Mato Grosso

Mato Grosso amplia modelo cívico-militar e prevê 205 escolas na rede estadual em 2026

Publicado

A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso contará, em 2026, com a ampliação significativa do modelo cívico-militar. Serão 100 novas unidades escolares adotando a modalidade, elevando para 205 o número total de escolas nesse formato em todo o Estado.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19.1) pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, durante a abertura da Semana Pedagógica 2026, no Complexo Leila Maluf, em Cuiabá, evento que marca o alinhamento das ações educacionais antes do início do ano letivo, previsto para 2 de fevereiro.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a expansão do modelo segue uma estratégia baseada em critérios técnicos e na escuta da comunidade escolar.

A definição das unidades aptas a participar do processo considerou fatores como vulnerabilidade social, índices de evasão escolar e condições de segurança no entorno das escolas, buscando direcionar a política pública para regiões onde os desafios educacionais são mais evidentes.

O secretário observa que a adesão ao modelo cívico-militar ocorre de forma democrática, por meio de consultas públicas com pais, responsáveis legais e estudantes.

Leia mais:  Governador anuncia reconstrução de pontes e de casas atingidas por enchentes

“A decisão não é imposta. A comunidade escolar participa ativamente e escolhe, de maneira transparente, se deseja ou não aderir ao modelo. Esse diálogo é fundamental para o sucesso da política”, destacou Alan Porto.

Ainda segundo ele, novas consultas públicas estão previstas para fevereiro, quando cerca de 40 escolas deverão passar pelo processo de avaliação junto à comunidade. A meta da Seduc é que, do total de 628 escolas estaduais, as unidades cívico-militares passem a atender mais de 120 mil alunos do ensino fundamental e médio, contemplando todas as regiões de Mato Grosso.

A ampliação do modelo ganhou respaldo jurídico com a sanção da Lei nº 12.388/2024, que instituiu oficialmente o Programa Escolas Cívico-Militares no Estado. A partir da nova legislação, o Governo do Estado anunciou, ainda para 2025, o fortalecimento da política como uma das estratégias para melhorar o ambiente escolar, elevar os indicadores de aprendizagem e combater a evasão.

Para Alan Porto, o modelo vai além da ideia de disciplina. “As escolas cívico-militares não se resumem a regras ou organização comportamental. Trata-se de uma proposta pedagógica estruturada, que integra gestão, acompanhamento pedagógico e apoio ao trabalho do professor”, explicou.

Leia mais:  Vigia Mais MT auxilia na prisão de foragido da Justiça por homicídio de agricultor em Vera

Segundo ele, os resultados observados nas unidades que já adotaram o formato reforçam a decisão pela expansão.

“As escolas cívico-militares contribuem para reduzir a evasão, melhorar o clima escolar e criar condições para que professores e estudantes desenvolvam todo o seu potencial. É uma política educacional consistente, que tem apresentado resultados concretos em Mato Grosso e que responde a demandas reais da nossa rede”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Veículos com placa final 0 devem ter seu Licenciamento pago até 31 de Outubro

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Corpo de Bombeiros Militar combate incêndio em lixão em Primavera do Leste

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana