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Lula prevê assinatura de acordo Mercosul-União Europeia até o fim do ano

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (5) que espera a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia até o final de 2025. A declaração foi feita após conversa com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, segundo informou o Palácio do Planalto.

Parceria estratégica em cenário global desafiador

Durante a reunião, Lula e Ursula concordaram que a cooperação entre os dois blocos econômicos é ainda mais estratégica diante do atual cenário de instabilidade e desestruturação no comércio internacional.

Avanço nas negociações

O presidente brasileiro destacou como positivo o envio do acordo pela Comissão Europeia para apreciação do Conselho Europeu, passo considerado essencial para destravar as negociações que se arrastam há mais de duas décadas.

Salvaguardas e compromissos

Lula também ressaltou a necessidade de que eventuais regulamentos internos da União Europeia sobre salvaguardas respeitem integralmente o espírito e os termos definidos no tratado. A conversa entre os líderes durou cerca de 20 minutos e, segundo o Planalto, foi marcada por alinhamento em relação à relevância do acordo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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