O Parque Tecnológico de Mato Grosso, localizado no bairro Chapéu do Sol, em Várzea Grande, caminha para se tornar um dos maiores empreendimentos de inovação do país. A informação foi dada pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso, Allan Kardec ,em entrevista concedida ao Jornal da Nova na manhã de quinta (04.09), aos jornalistas Laice Souza e Israel Prates.
Com 90% da obra concluída e inauguração prevista até o final de 2025, o espaço tem 80 hectares (16 deles públicos) e terá a missão de colocar o Estado no mapa mundial da tecnologia e da pesquisa.
Segundo o secretário, o Parque será “um pulsar de tecnologia, atraindo empresas do mundo inteiro, gerando empregos, renda e soluções para os gargalos de Mato Grosso”.
Ele também afirmou que, após quase dez anos de paralisação, o projeto entra em sua fase final com mobília e equipamentos, pronto para receber empresas e centros de pesquisa.
O Governo de Mato Grosso já investiu R$ 18,2 milhões na infraestrutura e planeja aplicar mais R$ 16 milhões em laboratórios especializados no Centro de Inovação entre 2024 e 2027. O funcionamento seguirá o modelo da tríplice hélice, unindo governo, academia e empresas.
“O Parque Tecnológico de Mato Grosso vai funcionar por demanda empresarial. Se uma empresa, por exemplo, precisar de 30 profissionais especializados em motores, vamos formar esses trabalhadores junto com universidades e institutos federais. É uma integração direta entre a formação e a necessidade real do mercado”, explicou o secretário.
Allan Kardec destacou que esse investimento se refere exclusivamente à infraestrutura, sem incluir os equipamentos. Segundo ele, está prevista a captação de aproximadamente R$ 15 milhões junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para aquisição de equipamentos de alta performance, como o supercomputador que funcionará como Data Center do Parque Tecnológico.
O secretário acrescentou que a estrutura contará com uma usina de geração de energia própria, tornando o prédio sustentável do ponto de vista econômico e ambiental.
O Parque atuará em duas frentes: atraindo gigantes globais da tecnologia, como big techs de inteligência artificial, drones e robótica e fortalecendo empresas mato-grossenses que já desenvolvem soluções em automação agrícola, logística, fármacos, laboratórios e produção de conteúdo em inteligência artificial.
Até agora, oito empresas já firmaram memorandos de entendimento para se instalar no espaço, com projeção de R$ 500 milhões em investimentos privados e geração de mil empregos diretos de alto desempenho em áreas como engenharia, ciência de dados, pesquisa e desenvolvimento.
Gigantes globais como Lenovo, Hospital Albert Einstein, Schneider Electric e CEPETRO/Unicamp estão em negociação para instalar centros de inovação no Parque. Paralelamente, empresas mato-grossenses de automação agrícola, logística e farmacêutica também terão espaço, ampliando a competitividade local.
A iniciativa conta ainda com incentivos fiscais da Prefeitura de Várzea Grande e linhas de financiamento do MT Desenvolve, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Finep e bancos públicos, garantindo condições competitivas para atrair investimentos. Além de Várzea Grande, municípios como Lucas do Rio Verde, Sinop, Tangará da Serra, Rondonópolis e Primavera do Leste já se articulam para criar centros tecnológicos conectados ao Parque.
Para Allan Kardec, o impacto será direto na sociedade. “Mato Grosso já é potência agrícola, agora queremos ser também potência em ciência, tecnologia e inovação. Esse é o presente e o futuro que estamos construindo”, afirmou.
Áreas de atuação e modelo arquitetônico – OParque será dividido em três módulos: Parque Tecnológico (voltado ao desenvolvimento de empresas), Parque de Serviços (apoio à indústria e comunidade) e Parque Científico (formação, laboratórios e P&D). Entre as áreas prioritárias estão o agronegócio, biotecnologia, geociências, química verde, novos materiais e tecnologias da informação e comunicação. O Centro de Inovação terá mais de 2,5 mil m², abrigando coworkings, startups, incubadoras, aceleradoras e cinco laboratórios de acesso aberto.
Empresas interessadas em atuar no Parque devem procurar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec/MT). A análise de viabilidade é feita em conjunto com o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CECTI), que também trabalha para atrair indústrias ligadas ao etanol, ao agronegócio, ao setor têxtil e à logística.
17ª Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação – Durante a entrevista aos jornalistas do Jornal da Nova, Allan Kardec também destacou a realização da 17ª Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, marcada para os dias 22 a 24 de outubro de 2025, no Centro de Eventos do Pantanal. O evento reunirá 90 projetos classificados de alunos do ensino fundamental, médio, graduação e pós-graduação, além de pesquisadores independentes.
A Mostra, realizada em parceria com a Seduc/MT, incentiva a pesquisa escolar e terá premiação ampliada em relação ao ano anterior. “Estamos incentivando desde cedo a ciência que transforma a escola, a empresa e a sociedade”, afirmou o secretário.
Uma ação integrada de policiais do 4º Comando Regional, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Polícia Federal resultou na apreensão de 250 quilos de cocaína, na tarde deste domingo (3.5), em Pedra Preta. O prejuízo causado às facções criminosas com a apreensão é avaliado em cerca de R$ 15 milhões. Um homem foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas.
A apreensão ocorreu durante a Operação Hórus-Território Livre, que intensifica o combate aos crimes de tráfico de entorpecentes na região de fronteira. As equipes receberam informações de que um veículo suspeito, um caminhão baú, estaria transportando material ilícito pela BR-364.
Diante da denúncia, foi montada uma barreira policial no km 169 da rodovia, nas proximidades de Pedra Preta. Durante as abordagens, os policiais interceptaram um caminhão do tipo baú de mudanças. Ao ser questionado, o motorista apresentou nota fiscal informando o transporte de colchões, porém não possuía o manifesto de transporte de carga, o que levantou suspeitas.
Na verificação da carga, os policiais identificaram indícios de adulteração nas embalagens plásticas dos colchões, que estavam violadas e reembaladas com fita adesiva. Além disso, foram constatadas diferenças de peso entre os volumes, reforçando a suspeita de ocultação de ilícitos.
Ao realizarem a abertura de um dos colchões, os militares localizaram tabletes de substância análoga ao cloridrato de cocaína. Diante da confirmação, o caminhão e o motorista foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Rondonópolis para a inspeção completa da carga.
Durante a checagem detalhada, foram encontrados 226 tabletes da droga, totalizando aproximadamente 250 quilos de cocaína, distribuídos em 14 volumes. Todo o material apreendido, junto com o suspeito, foi entregue à Polícia Federal.
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