Saúde

Maranhão sedia Seminário da Atenção Primária à Saúde promovido pelo Ministério da Saúde

Publicado

O Ministério da Saúde realizou nesta quarta-feira (13/8) em São Luís, o seminário “APS nos Territórios: Equidade, Vínculo e Qualidade no Cuidado”. O evento integra uma série de encontros presenciais promovidos nos 26 estados e no Distrito Federal, com o objetivo de qualificar a atuação de gestores e profissionais no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o país.

A programação, que seguiu nesta quinta-feira (14/8) inclui oficinas práticas sobre os 15 novos indicadores de qualidade da APS, que orientam ações mais resolutivas, humanizadas e integradas no cuidado à população. Também se consolida como um espaço para troca de experiências e apresentação de boas práticas vindas de diferentes regiões do Brasil.

O Maranhão apresentou avanços expressivos, como o Programa Cuidar de Todos, a expansão da Telemedicina e a consolidação da Planificação da Saúde em todas as macro-regiões. Na imunização infantil, o estado já atingiu ou superou a meta de 95% de cobertura vacinal em 10 vacinas do calendário básico, além de figurar em 5º lugar no ranking nacional de Saúde Bucal, subindo quatro posições desde 2022.

Leia mais:  Ministério da Saúde confirma 113 registros de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica

Durante a abertura, autoridades reforçaram a importância da cooperação entre municípios, estado e União para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) . A secretária da Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, destacou que a APS é um serviço público presente em todos os 5.571 municípios brasileiros, sendo a principal porta de entrada do cidadão no sistema. “O Ministério da Saúde não faz atenção primária sozinho. Quem garante o serviço na ponta são os municípios, e é fundamental que estejamos próximos para ouvir, apoiar e responder às necessidades locais”, afirmou.

O secretário de Estado da Saúde do Maranhão, Tiago Fernandes, ressaltou que a atenção primária é onde “nasce o cuidado” e que o estado vive um momento de expansão de serviços e integração com os municípios. “Município forte com Estado forte constrói um SUS sólido, em parceria com o governo federal, sem exclusão e ouvindo a todos”, afirmou.

O seminário reúne representantes dos 217 municípios maranhenses, com palestras, oficinas e atendimentos especializados para gestores, visando ampliar a resolutividade e a qualidade da atenção à saúde em todo o território.

Leia mais:  Ministério da Saúde promove formação de enfermeiras e enfermeiros multiplicadores para inserção do DIU no SUS

O Superintendente do Ministério da Saúde no Maranhão, Glinoel Garreto, destacou a missão do Ministério em promover uma “saúde próxima, resolutiva e eficiente nos territórios”. Já a secretária de Saúde do Município de Vargem Grande e presidente do Cosems/MA, Thays Kelly, ressaltou que “o Cosems está presente em todas as discussões e construções da atenção primária junto ao Ministério da Saúde. Por isso hoje estamos aqui, muito felizes por esses indicadores terem sido construídos de forma democrática, fazendo com que os municípios sejam representados em suas vivências e territórios”.

APS nos Territórios

O Seminário, que já percorreu estados como Paraíba, Sergipe, Alagoas e Maranhão, segue com atividades que estimulam a troca de experiências, a apresentação de boas práticas e a construção de caminhos conjuntos para o avanço da Atenção Primária em todo o Brasil.

O evento percorrerá os 26 estados e o Distrito Federal, com o objetivo de qualificar a atuação de gestores e profissionais no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS).

Camila Rocha
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Olhar diferenciado para as aldeias: PNSI é construído com participação social

Publicado

A ampliação do acesso à água potável e ao saneamento básico nas comunidades indígenas brasileiras é fruto de uma política participativa, realizada com amplo diagnóstico situacional nos territórios. Neste Abril Indígena, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), lançou o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI). E para fundamentar a iniciativa, foi realizada uma análise criteriosa em todos os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). Ao todo, 34 consultores formaram o time responsável conduzir o estudo. Mobilizados em todo o país, esses profissionais mapearam as demandas e especificidades de cada região.

A pesquisa incluiu a análise de dados existentes sobre saneamento, a realização de estudos de caso e a criação de grupos focais com a população. Segundo a engenheira ambiental Gilmara Terena, consultora que realizou o mapeamento no estado do Mato Grosso do Sul, os Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) tiveram papel central na construção do PNSI. Os profissionais atuaram em diversas frentes, como na organização das informações dentro das aldeias, na delimitação das áreas, identificação das práticas locais, orientação de soluções e no diálogo direto com as famílias.

