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Marina Silva participa de visita de Estado de Lula à Coreia do Sul

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, acompanhou a visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Coreia do Sul na segunda-feira (23/2). Junto a outros sete ministros que integraram a comitiva, ela participou da reunião ampliada de Lula com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, em que destacou pontos importantes da cooperação bilateral entre os dois países nas agendas de meio ambiente e enfrentamento à mudança do clima.

No encontro, Marina agradeceu a presença da Coreia do Sul na COP30, a Conferência do Clima da ONU que ocorreu sob a presidência brasileira em Belém (PA) em novembro de 2025, e seu endosso ao “Chamado à Ação sobre Manejo Integrado do Fogo e Resiliência a Incêndios Florestais”, lançado pelo Brasil nas vésperas da reunião para ampliar a cooperação global na prevenção aos incêndios (saiba mais aqui). 

​​Enfatizou ainda a importância de que a Coreia do Sul apoie o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), mecanismo proposto pelo Brasil que recompensa financeiramente países detentores de florestas com bons resultados no controle do desmatamento e que já conta o aporte de sete países no valor de US$ 6,7 bilhões.

Também destacou a apresentação, em dezembro de 2025, da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês) sul-coreana sob o Acordo de Paris, pela qual o país reiterou o compromisso de atingir a neutralidade climática até 2050 e estabeleceu a meta de reduzir suas emissões líquidas de gases de efeito-estufa de 53% a 61% até 2035 em relação a 2018. Outras 130 nações já submeteram suas NDCs à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) – o Brasil o fez ainda durante a COP29, no Azerbaijão.

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“Em tempos desafiadores da geopolítica, o estreitamento das relações com a Coreia do Sul é fundamental para fortalecer o multilateralismo, único caminho possível para que a humanidade enfrente problemas que só têm como serem resolvidos em um ambiente de cooperação, como a mudança do clima, riscos de pandemias e a perda de biodiversidade”, afirma Marina Silva. “Enquanto grande produtor de energia renovável, é de extrema importância para o Brasil ampliar a cooperação com a Coreia do Sul, potência em tecnologia e inovação, com vistas a impulsionar a transição energética nos dois países.”

Na declaração conjunta à imprensa com Lee Jae-myung, Lula disse que a Coreia do Sul “é parceira na luta contra a mudança climática e atuou de forma muito construtiva na COP30, em Belém”.

Memorando de entendimento traz salvaguardas ambientais para a cooperação na produção de agrotóxicos


Como parte da visita de Estado, foram assinados 10 atos por Brasil e Coreia do Sul. Entre eles, um Memorando de Entendimento para estabelecer uma estrutura de cooperação entre os países no campo do registro e gestão da avaliação de agrotóxicos e bioinsumos. 

Assinado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Administração de Desenvolvimento Rural da República da Coreia, o acordo assegura salvaguardas ambientais e sanitárias às ações a serem desenvolvidas.

O texto prevê a ampliação do entendimento mútuo por meio de intercâmbios sobre métodos de avaliação de segurança e risco em áreas que incluem propriedades físico-químicas, eficácia e fitotoxicidade, toxicidade humana, impactos sobre organismos ambientais e ecossistemas, uso de agrotóxicos e bioinsumos.

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“Este acordo de desenvolvimento tecnológico tem salvaguardas nas áreas de saúde e meio ambiente, algo essencial em nosso país. Desenvolvimento econômico e sustentabilidade precisam andar juntas”, pontua o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, sobre o ato.

Brasil e Coreia do Sul já têm acordo de cooperação, firmado em agosto de 2015, sobre tratamento de resíduos sólidos.

Encontro empresarial Brasil-Coreia do Sul

Marina Silva também acompanhou Lula no encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Coreia do Sul. Em seu discurso na cerimônia, o presidente declarou que apontou a queda de 50% do desmatamento na Amazônia nos últimos três anos como fator importante para investimentos estrangeiros no Brasil.

“É simbólico que nossos países sejam hoje liderados por dois presidentes oriundos da classe operária. O diálogo permanente entre governantes, trabalhadores e empregadores é o principal pilar de uma economia forte e inclusiva”, declarou o líder brasileiro, que completou pontuando que descanso e produtividade podem coexistir na atividade econômica. “Estamos discutindo, no Brasil, o fim da chamada jornada seis por um, para assegurar que o trabalhador tenha dois dias de descanso semanal. A tecnologia nos permitiu atingir níveis inimagináveis de produtividade. É hora de pensar no bem-estar das pessoas.”

(Com informações da Secom/PR)

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Açúcar fecha maio em forte queda no mercado internacional diante de ampla oferta global

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Mercado internacional de açúcar registra forte desvalorização em maio

O mercado internacional de açúcar encerrou maio com forte pressão negativa nos preços, refletindo o cenário de ampla oferta global e o aumento da produção em importantes países produtores.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do açúcar bruto com vencimento em julho fecharam o pregão de 28 de maio cotados a 13,93 centavos de dólar por libra-peso, contra 14,61 centavos registrados em 28 de abril, acumulando desvalorização de 4,65% no período.

Produção elevada no Brasil amplia pressão sobre os preços

O avanço da safra brasileira foi um dos principais fatores baixistas para o mercado internacional.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil cresceu 109,48% na segunda quinzena de abril, alcançando 1,8 milhão de toneladas na comparação anual.

Além do Brasil, o mercado também reagiu ao encerramento de safras acima das expectativas na Tailândia e na China, ampliando a percepção de excesso de oferta global.

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Organização Internacional do Açúcar aumenta projeção de excedente global

A Organização Internacional do Açúcar estimou que o mercado mundial deverá apresentar déficit de 262 mil toneladas na temporada 2026/27.

No entanto, em sua atualização trimestral, a entidade elevou significativamente a projeção de excedente para a safra 2025/26, passando de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas.

A revisão reforçou o sentimento baixista entre investidores e operadores do mercado futuro.

Petróleo influencia mercado de açúcar e etanol

Outro fator que contribuiu para a queda das cotações foi o movimento de baixa do petróleo no mercado internacional.

As recentes expectativas de avanço em negociações envolvendo Estados Unidos e Irã aumentaram a possibilidade de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo.

Com a queda do petróleo, o etanol perde competitividade frente à gasolina, o que pode levar usinas brasileiras a direcionarem maior volume de cana para a produção de açúcar, ampliando ainda mais a oferta global do adoçante.

Mercado acompanha decisões das usinas brasileiras

A relação entre petróleo, etanol e açúcar segue no centro das atenções do mercado global.

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Com preços internacionais mais baixos e perspectiva de elevada produção no Centro-Sul brasileiro, investidores monitoram os próximos movimentos das usinas em relação ao mix de produção entre açúcar e biocombustível.

O cenário atual reforça a expectativa de continuidade da volatilidade nas bolsas internacionais, especialmente diante do avanço da safra brasileira e das oscilações no mercado energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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