Tecnologia

MCTI e CDP firmam acordo de cooperação técnica para impulsionar transparência climática

Publicado

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o CDP, assinaram acordo de cooperação técnica para fortalecer a ação climática do Brasil por meio do aprimoramento do compartilhamento de dados e da transparência climática. A renovação da parceria entre a pasta ministerial, que é responsável pelo sistema nacional de transparência climática, e a principal plataforma independente de divulgação ambiental do mundo, tem plano de trabalho vigência de quatro anos.

O Acordo de Cooperação Técnica expande a parceria já existente, desde 2021, e prevê a integração de dados ambientais corporativos provenientes do banco de dados global do CDP, incluindo emissões de gases de efeito estufa, às plataformas nacionais de monitoramento do MCTI, como a Plataforma SIRENE Organizacionais, módulo corporativo do Sistema de Registro Nacional de Emissões (SIRENE) e o DataClima+. Esse é um passo importante rumo a uma governança climática mais abrangente, à medida que o Brasil se prepara para sediar a COP30, a conferência da ONU sobre o clima, em novembro.

Por meio da parceria, o CDP compartilhará dados corporativos de emissões de gases de efeito estufa para ajudar o Brasil a monitorá-los e analisá-los em diversos setores. O CDP e o MCTI também estão explorando a inclusão de dados adicionais sobre clima, florestas e segurança hídrica que poderão ser compartilhados para apoiar o cumprimento das obrigações de relato do Brasil no âmbito da Estrutura de Transparência Aprimorada do Acordo de Paris. Este acordose baseia na abordagem Write Once, Read Many (escreva uma vez, use muitas) do CDP, garantindo que os dados climáticos sejam consistentes, auditáveis, transparentes e amplamente utilizáveis – um fundamento para políticas climáticas robustas e baseadas em ciência.

O acordo estabelece um referencial para o compartilhamento de conhecimento, construção de estudos conjuntos e esforços coordenados para ajudar empresas e organizações da sociedade civil focadas em meio ambiente a entender como a divulgação de dados pode apoiar seu trabalho.

“Este é mais um passo em direção ao fortalecimento do sistema nacional de transparência climática. O trabalho do MCTI tem enfatizado a transparência e a integridade de informações climáticas acuradas e, por conseguinte, confiáveis para que os diferentes segmentos econômicos, em especial as empresas, possam contribuir com a agenda climática”, declarou a ministra do MCTI, Luciana Santos. “Temos a convicção de que esses esforços vão apoiar diferentes iniciativas e estratégias para a redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, além de servir de inspiração para que outros países avancem na ambição climática”, complementou.,

Leia mais:  Live da Marinha do Brasil e do InterAntar conectam o público da SNCT à ciência polar

“O Brasil está demonstrando como uma governança ambiental consolidada pode gerar benefícios tanto para os negócios quanto para a sociedade. Ao alinhar as plataformas governamentais com as divulgações ambientais corporativas, podemos construir o retrato completo que tantas vezes tem faltado – um que apoie uma abordagem de crescimento e prosperidade para toda a economia”, afirmou Sherry Madera, CEO do CDP. “Isso vai além do compartilhamento de dados; trata-se de construir a infraestrutura de transparência que permite ações realmente positivas para a Terra. Quando governos e empresas passam a trabalhar para além de seus silos, é aí que ocorrem os avanços reais”.

O compartilhamento de informações permite que o Brasil aproveite o uso de dados ambientais corporativos e subnacionais na formulação e implementação de políticas mais eficazes. Ao integrar a divulgação ambiental corporativa a sistemas de relato, como o DataClima+, o país fortalece seus compromissos de reporte no âmbito do Acordo de Paris e amplia sua capacidade de monitoramento do progresso da implementação de suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). 

