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Mapa apresenta Caminho Verde Brasil para produtores rurais de Goiás

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Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o assessor especial do ministro e coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, Carlos Augustin, apresentou o programa à Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e a produtores rurais, em Goiânia (GO), na terça-feira (2).

Augustin destacou os diferenciais do programa. “Não é só um financiamento. O produtor vai ter que seguir uma série de critérios de sustentabilidade. O governo federal quer mais produção, mas com práticas sustentáveis: balanço de carbono, plantio direto, uso de bioinsumos. Uma grande vantagem para o produtor é que a taxa de juros deve ficar em torno de metade do que é praticado pelo mercado. Acreditamos que vai ser de 8% a 12% ao ano”, afirmou o coordenador.

As práticas sustentáveis trazem mais resiliência para os produtores e abrem caminho para mercados mais exigentes, que não aceitam produtos associados ao desmatamento, por exemplo. O Caminho Verde Brasil vai criar condições para consolidar o Brasil como o maior produtor de alimentos do mundo, com alto nível de sustentabilidade.

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Na reunião, o gerente técnico do Instituto de Fortalecimento do Agronegócio de Goiás (IFAG), Leonardo Machado, lembrou que o Brasil é destaque mundial na produção sustentável e elogiou a iniciativa do Mapa. “A presença do Ministério da Agricultura aqui em Goiás para divulgar o Caminho Verde Brasil é fundamental. Vamos informar ao produtor que ele tem hoje uma oportunidade para transformar sua área degradada em uma área produtiva, com mais rentabilidade e cuidando do meio ambiente”, concluiu.

O agro em Goiás

Goiás se destaca no Brasil com valor bruto da produção (VBP) estimado em R$ 119,4 bilhões em 2025. O estado é o terceiro maior produtor de soja do Brasil e possui o terceiro maior rebanho bovino. O estado lidera a produção nacional em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e se destaca em tecnologia, com Rio Verde sendo um polo de agricultura de precisão.

A safra 2024/2025 de grãos em Goiás deve atingir cerca de 35,4 milhões de toneladas, um crescimento estimado de 17% em relação ao ciclo anterior, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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Compromisso com a sustentabilidade

O Programa Caminho Verde Brasil pretende recuperar 40 milhões de hectares de áreas degradadas para uso em sistemas de produção agropecuária e florestal sustentáveis no período de dez anos. O programa cria condições para um expressivo aumento da produção de alimentos e de biocombustíveis, sem desmatamento de novas áreas de matas nativas.

O Caminho Verde Brasil promove a segurança alimentar, apoia a transição energética e conserva o meio ambiente. O programa reforça a posição estratégica do Brasil na agenda global de desenvolvimento sustentável.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Tarifas dos EUA devem voltar a gerar volatilidade e aumentar incertezas para importadores

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A política tarifária dos Estados Unidos deve continuar no centro das atenções do comércio internacional nos próximos meses. Após um período de relativa estabilidade, especialistas alertam que o cenário tende a ganhar nova volatilidade, impulsionado por mudanças regulatórias, disputas judiciais e possíveis revisões nas regras de importação norte-americanas.

O ambiente preocupa principalmente empresas que dependem da importação de máquinas, equipamentos e insumos para processamento de alimentos, segmentos diretamente impactados pelas tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos.

O tema foi debatido durante mais uma edição do BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars promovida pela Baking Equipment Manufacturers and Allieds. Na avaliação de Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, o mercado não deve interpretar o atual momento como um cenário definitivo de estabilidade.

Segundo a especialista, a calmaria observada nos últimos meses tende a ser temporária, exigindo das empresas maior preparo para possíveis oscilações tarifárias e novos custos sobre importações.

Suprema Corte dos EUA abre caminho para reembolsos bilionários

Um dos principais movimentos recentes ocorreu após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como base para aplicação de tarifas.

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A medida abriu espaço para o início dos reembolsos a importadores afetados. De acordo com Jarosz, aproximadamente US$ 35 bilhões já foram devolvidos aos importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados anteriormente por meio dessas tarifas.

Nesta etapa, podem ser protocolados pedidos relacionados a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores oficialmente registrados ou despachantes aduaneiros estão autorizados a solicitar os valores.

Governo Trump ainda pode recorrer da decisão

Apesar da abertura para os reembolsos, ainda existe incerteza jurídica sobre o alcance da decisão judicial.

O governo do presidente Donald Trump terá até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo. O recurso poderá definir se os reembolsos serão destinados a todos os contribuintes afetados pelas tarifas ou somente aos autores identificados na ação judicial.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que importadores e corretores aduaneiros acelerem os pedidos de restituição para evitar riscos de perda de prazo ou mudanças nas regras.

Nova tarifa de 10% já substitui medidas anteriores

Mesmo com a revogação das tarifas vinculadas à legislação anterior, os Estados Unidos adotaram uma nova cobrança temporária baseada na Seção 122.

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A medida estabeleceu uma tarifa de 10% sobre importações provenientes de praticamente todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México enquadrados nas regras do USMCA, acordo comercial da América do Norte.

A nova taxa terá validade de 150 dias, permanecendo em vigor até 24 de julho, e funciona como uma transição para possíveis futuras tarifas estruturadas nas seções 301 e 232 da legislação comercial norte-americana.

Empresas devem reforçar planejamento diante da volatilidade

O ambiente de incerteza reforça a necessidade de planejamento estratégico para empresas ligadas ao comércio exterior e às cadeias globais de suprimentos.

A expectativa é que o cenário tarifário dos Estados Unidos continue influenciando custos logísticos, competitividade industrial e decisões de investimento ao longo de 2026, especialmente em setores dependentes de importações industriais e tecnológicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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