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Embrapa lança novas cultivares de soja mais resistentes e produtivas

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A Embrapa acaba de apresentar ao mercado duas novas cultivares de soja desenvolvidas com foco na resistência a pragas e doenças, além de maior tolerância a herbicidas usados no manejo de plantas daninhas. O trabalho é resultado de anos de pesquisa e cruzamentos genéticos conduzidos pelos programas de melhoramento da instituição, com o objetivo de oferecer alternativas mais seguras e eficientes para os agricultores brasileiros.

As cultivares foram desenvolvidas para se adaptarem a diferentes regiões do Sul do país. Uma delas é indicada para áreas de clima frio, como o sul e sudoeste do Paraná, Santa Catarina e a metade norte do Rio Grande do Sul. A outra se adequa melhor às regiões norte e oeste do Paraná. Ambas têm ciclos de produção que variam entre 110 e 125 dias, dependendo das condições locais.

Em ensaios realizados em campo, as novas variedades apresentaram alto potencial produtivo, podendo atingir até 5 mil quilos por hectare em ambientes favoráveis. Em comparação com as cultivares mais comuns no mercado, os resultados indicam um ganho de produtividade entre 3% e 4%, índice considerado bastante expressivo diante da média anual de avanço genético registrada nos últimos anos.

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Outro destaque é a resistência conferida a doenças como cancro da haste, podridão radicular e pústula bacteriana, além de maior proteção contra ataques de lagartas. Essa combinação de fatores contribui para uma lavoura mais estável, com menor necessidade de intervenções químicas e maior previsibilidade de resultados. A Embrapa já iniciou a multiplicação das sementes por meio de produtores parceiros, e a expectativa é que as novas cultivares estejam disponíveis para plantio na safra 2025/26.

Fonte: Pensar Agro

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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