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Mamona se destaca como ferramenta de regeneração de solos no Cerrado

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A mamona vem se consolidando como uma alternativa estratégica para regeneração de solos em sistemas de rotação de culturas no Cerrado, com maior destaque em estados como Bahia e Mato Grosso. O cultivo contribui para reduzir a compactação do solo e melhorar sua capacidade de retenção hídrica, trazendo benefícios diretos à sustentabilidade da produção agrícola.

Sistema radicular profundo e controle natural de pragas

Segundo Igor Borges, head de sustentabilidade da ORÍGEO — joint venture entre Bunge e UPL — a mamona possui raízes profundas que auxiliam na descompactação do solo, no controle natural de nematoides e até na recuperação de pastagens degradadas. Além disso, a cultura demanda menos água para completar seu ciclo, sendo indicada para áreas de baixa fertilidade.

“A mamona demanda menos água para fechamento do seu ciclo em relação a outras culturas utilizadas no Cerrado e ainda contribui para uma estruturação mais eficiente do solo e maior retenção hídrica, principalmente em áreas de baixa fertilidade”, explica Borges.

Expansão da área plantada e produtividade

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a área plantada de mamona no Brasil atingiu 64,2 mil hectares na safra 2024/25, alta de 9,4% em relação ao ciclo anterior. A produtividade também cresceu, alcançando 1.693 kg/ha.

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A Bahia lidera a produção nacional, com 36,3 mil toneladas, seguida por Mato Grosso, com 1.814 toneladas. No mercado, a valorização da mamona reforça o interesse: em janeiro, a saca passou de R$ 199,70 para R$ 272,50, alta de 36%.

Agricultura regenerativa e entressafra

A ORÍGEO incentiva produtores a incluírem a mamona em programas de agricultura regenerativa, especialmente durante a entressafra. Segundo Borges, a estratégia aumenta a diversidade produtiva, melhora a saúde do solo, interrompe ciclos de pragas e fortalece a resiliência frente às mudanças climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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