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Mais de 500 pessoas participaram dos grupos de debates do novo Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro

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Em dois dias de atividade coletiva, mais de 500 participantes do XV Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (Encogerco) contribuíram com os grupos de discussão dos quatro eixos que deverão moldar o novo Plano nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC). As diretrizes receberam propostas sobre vulnerabilidade costeira e adaptação à mudança do clima, ordenamento territorial integrado, conservação e recuperação dos ecossistemas marinhos e participação social na gestão costeira. O evento foi concluído na última quinta-feira (2/10), em Fortaleza (CE).

A participação resultou em centenas de propostas elaboradas pelos 24 subgrupos que debateram a estratégia. Entre os apontamentos discutidos pelo eixo da vulnerabilidade, que reuniu 150 pessoas, há a criação de zonas de amortecimento junto às comunidades costeiras e de sistemas de alerta para condições adversas. Outra sugestão envolve a criação de um programa de dados com o mapeamento das vulnerabilidades costeiras, chamado informalmente de Procosta.

No eixo do ordenamento territorial, as propostas sugerem o desenvolvimento de cartografias sociais para os territórios tradicionais e a criação de um organismo institucional que represente os 17 estados costeiros do Brasil. Também sugere uma aproximação da ciência com a sociedade, para difundir o tema da emergência climática em relação ao oceano.

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O terceiro eixo, que tratou da conservação e recuperação dos ecossistemas costeiros, priorizou a participação das comunidades tradicionais no processo, com pagamento por serviços ambientais e demarcação dos territórios. Além disso, destacou o turismo regenerativo e a reestruturação da cadeia de pesca artesanal como alternativas de enfrentamento aos danos costeiros. Os participantes sugeriram ainda a criação de um fundo para garantir recursos ao gerenciamento costeiro.

No último grupo, que tratou de participação social, foi destacada a participação paritária nos níveis de decisão, como comitês e comissões, além de um processo de consulta regular e periódico sobre gerenciamento costeiro. Como no eixo dois, os participantes do quarto bloco também sugeriram a criação de um mecanismo institucional de representação dos estados costeiros, um fundo orçamentário para implantação das políticas de participação e legislação específica para resguardar práticas sustentáveis das comunidades tradicionais. 

A organização do Encogerco garantiu espaço para novas propostas, que serão incorporadas ao relatório final do encontro. O documento, que será disponibilizado na íntegra para todos os participantes, servirá como subsídio para o processo de elaboração da nova PNGC, que deve estar concluída até o final de 2026.

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No encerramento do XV Encogerco, o coordenador-geral do Departamento de Oceano e Gerenciamento Costeiro da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, João Luiz Nicolodi, ressaltou “a diversidade dos subsídios para o novo plano de gerenciamento costeiro” que foram recebidos.

A pluralidade na construção do processo também foi enfatizada pela secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará, Vilma Freire. “É um marco que vai ficar para a história. Receber comunidades, sociedade, poder judiciário, academia, que representa muitas vozes, para construir um novo plano para nortear os 17 estados costeiros do país. Um plano participativo, em que todo mundo vai se ver”, afirmou.

Iniciado no dia 29 de setembro, o XV Encogerco teve patrocínio da Petrobras e do BNDES. Também foram patrocinadores do evento o Banco do Nordeste; o Instituto Clima e Sociedade; a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), do governo do Ceará; o Projeto TerraMar/GIZ e a International Climate Initiative (IKI).

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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