Mato Grosso

Mais de 19 mil reeducandos participaram de atividades educacionais nas unidades prisionais de MT

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A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) realizou, ao longo de 2025, ações pedagógicas formais e complementares dentro das unidades prisionais e pela Fundação Nova Chance. No balanço do ano, foram 19.142 mil reeducandos participantes nas atividades que variam entre educação básica formal, exames nacionais, atividades complementares e cursos de capacitação.

Educação fundamental e superior

Em todo o ano passado, 3.559 reeducandos participaram das atividades de educação básica formal, incluindo o ensino fundamental, alfabetização, ensino médio e ensino superior. Foram 497 custodiados inseridos no programa de alfabetização; 1.333 reeducandos no 1º segmento do ensino fundamental e outros 558 no 2º segmento; 1.089 alunos cursaram o ensino médio e 82 reeducandos estão cursando ensino superior.

“A educação tem o poder de apontar novos caminhos, abrir oportunidades e resgatar a dignidade. É gratificante ver cada aluno percebendo que pode construir uma nova história”, afirma a coordenadora pedagógica da Penitenciária de Rondonópolis, Creuza Rosa Ribeiro.

Exames Nacionais

Em 2025, em todo o Estado, 5.058 reeducandos foram inscritos para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos Privados de Liberdade (Encceja). O exame é aplicado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira a jovens e adultos em privação de liberdade e aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, em todo o território nacional e certifica o ensino fundamental e médio dentro das unidades prisionais.

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A Sejus registrou, em 2025, 4.160 reeducandos inscritos para o Enem PPL. O exame é a principal porta de entrada de jovens e adultos para a realização de cursos superiores no Brasil. O percentual de inscritos para o exame registrou aumento de 42,8% em relação ao ano de 2024, quando o número de participantes foi de 2.912.

O crescimento expressivo no Enem foi resultado do trabalho conjunto entre as equipes pedagógicas das unidades penais e o Núcleo de Educação do Sistema Penitenciário, Coordenadoria de Educação, Trabalho e Alternativas Penais e Superintendência de Políticas Penitenciárias da Sejus.

“A educação é um direito fundamental e uma ferramenta de transformação social. O aumento das inscrições no Enem demonstra o empenho das equipes e a efetividade das ações integradas entre a Sejus, a Seduc e o sistema de justiça para promover oportunidades reais de reintegração às pessoas privadas de liberdade”, afirmou a superintendente Glediane Assis.

Educação no Sistema Penitenciário

Atualmente, os estabelecimentos penais de Mato Grosso contam com 117 salas de aula, 11 laboratórios de informática e 13 espaços de leitura estruturados com acervos literários e ambientes destinados à promoção da leitura e da reflexão.

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Atividades complementares

Outra modalidade educacional promovida nas unidades prisionais de Mato Grosso foram as atividades complementares, totalizando 4.951 participantes nas áreas da cultura, esporte, lazer, palestras e seminários, concurso de redação e Olimpíada de Matemática.

Na promoção da educação pela leitura, 806 participantes da “6ª Jornada da Leitura”, além de 2.770 que tiveram a remição de pena por meio da leitura.

Capacitação

Com apoio de instituições parceiras, a Sejus ofertou diversos cursos de capacitação aos reeducandos, em diversas áreas e modalidades. Foram 1.414 participantes em cursos presenciais e outros 99 foram feitos por meio do Ensino à Distância.

O objetivo do Governo de Mato Grosso é promover a ressocialização por meio da educação nas unidades prisionais de todo o Estado, garantindo conhecimento como instrumento de mudança de vida aos custodiados.

Com supervisão da jornalista Raquel Teixeira*

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate seis incêndios florestais neste sábado (10)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (10.10), seis incêndios florestais registrados nos municípios de União do Sul, Nossa Senhora do Livramento, Juruena, Santa Terezinha, Paranatinga e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 62 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 41 focos foram registrados na Amazônia e 21 focos no Cerrado.

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; e dois focos na Terra Indígena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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