A renovação do acordo prevê a integração de novos dados para apoiar o monitoramento do progresso das NDCs do Brasil, além de informar as Comunicações Nacionais e os Relatórios Bienais de Transparência. Essas adições contribuirão para a revisão contínua dos Planos Nacionais de Mitigação e Adaptação do país. O MCTI também passa a endossar o ciclo anual de divulgação do CDP, promovendo a plataforma da organização como uma opção para empresas brasileiras, reforçando o papel da transparência corporativa na formulação de estratégias públicas de clima a partir de 2026.

“Consideramos que o trabalho conjunto entre MCTI e CDP contribuirá significativamente para a melhoria da qualidade dos relatos corporativos e para ampliar o engajamento de empresas nessa agenda”, expressou o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas. 

“Este acordo é um marco importante na trajetória do Brasil rumo a uma governança climática transparente e orientada por dados”, disse Pietro Bertazzi, Chief Officer de Políticas e Projetos do CDP. “Ao integrar dados ambientais corporativos e subnacionais às plataformas nacionais como o SIRENE e o DataClima+, a parceria reforça as bases para a implementação eficaz e responsável de políticas. O CDP tem orgulho de se unir ao MCTI para promover uma abordagem colaborativa e de toda a sociedade para a ação climática na preparação para a COP30.” 

O acordo prevê medidas robustas de proteção de dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a segurança e a confidencialidade de todas as informações compartilhadas. Não haverá troca de recursos financeiros entre as organizações e todas as atividades serão conduzidas conforme um plano de trabalho previamente estabelecido.

Leia mais:  Brasil e China lançam pedra fundamental de laboratório de mecanização agrícola para beneficiar a agricultura familiar

A colaboração reforça o compromisso do Brasil com a liderança climática, enquanto o país se prepara para sediar a COP30, e demonstra a crescente importância de parcerias público-privadas no enfrentamento dos desafios ambientais globais. 

Sobre o MCTI

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é responsável pelo Sistema Nacional de Transparência Climática, que encontra-se em desenvolvimento por meio do projeto DataClima+,  O sistema vai centralizar e sistematizar dados climáticos para melhorar a qualidade e eficiência dos relatórios, como os Relatórios Bienais de Transparência, incluindo os resultados do Inventário Nacional de emissões e remoções de gases de efeito estufa disponíveis no Sistema de Registro Nacional de Emissões (SIRENE), garantindo conformidade com as normas do Acordo de Paris, e integrando as informações já disponíveis. Além disso, desenvolveu e implementou o SIRENE Organizacionais, plataforma pública e gratuita que dá visibilidade aos relatos corporativos de emissões.

Sobre o CDP

O CDP é uma organização global sem fins lucrativos que administra o único sistema independente de reporte ambiental do mundo. Como pioneiro no reporte ambiental, acreditamos na transparência e no poder dos dados para impulsionar mudanças. Em parceria com líderes em negócios, finanças, políticas públicas e ciência, trazemos à tona as informações necessárias para viabilizar decisões positivas para o planeta. Em 2024, ajudamos mais de 24.800 empresas e quase 1.000 cidades, estados e regiões a reportarem seus impactos ambientais. Instituições financeiras que representam mais de um quarto dos ativos institucionais globais utilizam dados do CDP para orientar decisões de investimento e crédito. Alinhado ao padrão climático do ISSB, o IFRS S2, como sua base fundamental, o CDP integra os principais padrões e frameworks de reporte em um só lugar. Nossa equipe é verdadeiramente global, unida pelo desejo comum de construir um mundo onde pessoas, planeta e lucro estejam em equilíbrio. Visite CDP.net ou siga @CDP para saber mais.

Para mais informações à imprensa, entre em contato com: 

Temple Comunicação – Assessoria de Imprensa 

Jobson Marinho – [email protected] / (91) 98100-8838 

 Assessoria de comunicação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

[email protected]  +55 61 20223-7515

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
publicidade

Tecnologia

MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

Publicado

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

Leia mais:  Ministério da Saúde adota estudo sobre previsão de surtos de dengue com participação do MCTI

A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

Leia mais:  MCTI lança GT para transformar riqueza mineral em tecnologia, indústria e desenvolvimento sustentável

O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana