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Manejo inadequado continua reduzindo produtividade de pastagens no Brasil

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Falhas de manejo impactam desempenho animal e custos da pecuária

Estudos técnicos realizados no país indicam que falhas de manejo seguem sendo uma das principais causas da perda de produtividade das pastagens. Problemas na implantação, no manejo inicial e no pastejo comprometem o aproveitamento das forrageiras, reduzem ganhos de peso e produção de leite, além de elevar o custo por hectare na pecuária.

Potencial genético das forrageiras exige manejo específico

Pesquisas mostram que muitas perdas estão relacionadas ao descompasso entre o potencial genético das cultivares e práticas de manejo inadequadas ou genéricas. Forrageiras tropicais, desenvolvidas para alta produtividade e melhor valor nutricional, necessitam de ajustes específicos para expressar plenamente seus atributos.

Um estudo conduzido pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), em Uberlândia, evidenciou que o manejo do pastejo do capim Mavuno influencia diretamente a estrutura do dossel, a proporção de folhas e a qualidade da forragem. O levantamento também apontou as alturas mais adequadas para sistemas de lotação contínua.

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Implantação correta é decisiva para desempenho das pastagens

De forma geral, os trabalhos reforçam que a correta implantação da pastagem, com atenção à fertilidade e à correção do solo, é determinante para o desempenho das forrageiras. A ausência de análise química limita o desenvolvimento radicular e reduz a eficiência do uso de fertilizantes. Erros na fase inicial comprometem a rebrota, diminuem a vida útil do pasto e aceleram a degradação.

Empresas reforçam assistência técnica para reduzir perdas

Segundo avaliação da Wolf Sementes, esses problemas persistem devido à subestimação do manejo desde a implantação. Para o capim Mavuno, a empresa recomenda solos devidamente corrigidos, preparo adequado da área e ajustes precisos de pastejo. Com base nesse cenário, a Wolf Sementes passou a oferecer orientação técnica pós-compra, acompanhando os clientes desde o plantio até períodos críticos, como a seca, com o objetivo de ampliar a eficiência produtiva no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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