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MAPA libera primeiros agroquímicos para carinata e impulsiona avanço da cultura no Brasil

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Governo autoriza primeiros defensivos para cultivo da carinata

O Ministério da Agricultura e Pecuária autorizou os primeiros agroquímicos para uso na cultura da carinata no Brasil. As liberações foram oficializadas no final de 2025 e começaram a ser incorporadas recentemente às bulas comerciais dos produtos.

Entre os insumos aprovados estão o inseticida e acaricida Bitrin 100 EC, de ação por contato e ingestão, e o herbicida não seletivo Eliminate, indicado para dessecação.

Medida fortalece estrutura produtiva da cultura no país

A liberação dos produtos é considerada um avanço importante para o desenvolvimento da cultura no Brasil. Segundo Philipp Herbst Minarelli, a autorização representa um passo decisivo para consolidar o mercado da carinata.

De acordo com o especialista, o país já contava com o registro da cultura e da produção de sementes, restando a liberação de agroquímicos para completar a estrutura necessária à expansão da atividade.

Carinata ganha espaço como alternativa na entressafra da soja

A carinata tem sido cultivada principalmente durante a entressafra da soja, oferecendo uma alternativa produtiva aos agricultores. O óleo extraído da planta é utilizado na produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), considerado estratégico para a transição energética.

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A expectativa é que a liberação dos defensivos contribua para o aumento da área plantada e para a expansão da cultura em diferentes regiões do país.

Empresas apostam no crescimento acelerado da cultura

A Nufarm lidera os investimentos na cadeia produtiva da carinata. A empresa detém a genética da planta e é a única no mundo a comercializar sementes híbridas da cultura.

A estratégia inclui expansão da área cultivada em países da América do Sul, como Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, com a meta de dobrar anualmente os hectares plantados.

Área cultivada cresce e deve continuar avançando na América Latina

Em 2025, a cultura registrou crescimento expressivo, com expansão de seis vezes em estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, além do Paraguai.

A projeção é de continuidade desse avanço, com crescimento consistente da área plantada nos próximos anos.

Produção tem mercado garantido e foco em biocombustíveis

Outro fator que impulsiona o interesse pela cultura é a garantia de comercialização. Os produtores contam com contratos do tipo off-taker, que asseguram a compra da produção.

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Nesse modelo, a BP é responsável pelo processamento dos grãos e pelo refino do óleo na Europa, direcionando o produto final para o mercado de biocombustíveis e SAF.

Cultura se consolida como alternativa sustentável no agronegócio

Com o avanço regulatório e o aumento da demanda por combustíveis sustentáveis, a carinata se posiciona como uma alternativa promissora dentro do agronegócio.

A combinação entre inovação tecnológica, garantia de mercado e expansão de área deve impulsionar o crescimento da cultura no Brasil e fortalecer sua participação na cadeia global de energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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