 “A resposta estava nas próprias comunidades. Os agentes foram peças-chave, pois eles conhecem de perto a rotina e são os que realmente fazem o saneamento acontecer na prática, lá na ponta. Eles nos ajudaram a mapear as aldeias, dividir territórios, identificar as dificuldades e alternativas. Sem conhecer o problema, não há como construir soluções eficazes e esse levantamento foi feito dentro do território, ouvindo quem vive ali”, afirmou.  

Gilmara aposta no avanço do programa e na garantia da efetividade dessa construção coletiva. “Pela primeira vez na história, a política está sendo construída a partir da realidade local. A esperança é que a gente comece a avançar de forma concreta, rumo à universalização do saneamento nas comunidades indígenas”, concluiu. 

Olhar diferenciado para as aldeias

Leia mais:  Ministério da Saúde e iFood capacitam entregadores para prestar primeiros socorros

Instituído no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), o Programa Nacional de Saneamento Indígena foi desenvolvido pela Sesai, com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A iniciativa foi pensada a partir de políticas existentes na área do saneamento, como o Plano Nacional de Saneamento e o Programa Nacional de Saneamento Rural, incluindo os povos indígenas entre os principais beneficiários.

De acordo com a engenheira ambiental Camila Amui, consultora técnica da Sesai e uma das idealizadoras do PNSI, existia um anseio para que houvesse um olhar diferenciado para o tema nas aldeias. “Queríamos criar algo específico. Priorizamos o diálogo com os povos originários em todas as etapas, por isso realizamos cinco oficinas regionais e uma nacional para escutar as localidades, os distritos, além de profissionais, lideranças, gestores e usuários do SasiSUS. Na época, o então secretário abraçou a pauta e assim nasceu a construção do PNSI, com muita participação social”, relembrou. O programa foi idealizado em 2023, na gestão do então secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.

Pensado de forma coletiva, o PNSI prevê investimento total de R$ 10,85 bilhões ao longo de 20 anos, sendo distribuídos da seguinte forma: R$ 6,26 bilhões para abastecimento de água, R$ 4 bilhões para esgotamento sanitário e R$ 690 milhões para manejo de resíduos sólidos. Esses recursos serão destinados de forma progressiva e poderão ser ajustados anualmente, de acordo com a disponibilidade orçamentária, parcerias e captação de recursos. Para 2026, a estimativa é de R$ 132 milhões para abastecimento de água, R$ 36 milhões para esgotamento sanitário e R$ 19 milhões para manejo de resíduos sólidos, totalizando R$ 187 milhões.

De acordo com a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, o lançamento do programa marca o início de um desafio mais amplo: assegurar sua implementação efetiva nos territórios, por meio do monitoramento contínuo dos indicadores e aprimoramento da gestão nos Distritos Sanitários. “Fazer um lançamento tão significativo em meio ao mês de visibilidade indígena é para nós motivo de muito orgulho e comemoração.  O acesso ao saneamento básico é um determinante fundamental para a saúde e dignidade dessas populações, por isso, o PNSI é um marco histórico. Estamos criando uma política inovadora e uma nova forma de pensar o saneamento indígena, com respeito às particularidades territoriais”, afirmou. 

Leia mais:  Todas as unidades da federação aderem ao novo edital do Mais Médicos Especialistas

Eixos temáticos orientam o trabalho 

Dividido em cinco eixos temáticos, o PNSI planeja o saneamento levando em consideração todos os seus componentes, que, além do abastecimento de água, incluem o esgotamento sanitário, o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e manejo de águas pluviais. Além disso, a etapa de execução de obras contará com engajamento das comunidades e adaptação às especificidades socioculturais de cada povo. 

Os eixos contam com soluções voltadas ao investimento em infraestrutura e tecnologia, educação, gestão, parcerias e participação social. No âmbito da gestão, por exemplo, o PNSI traz como inovação a criação do Sistema de Informação do Saneamento Indígena (VIGIAMBSI), construído em parceria com o Hospital Albert Einstein. O sistema permitirá acompanhamento das ações em tempo real, com informações atualizadas pelos Aisan, técnicos e equipes. Desta forma, será possível ampliar o conhecimento sobre a situação do saneamento nas aldeias e orientar o planejamento com base em dados reais e monitoramento contínuo das ações.

Já em relação às parcerias, como parte da estratégia, o programa também investirá na estruturação da Rede Nacional de Saneamento Indígena, que já conta com mais de 200 organizações cadastradas e, até o momento, viabilizou mais de 900 soluções de abastecimento de água por meio de parcerias.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana