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MCTI apresenta plataforma sobre risco climático para apoiar municípios no planejamento para a adaptação climática

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima, apresentou a plataforma AdaptaBrasil para os gestores municipais na 27a edição do encontro anual dos prefeitos, em Brasília (DF), organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O painel emergência climática, realizado nesta quarta-feira (20), destacou a necessidade de incorporar a perspectiva climática na gestão e no planejamento municipal diante do cenário de mudança do clima.

Conforme dados do Primeiro Relatório Bienal do Brasil à Convenção do Clima, o clima já mudou no Brasil. Dados observados nos últimos 60 anos sinalizam o aumento da média das temperaturas máximas, no número de dias secos consecutivos e de dias com ondas de calor. Enquanto o volume de chuvas reduziu em áreas do Norte e Nordeste e aumentou em áreas do Sul.

A ferramenta AdaptaBrasil disponibiliza informações sobre risco climático em setores estratégicos para ajudam a enfrentar essa realidade. Os dados, abertos e gratuitos, apresentam projeções para 2030 e 2050 considerando os cenários de aumento global de temperatura. Estão contemplados temas como saúde, transportes, seguranças hídrica e alimentar, biodiversidade. Os dados sinalizam, por exemplo, a expansão territorial de incidência de arboviroses ou risco de impactos de estresse hídrico. As informações apoiam o planejamento de adaptação climática, ou seja, ações que precisam ser empreendidas para aumentar a resiliência diante da mudança do clima.

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“É importante que se diga que o AdaptaBrasil disponibiliza informações para todos os municípios brasileiros. A ideia da plataforma é consolidar, integrar e disseminar informações para dar subsídios aos tomadores de decisão com base na melhor ciência disponível”, afirmou o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas.

Ele também antecipou que as equipes técnicas, em parceria com os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), estão trabalhando para atualizar os cenários com projeções climáticas para o Brasil e um novo painel sobre cidades. “Você vai escolher sua cidade e visualizar as informações integradas sobre os principais riscos climáticos, além de ameaça climática, exposição”, antecipou Rojas sobre as próximas atualizações previstas.

Realidade dos municípios

Se a mudança do clima é uma realidade para o Brasil, os resultados da pesquisa realizada com 2.871 municípios, em 2026, pela CNM demonstram a necessidade de ampliar a capacitação técnica das equipes. De acordo com o vice-presidente da CNM, Fred Guidoni, somente 12% das municipalidades declararam ter equipes exclusivas e com estrutura adequada e 68% demandam capacitação técnica.

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Guidoni enfatizou que todos os municípios estão sujeitos a eventos climáticos extremos e defendeu o planejamento estratégico e a ação climática para preservação de vidas. “Não há resiliência climática sem preservação ambiental, sem um olhar especial para essa agenda de mudança do clima”, afirmou. “Esses dados mostram efetivamente que precisa ter ação concreta e objetiva em cada uma das cidades brasileiras”, conclui.

Cursos AdaptaBrasil

A equipe técnica do AdaptaBrasil oferece cursos gratuitos para aproveitar todo o potencial dos dados disponibilizados na plataforma. Nos últimos dois anos, mais de 1,2 mil profissionais foram capacitados, sendo que 45% dos participantes atuam em órgão públicos das esferas municipal, estadual e federal.

O treinamento oferecido aborda conceitos sobre mudanças climáticas e seus impactos, mitigação e adaptação climática, ciclo de adaptação, histórico e aspectos metodológicos da plataforma, conceitos de vulnerabilidade, exposição, sensibilidade e capacidade adaptativa.

As equipes técnicas e os gestores públicos interessados em participar dos cursos, devem se inscrever por meio do formulário de inscrição está disponível neste link.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

CTI Renato Archer desenvolve soluções de IA para estudantes com deficiência

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Pesquisadores do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer integram o projeto Centro de Tecnologia Assistiva e Inclusão (CTAIE), que vai utilizar inteligência artificial para ajudar estudantes com deficiência em São Paulo. A iniciativa foi selecionada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) no edital de Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD). 

Os CCDs apoiam redes de pesquisa entre universidades e instituições científicas paulistas dedicadas a áreas de interesse público. O projeto submetido pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o CTI Renato Archer e a secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo foi aprovado ainda em 2025, e as atividades se iniciaram neste ano. 

No Centro de Tecnologia Assistiva e Inclusão, o CTI Renato Archer, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é responsável pela linha de pesquisa que utiliza a inteligência artificial como suporte tecnológico para o mapeamento das necessidades de estudantes e escolas do estado. As informações vêm de um questionário preenchido pelas instituições. Além disso, o centro também desenvolverá um chatbot para auxílio dos professores. Cinco pesquisadores do CTI compõem o projeto.

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Filipe Loyola, tecnologista do CTI, explica que a pesquisa sobre o uso da tecnologia para ajudar pessoas com deficiência nasceu no seu mestrado em Engenharia Biomédica na Universidade Federal do ABC.  Ele foi orientado pela professora Maria Elizete Kunkel, que o convidou a fazer parte do projeto do CTAIE.

“Participar do CCD é estar em um projeto importante, com duração de cinco anos, aplicado à área de inclusão social e que possui resultados diretos para a sociedade. Tanto os alunos quanto os professores possuem lacunas e dificuldades a serem superadas para oferecer uma educação inclusiva. Mas, para isso, primeiro precisamos mapear as dificuldades, o que é proposto nesse projeto de pesquisa”, afirma o pesquisador.

Atualmente, os pesquisadores se dedicam à criação dos formulários a serem aplicados para a coleta dos dados. O próximo passo será a contratação de pesquisadores bolsistas para o projeto de pesquisa.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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