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Mapa sedia exposição com o tema “Amendoim: Orgulho Nacional e Qualidade Certificada”

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está sediando a exposição “Amendoim: Orgulho Nacional e Qualidade Certificada” promovida pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab). A exibição integra a 3ª Semana Brasileira do Amendoim cuja solenidade de abertura ocorreu nesta quarta-feira (10) na sede do Mapa, em Brasília-DF.

A Semana Brasileira do Amendoim é uma iniciativa realizada pela Abicab em comemoração ao Dia Nacional do Amendoim, celebrado no próximo sábado (13) e visa destacar e fortalecer a relevância da cadeia produtiva do amendoim brasileiro desde os produtores rurais até indústria. A exposição no Mapa faz menção ao Programa Pró-Amendoim, que foi instituído em 2001 para promover a segurança do alimento dos produtos à base da leguminosa.

Presente na cerimônia, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que a exposição no Mapa é um reconhecimento da importância da cadeia produtiva para a Pasta. “Nós temos muito orgulho de sermos parte do sucesso. A gente tem que continuar reiterando e sempre lembrando como a cadeia do amendoim cresce vigorosamente ano após ano em produção, qualidade e reconhecimento. Mais do que autopromoção, é ser reconhecido internacionalmente pelo trabalho”, evidenciou.

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Segundo dados da Abicab, o Brasil é o 13º maior produtor de amendoim in natura do mundo. De janeiro a julho deste ano, as exportações já ultrapassaram mais de US$ 354,6 milhões e mais de 251,4 mil toneladas foram exportadas.

O presidente da Abicab, Jaime Recena, salientou o trabalho realizado pela Associação para aumentar a visibilidade da cadeia produtiva do amendoim no Brasil e mundo à fora. “A gente vive um momento em que as pastas de amendoim tão ganhando muito espaço na culinária e nas receitas do dia a dia, e o que a gente deseja é isso, que as pessoas possam consumir cada vez mais e consumir um amendoim de qualidade, um amendoim seguro”, disse.

Além disso, ressaltou a importância do Programa Pró-Amendoim que garante ao consumidor um produto com os níveis de aflatoxinas recomendado por meio de monitoramentos laboratoriais, auditorias e ações de boas práticas que evidencie que o amendoim brasileiro está entre os mais seguros do mundo.

Participaram ainda da solenidade, o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos; o embaixador e diretor do Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Alez Giacomelli; o diretor da Associação dos Produtores, Beneficiadores, Exportadores e Industrializadores de Amendoim do Brasil (Abex-BR), Rafael Ciceri; o presidente da Câmara Setorial do Amendoim, José Rossato; prefeitos municipais e representantes políticos.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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