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Mato Grosso realiza etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho

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Cuiabá sediou, nesta terça-feira, 14 de outubro, a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (CNT) em Mato Grosso. O evento reuniu representantes do governo, de empregadores e de trabalhadores para debater o futuro do trabalho decente no estado e no país.

A conferência estadual aprovou 14 propostas voltadas ao aprimoramento das políticas públicas de emprego, da negociação coletiva e da proteção social dos trabalhadores. As propostas serão encaminhadas à etapa nacional da Conferência, marcada para março de 2026, em São Paulo.

A abertura contou com a presença do secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Marcos Perioto; do secretário estadual de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes Haagsma; e do presidente do Conselho Estadual do Trabalho, Carlos Alberto Corso.

Também participaram a coordenadora de Apoio ao Trabalhador e gestora do Sistema Público de Emprego (Sine), Simone Rodrigues Koehler; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt); o diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato); o representante da Nova Central dos Trabalhadores, Ronei de Lima; o representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); o representante da Força Sindical de Mato Grosso; e o secretário municipal do Trabalho de Cuiabá, Willian Leite de Campos.

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Com ampla representatividade, a conferência estadual reforçou o compromisso de Mato Grosso com o fortalecimento do diálogo social e a construção de consensos entre governo, trabalhadores e empregadores. As propostas aprovadas serão encaminhadas para a etapa nacional da II Conferência Nacional do Trabalho, que reunirá as contribuições dos estados para a formulação de diretrizes voltadas às políticas públicas do mundo do trabalho.

A II Conferência Nacional do Trabalho é um espaço tripartite, paritário e democrático, coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com o objetivo de construir, de forma coletiva, diretrizes para a promoção do trabalho decente e o fortalecimento das relações laborais no Brasil.

As etapas estaduais estão sendo realizadas em todo o país até dezembro de 2025.

Mais informações sobre a II Conferência Nacional do Trabalho acesse aqui.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Ministro Luiz Marinho recebe proposta tripartite para regulamentação do trabalho no comércio aos feriados

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu nesta quinta-feira (25) o relatório final do Grupo de Trabalho Tripartite do Comércio Varejista. O colegiado foi instituído em fevereiro deste ano com o objetivo de aprimorar a Portaria MTE nº 3.665/2023, que trata do trabalho em dias de feriado. As entidades representativas dos trabalhadores e dos empregadores entregaram uma proposta de minuta, que segue agora para parecer jurídico do Ministério antes de ser formalmente assinada.

Na proposta, as bancadas pedem que seja concedida, em caráter permanente, autorização para o trabalho aos feriados em algumas atividades específicas do setor de comércio, bens, serviços e turismo. A Portaria MTE nº 3.665/2023 entrou em vigor no dia 27 de maio de 2026. O texto estabeleceu que o trabalho no comércio em geral nos feriados fica condicionado à autorização por Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), firmada entre os sindicatos de trabalhadores e de empregadores. Com isso, a medida restabeleceu a legalidade da Lei nº 10.101/2000, que já previa a exigência de convenção coletiva para essas atividades.

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Ao receber o documento, Luiz Marinho agradeceu o esforço da bancada dos trabalhadores e dos empregadores, destacando a importância do diálogo permanente entre as partes envolvidas. Ele reiterou que o Ministério está sempre aberto ao diálogo, mesmo em temas complexos. “Às vezes, dá mais trabalho conversar, mas também dá mais efetividade. É possível fazer a canetada em menos tempo, mas nós não acreditamos nesse processo. Acreditamos, valorizamos e estimulamos o diálogo. Costumo dizer que, se as duas bancadas estão de acordo na mesa, é desnecessário que o governo interfira. O papel do governo é coordenar, estimular e, muitas vezes, provocar o diálogo entre as partes”, ressaltou o ministro.

O vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), Guiomar Vidor, avaliou o processo de negociação de forma positiva e afirmou que o diálogo entre as bancadas foi maduro, sempre buscando atender às demandas apresentadas. Segundo ele, a proposta entregue ao MTE contempla atividades consideradas essenciais para o setor de comércio, bens, serviços e turismo, permitindo a utilização da mão de obra nos feriados de acordo com as especificidades do setor, mas atendendo aos requisitos da legislação. “São atividades em que as empresas não podem ter sua atividade suspensa. Foi nesse sentido que construímos a proposta”, explicou Vidor.

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O presidente da Fecomércio São Paulo e diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Ivo Dall’Acqua Junior, elogiou a posição do ministro Luiz Marinho em relação ao processo de negociação e à autonomia coletiva privada. “O ministro disse que não iria ‘canetar’, que teríamos que decidir por sermos os operadores. Isso foi magnífico e merece ser realçado. Essa atitude atende ao espírito do tripartismo, em que o Estado atua como mediador e encaminhador das soluções dos conflitos”, declarou Dall’Acqua.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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