Política Nacional

Marcio Bittar cobra explicações sobre entrada de avião russo no Brasil

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (12), o senador Marcio Bittar (União-AC) cobrou esclarecimentos sobre a aterrissagem de uma aeronave russa no Aeroporto Internacional de Brasília no último domingo (10). O parlamentar afirmou que o avião é alvo de sanções dos Estados Unidos por suposto envolvimento em transporte de material bélico para a Coreia do Norte e em apoio logístico à Venezuela.

Bittar apresentou requerimentos de informação aos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Defesa, José Múcio Monteiro, questionando quem autorizou a entrada da aeronave, qual foi o objetivo da operação, qual carga e tripulantes transportava e se foram seguidos protocolos de segurança compatíveis com sanções internacionais.

— Essa complacência não é neutralidade, é cumplicidade. O Brasil não pode ser o quintal de regimes que afrontam a liberdade e a ordem internacional. Essa aterrissagem sem explicação simboliza a perigosa indefinição da política externa atual. Um governo que prefere se alinhar a tiranias em nome de um suposto pragmatismo diplomático — afirmou Bittar.

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O senador também fez críticas ao que classificou como alinhamento do Brasil com países de regimes autoritários, citando Cuba, Venezuela, China, Irã e Coreia do Norte. Ele comparou a atuação do atual governo à “receita marxista” que, segundo ele, teria levado a crises políticas e econômicas em nações latino-americanas. Bittar defendeu que a soberania e a integridade diplomática do país não podem ser “moeda de troca” para acordos “obscuros”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão aprova campanha nacional sobre doença falciforme

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4177/21, que cria uma campanha permanente de conscientização sobre a doença falciforme.

O texto original, do deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), foi aprovado com emendas do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que excluiu referências a “prevenção”. Garcia explicou que a condição é genética e passa de pais para filhos, não sendo possível evitá-la com vacinas ou hábitos de saúde. Ele ressaltou que o foco deve ser o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

A proposta segue para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.

A doença falciforme altera o formato dos glóbulos vermelhos do sangue, que passam a parecer uma foice, dificultando a circulação do oxigênio. Isso causa crises de dores fortes, cansaço, além de pele e olhos amarelados (icterícia).

Segundo Garcia, manter a palavra “prevenção” poderia sugerir que o Estado buscaria evitar o nascimento de pessoas com essa herança genética, o que seria uma forma de discriminação proibida pela Constituição.

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“A cautela é necessária para preservar a conformidade do texto com princípios estruturantes da Constituição, como a dignidade da pessoa humana e a proteção à liberdade no planejamento familiar”, disse o relator.

Qualidade de vida
No Brasil, cerca de 60 mil pessoas vivem com a enfermidade, que atinge principalmente a população negra. A nova campanha pretende unificar as informações do SUS para reduzir a mortalidade infantil e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A campanha será coordenada pelo Ministério da Saúde e deverá ser acessível a todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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