Cuiabá

Maysa Leão cobra urgência na renovação da contratação dos PAPEs

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Ana Cláudia Fortes – Assessoria vereadora Maysa Leão 

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) fez um alerta sobre a ausência de definição, por parte da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), da renovação do contrato dos PAPEs (Professores de Apoio Pedagógico Especializado) para o ano letivo de 2026. Ela destacou que a indefinição coloca em risco o direito à aprendizagem de estudantes com autismo, deficiências múltiplas, deficiência intelectual, dislexia e outras necessidades educacionais especializadas.
Segundo ela, esse apoio não é um serviço opcional, mas um direito previsto na legislação brasileira. “O PAPE não é um favor, é um direito. Ele está garantido pela Lei Brasileira de Inclusão e pela Lei Berenice Piana, e é essencial para que esses estudantes tenham condições reais de acompanhar o processo de aprendizagem. A ausência desses profissionais deixa jovens e crianças sem apoio pedagógico adequado, e isso é inadmissível”, afirmou a vereadora.
Ela relatou casos em que estudantes ficaram meses fora da escola por falta de designação de PAPEs. “Nós tivemos mães desesperadas porque seus filhos ficaram fora da sala de aula em agosto, em setembro, simplesmente porque o Estado não havia disponibilizado o professor de apoio em anos anteriores. Isso não pode se repetir. Estamos falando de adolescentes do fundamental II e ensino médio que dependem desse suporte para permanecer na escola”, completou.
Maysa Leão também reforçou que a política de educação na perspectiva da inclusão em Mato Grosso ainda não está adequada e qualquer retrocesso compromete o desenvolvimento pedagógico dos alunos da AEE. “Eu venho pedir à Seduc e ao secretário Alan Porto que renovem o mais rápido possível os contratos e designações dos PAPEs. O Estado não pode fazer economia quando o assunto é educação na perspectiva da inclusão”, destacou.
A vereadora informou que já enviou ofício à Seduc solicitando esclarecimentos e afirmou que continuará acompanhando o tema de perto. “Essa é uma pauta de humanidade, justiça e responsabilidade. Eu vou continuar me manifestando e cobrando um posicionamento efetivo. As famílias não podem mais viver essa insegurança todos os anos”, finalizou.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Exposição “Pantanal em Mim” reúne arte, memória e reflexão ambiental em Cuiabá

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O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá, recebeu neste sábado (8) a abertura da exposição “Pantanal em Mim”, da artista plástica e educadora Adaiele Almeida. A mostra reúne 20 obras inspiradas no Pantanal e segue aberta à visitação até 10 de setembro. A programação de abertura ocorreu das 8h às 17h e reuniu, no espaço histórico, aula de yôga, feira de artesanato e gastronomia.

Natural de Cáceres e criada às margens do Rio Paraguai, Adaiele levou para as telas referências da infância ligada ao rio e a uma família de pescadores. Segundo a artista, praticamente todas as obras guardam lembranças desse período. “Meus pais trabalhavam no Rio Paraguai, então eu sempre estava ali percorrendo juntamente com eles na pesca. Cada obra fala um pouquinho dessa memória”, contou. Sobre a recepção do público, acrescentou: “Muitas pessoas se sentiram conectadas com as obras porque falam um pouquinho da nossa raiz, da nossa essência, carregam um pouco da nossa história”.

A mostra também representa uma nova etapa na trajetória de Adaiele, que já participou de exposições coletivas e realiza agora sua primeira individual. A exposição foi aberta inicialmente em Cáceres antes de chegar à capital. “Eu fiz a primeira abertura em Cáceres, que é o lugar onde eu nasci, não poderia ser diferente, e aí a trouxe para cá para expandir um pouquinho mais para a nossa capital também, para conhecerem os artistas do interior e a arte que está sendo produzida por lá”, afirmou a artista.

Com curadoria de Dayana Trindade, as 20 obras são organizadas a partir da relação afetiva da artista com o território pantaneiro, articulando natureza, memórias de infância e elementos do imaginário. Questões ambientais também aparecem nas pinturas por meio de referências à fumaça e ao lixo. “A escolha da Adaiele para se comunicar é de uma forma lúdica e poética. No entanto, não deixamos de falar e promover aquilo que sentimos”, explicou a curadora. Segundo Dayana, a proposta pode ser entendida como uma “denúncia poética”, que busca provocar reflexão sobre a preservação ambiental sem recorrer a uma abordagem agressiva.

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A dimensão ambiental da mostra também foi percebida pelos visitantes. O policial militar David Winkle destacou o contraste entre a representação da beleza pantaneira e temas como queimadas e poluição. “Conseguimos perceber a beleza contrastada com uma crítica muito bem exposta pela artista”, disse. Para ele, as pinturas trazem “uma reflexão muito contemporânea” sobre as queimadas, a poluição e a forma como o Pantanal tem sido afetado. Já a assistente de auditoria Endy Ariel Santos Matos chamou a atenção para as expressões humanas retratadas nas obras e destacou a importância de ampliar a divulgação de atividades culturais para a própria população de Cuiabá.

Entre as ações da abertura esteve uma aula de yôga conduzida pela professora Marielly Camargo, que relacionou a prática ao ambiente histórico e à temática da exposição. “A ideia é promover o momento de presença. O yoga traz essa consciência do agora, da respiração, deixando a pessoa com mais sensibilidade e um olhar mais atento à exposição”, explicou. O arquiteto e urbanista Rodolfo Rosa Alvarenga, que participou da atividade, relatou percepção semelhante. “Como a gente já entrou num clima de prestar atenção, de olhar para dentro, acho que aflora alguns sentimentos a mais”, afirmou. Segundo ele, a experiência também o levou a observar com mais atenção o museu e registros antigos de Cuiabá.

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A programação abriu ainda espaço para pequenos produtores, com comercialização de artesanato e alimentos. A feirante Ingrid Suellen levou produtos da culinária local com o objetivo de “trazer os produtos cuiabanos, como o salgado e o bolo tradicional, para as pessoas conhecerem o nosso tempero”. A artesã Cristina Oliveira do Nascimento apresentou sabonetes artesanais, fitoterápicos e kits comemorativos. Para ela, participar da feira representa uma oportunidade de “lucrar, vender e tornar o meu produto conhecido”. Apesar da avaliação positiva sobre a iniciativa, as duas consideraram o movimento inicial tímido e apontaram a necessidade de ampliar a divulgação para fortalecer futuras edições.

Para a secretária municipal adjunta de Turismo, Roseli Nonato Silva, integrar cultura, gastronomia e outras atividades é uma estratégia para aproximar os moradores dos espaços históricos da capital. “A nossa intenção, enquanto Secretaria de Turismo e Prefeitura, é fazer com que o cuiabano venha conhecer esse espaço que é dele”, afirmou. “Queremos, através dos nossos aparelhos turísticos, fomentar o turismo e potencializar esses locais para que as pessoas venham conhecer o potencial que Cuiabá tem”, completou. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha funciona de segunda a domingo, inclusive no horário de almoço, e permanece aberto nos fins de semana até as 17h30.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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