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Maria Luiza Barbosa da Silva é a ganhadora na categoria Aquicultura Continental

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 Faltam poucos dias para o evento de entrega do Prêmio Mulheres das Águas. E agora vamos apresentar mais uma das ganhadoras: hoje, você vai conhecer Maria Luiza Barbosa da Silva, vencedora na categoria Aquicultura Continental. Ela é produtora de peixes em Palmas (TO) e dedica a vida a transformar a vida da comunidade em que vive.  

 Filha de trabalhadores rurais ribeirinhos, Maria Luiza cresceu na zona rural de Pedro Afonso. Desde cedo, trabalhava na roça, cuidava das atividades domésticas e da pesca, tendo migrado para a aquicultura continental em 2013, quando foi contemplada com lâmina d’agua para criação de peixes em tanques-rede. Há 11 anos, está acampada junto com outras 15 famílias no Parque Aquícola Sucupira, onde produz peixes para subsistência e abastecimento na região.   

 “Ao longo da minha caminhada como ribeirinha, pescadora artesanal profissional e Aquicultura desde 2013, atuei em defesa dos meios ambiente nos pactos que o Brasil é signatário. Como pescadora participei da Licitação de uma área Aquícola no Lago da Hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães no Parque Aquícola Sucupira de Palmas Tocantins e fui contemplada”, contou a aquicultora.  

 Desafios na educação  

 Mesmo com todo o envolvimento nas águas, Maria Luiza sempre teve o sonho de estudar. Aos 14 anos, mudou-se com a família, incluindo os pais e os 11 irmãos, e foi estudar em Pedro Afonso e em Miracema, até concluir o ensino médio. Para ela, foram momentos importantes, mas também desafiadores, por deixar a área rural e permanecer na cidade. Trabalhava como doméstica durante a semana, estudada a noite e nos finais de semana.  

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 Depois, conseguiu fazer um curso superior em História e pós-graduação em História Social e História da África, da Cultura Negra e do Negro no Brasil. O interesse pelo tema veio de sua atuação como militante do movimento negro e sindicalista, sendo filiada ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais da região. Também foi professora de História do ensino fundamental, do ensino médio e professora substituta na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e no Instituto Federal do Tocantins (IFTO). 

  Militância no movimento negro  

 Por meio do Sindicato dos trabalhadores Rurais contribuiu para apresentar emendas favoráveis aos trabalhadores e trabalhadoras rurais, especificamente as pessoas de baixa renda, na Constituição Federal de 1988. “As conquistas estão presentes na Constituição Federal como Direitos Constitucionais para todas as pessoas e o Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressaltou Maria Luiza.  

 Para a surpresa dela, no segundo semestre de 1987, foi convidada pelas organizações sociais para participar da entrega das Assinaturas e Emendas à Constituinte de 1988. A partir daquele momento assumir um papel de líder e militante das organizações sociais e não governamentais do movimento negro. “Em 1988, foi realizada a Campanha da Fraternidade com o tema “A Fraternidade e o Negro”, no Centenário da Abolição. Foi um marco na minha trajetória, por poder conhecer outras realidades e culturas”, afirmou.  

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 Neste contexto, ela recebeu treinamento do Ministério da Educação para trabalhar com a Lei 10.639/2003 que torna obrigatório o Ensino da História da África e do Continente africano, do negro e da cultura negra no Brasil.  

 Em uma escola com alunos de diferentes culturas, entre elas indígenas da Etnia Xerente, realizou um projeto com a Comunidade Quilombola Barra da Aroeira no município de Santa Teresa do Tocantins. O projeto ficou entre os 20 finalistas em um prêmio realizado pelo Centro de Estudos Étnicos Raciais em São Paulo.  

 Em janeiro de 2011, Maria Luiza foi homenageada no Senado Federal, como coordenadora do Movimento Negro do Tocantins e pelo trabalho como professora do Centro Educacional Fé e Alegria Frei Antônio no município de Tocantínia (TO).  

Sobre o Mulheres das Águas – O prêmio foi criado em 2023 para reconhecer o trabalho de mulheres que se destacam na pesca e aquicultura, promovendo práticas sustentáveis e, principalmente, o empoderamento das mulheres que vivem das águas. Esta edição será realizada no dia 18 de março, no Teatro Nacional, em Brasília.  

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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