e Pirapetinga, além de cinco ambulâncias destinadas a Brazópolis, Cana Verde, Canápolis, Dom Bosco e Serranos.

Em Minas Gerais, já foram selecionados 314 veículos do programa Caminhos da Saúde, com investimentos superiores a R$ 127 milhões, ampliando o acesso da população aos serviços especializados em todas as regiões do estado.

Avanços na atenção especializada

Lançado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o programa Agora Tem Especialistas mobilizou as redes pública, filantrópica e complementar para ampliar o acesso da população aos serviços especializados do SUS. Em 2025, contribuiu para o recorde histórico de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, volume 42% superior ao registrado em 2022, além da realização de 1,6 bilhão de consultas especializadas (+30%) e 1,3 bilhão de exames (+22%).

A estratégia também ampliou a oferta de profissionais, com mais de 1,3 mil novos médicos especialistas atuando em regiões com carência desses serviços, e realizou 470 mil procedimentos por meio das Carretas da Saúde, que já zeraram filas de exames de imagem, oncológicos e oftalmológicos em mais de 40 regiões de saúde. Nos cinco mutirões promovidos pelo programa, foram realizados mais de 383 mil procedimentos, incluindo o maior mutirão da história voltado à saúde da mulher, com 230 mil atendimentos em um único fim de semana.

Para acelerar a redução do tempo de espera, o programa passou a utilizar a capacidade instalada de hospitais privados e filantrópicos para atender pacientes do SUS em troca de abatimento de dívidas tributárias com a União. Além disso, o Ministério da Saúde investiu na aquisição de 3,3 mil veículos para garantir o transporte dos pacientes.

Outra medida foi a criação da Tabela Agora Tem Especialistas, com valores que chegam a triplicar a remuneração de determinados procedimentos em relação à antiga Tabela SUS, resultando em um repasse federal adicional de R$ 1 bilhão para Santas Casas e hospitais filantrópicos.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Minha História Sem Filtro: Ministério da Saúde convida população a contar sua história sobre os desafios de parar de fumar

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O Ministério da Saúde quer ouvir a população sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo. 

As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população. 

Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área. 

Os relatos poderão ser enviados até novembro por meio do formulário disponível no site da ação. Também será possível acessar o formulário pelo QR Code divulgado pelas redes sociais do Ministério da Saúde até o fim de setembro. A ação conta com o apoio da Comunicação da Anvisa. 

Aumenta o número de pessoas que buscam apoio no SUS para parar de fumar 

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Levantamento do Ministério da Saúde divulgado neste ano trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023. 

Também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022 e de 351 mil em 2015. O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região. 

O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação. 

Combate ao tabagismo no Brasil 

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos. 

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O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros. Essas medidas atuam em diferentes frentes, desde a prevenção da iniciação até a proteção da população contra a exposição à fumaça e o estímulo à cessação. 

Prevalência de fumantes é maior entre homens 

A prevalência de fumantes entre homens caiu de 19,5%, em 2006, para 13,9%, em 2024. Contudo, em 2023, o percentual entre a população adulta masculina era de 11,6%. Entre as mulheres, o cigarro fazia parte da rotina de 12,4% delas, em 2006, e agora, em 2024, o percentual é de 9,5%. Em 2023, o índice era de 7,3% entre elas.   

A frequência de adultos que fumam ou utilizam dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) passou de 2,3%, em 2019, para 2,4%, em 2024. Entre jovens de 18 a 24 anos, passou de 7,4%, em 2019, para 10,1%, em 2024, o maior índice da série histórica para essa faixa etária. O avanço do uso de DEF, especialmente entre jovens, representa um desafio adicional para as ações de prevenção e controle do tabagismo no país.

Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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