Mato Grosso

Mais de 100 representantes de empresas do setor de desmonte participam de evento de alinhamento no Detran-MT

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Mais de 100 pessoas que atuam em empresas do setor de desmonte e venda de peças usadas no Estado participaram do evento de alinhamento de informações promovido pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), na segunda-feira (20.10), no auditório da sede da autarquia, em Cuiabá.

Na oportunidade, a coordenadoria de Credenciamento do Detran explanou sobre a importância do credenciamento das empresas do ramo e os procedimentos que devem ser realizados da parte documental e estrutural, conforme a Portaria do Detran-MT nº 568/2025 e a Lei Federal nº 12.977/2014, que tratam do desmonte de veículos automotores.

Presente no evento, o tenente coronel PM Gelson Miranda, da Secretaria Adjunta de Integração Operacional da Secretaria de Segurança Pública do (Sesp-MT), pontuou que o credenciamento e fiscalização das empresas que atuam na atividade de desmonte no Estado era uma demanda antiga que, após diversos diálogos entre as instituições e alinhamentos de informações, agora será colocada em prática em Mato Grosso.

“Alguns estados já colocaram em prática e agora Mato Grosso também está se adequando à legislação. Sabemos que é um tema cauteloso, que envolve vários setores, e o ramo do desmonte de veículos movimenta muitas pessoas, gera empregos. É também um setor que envolve o meio ambiente, com a reciclagem das peças usadas. E a legislação precisa ser colocada em prática, pois as empresas que trabalham corretamente, que investem, pagam impostos e geram empregos, não podem pagar por aquelas que trabalham de forma irregular. Por isso também é necessária a fiscalização de forma adequada, pois a lei foi feita para ser cumprida”, falou.

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Durante o evento, os empresários também tiveram conhecimento sobre a fiscalização das empresas no Estado, para o monitoramento da atividade comercial de peças usadas.

“Esse credenciamento será importante especialmente para resguardar as empresas que trabalham de forma correta. Após o credenciamento das empresas, dentro do prazo que será estipulado para regulamentação, a Polícia Judiciária Civil, através da Derfva, irá intensificar a fiscalização dessas empresas para averiguar a regularidade da atividade evitando, assim, que o cidadão adquira uma peça que possa ser produto de crime”, destacou o delegado Guilherme Bertoli, da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Derfva) de Cuiabá.

A diretora de Educação e Fiscalização de Trânsito do Detran-MT, Adriana Carnevale, ressaltou a importância do diálogo do Detran e demais instituições da segurança pública com os empresários do ramo para que pudessem ter a oportunidade de tirar dúvidas e obter informações necessárias a regularização e credenciamento das empresas.

“O foco é a sociedade, para que possam comprar peças e produtos que tenham referência e procedência. Então, preparamos esse evento para que tudo possa ser esclarecido, informado, e que as empresas se regularizem em tempo hábil, atuando de forma correta no Estado”, disse.

Ao final do evento, uma empresa credenciada do ramo de sistemas de informação explanou aos empresários como será feito o registro das peças com o sistema informatizado de controle operacional, etiquetas de rastreamento e demais informações do processo.


O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, reforçou a importância da legalidade e da segurança na cadeia de comercialização de peças usadas no Estado, e que o credenciamento das empresas trará mais segurança e transparência na hora da compra de peças usadas.

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“As peças de veículos vendidas por empresas credenciadas terão procedência garantida e poderão ser rastreadas, reduzindo o risco de adquirir produtos de origem ilegal. A união de esforços entre os órgãos irá intensificar a prevenção e o enfrentamento de crimes relacionados ao desmanche de veículos em Mato Grosso”, frisou o presidente.

Atualmente, o Detran-MT conta com cerca de 5.500 credenciados em todo Estado em 16 modalidades. Todas as etapas para o credenciamento das empresas de desmonte poderá ser realizada por meio do Portal do Credenciamento do Detran.

Venda de peças usadas

Agora, somente empresas credenciadas pelo Detran-MT poderão realizar o desmonte de veículos e a comercialização de peças usadas, garantindo maior controle e segurança por meio de um sistema informatizado de gestão que trará mais segurança e transparência na hora de comprar peças usadas.

As peças serão identificadas com etiquetas próprias, possibilitando o rastreamento da sua origem e destino. Além do credenciamento das empresas, também haverá ação fiscalizatória da atividade por meio dos órgãos da segurança pública, com objetivo de intensificar a prevenção e o enfrentamento de crimes relacionados ao desmanche de veículos.

Com a medida o Detran-MT espera inibir o desmanche clandestino de veículos e reduzir os índices de roubos e furtos de veículos no Estado, uma vez que o credenciamento das empresas fortalece a rastreabilidade e a fiscalização sobre a atividade.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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