Agro News

Manejo do Frango de Corte Moderno será Destaque no 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura

Publicado

Palestra com Rodrigo Tedesco Guimarães aborda manejo estratégico

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), promovido pelo Nucleovet, terá como um dos destaques a palestra do médico-veterinário Rodrigo Tedesco Guimarães, que falará sobre Manejo do Frango de Corte Moderno. A apresentação ocorrerá no dia 8 de abril, quarta-feira, às 14h, durante o Painel Manejo, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Rodrigo Guimarães atua há mais de 21 anos na indústria avícola, com passagens por empresas como Frigorífico Nicolini, Agrofrango e Sadia/BRF, e atualmente oferece suporte técnico aos clientes da Aviagen no Brasil. Ele é coautor do capítulo Manejo Inicial e do Crescimento da 3ª edição do livro Produção de Frangos de Corte, publicado pela FACTA.

Melhoramento genético impõe novos desafios ao setor

Segundo Guimarães, o melhoramento genético transformou a avicultura global, tornando a carne de frango a proteína animal mais consumida no mundo. Contudo, a evolução genética impõe desafios crescentes no manejo, bem-estar, sustentabilidade e qualidade da carne.

“Precisamos equilibrar eficiência produtiva com saúde das aves, robustez fisiológica, menor impacto ambiental e segurança alimentar. Manter altos níveis de produtividade não pode comprometer o bem-estar animal”, afirma o especialista.

Manejo moderno é estratégico e integrado

O palestrante destaca que o manejo do frango de corte deixou de ser apenas operacional, tornando-se estratégico e multidimensional. Aspectos como controle de temperatura, ventilação, densidade, qualidade da cama, iluminação, acesso a água e alimentação, além do monitoramento do comportamento das aves, são cruciais para transformar o potencial genético em resultados produtivos e econômicos.

“Cada etapa do ciclo produtivo impacta diretamente o resultado final. Desde o preparo do galpão até o pré-abate, é essencial planejamento, coleta de dados e decisões técnicas rápidas para garantir bem-estar, uniformidade do lote e desempenho sustentável”, explica Guimarães.

Abordagem prática e científica é diferencial do Simpósio

Para a presidente da Comissão Científica do SBSA, Daiane Albuquerque, o manejo adequado está diretamente ligado à eficiência zootécnica, conversão alimentar e sustentabilidade.

“Rodrigo trará uma abordagem prática e atualizada sobre os desafios do manejo em todas as fases de crescimento, alinhando tecnologia, gestão e aplicabilidade no campo”, destaca.

Compromisso do SBSA com a cadeia produtiva

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, reforça que o Simpósio mantém o compromisso de oferecer conteúdos alinhados às demandas da avicultura moderna, reunindo especialistas com aplicabilidade direta no dia a dia da produção.

“O manejo do frango de corte é um tema estratégico para a competitividade do setor, e a contribuição do Rodrigo reforça essa proposta”, afirma Aletéia.

Inscrições e participação no evento

As inscrições para o 26º SBSA estão abertas. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com valores de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair, que ocorre simultaneamente ao Simpósio, custa R$ 100,00.

Leia mais:  Migração da Citricultura Brasileira é Impulsionada pelo HLB e Exige Soluções Integradas

Inscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicado

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia mais:  Exportações de carne suína iniciam fevereiro com alta no preço por tonelada, mas ritmo de vendas segue menor que em 2025

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia mais:  Planejamento e manejo corretos garantem silagem de qualidade e nutrição do gado o ano todo

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana