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MCTI promove diversidade de gênero na ciência com incentivos a mulheres pesquisadoras

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“Políticas e chamadas públicas voltadas a mulheres não beneficiam somente indivíduos, elas fortalecem o sistema científico como um todo, visto que a diversidade o torna socialmente comprometido”, resume a professora de engenharia mecânica da Universidade de Brasília (UnB) e vice-coordenadora do projeto Meninas Velozes, Dianne Magalhães. Nesse sentido, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem como uma das prioridades a equidade de gênero e a inclusão do público feminino em todas as áreas, em especial na ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem, na sigla em inglês).   

Em parceira com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada à pasta, o MCTI promove editais de bolsas de estudos e premiações focado nesse público. Entre as iniciativas estão as chamadas públicas Atlânticas e Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação e o Prêmio Mulheres e Ciência.  

Em 2024, o MCTI e o CNPq anunciaram o investimento de mais R$ 100 milhões, ao longo de três anos, na chamada pública Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação. Entre os projetos beneficiados em 2025 está o Meninas Velozes. “Esse processo teve impacto direto na minha trajetória acadêmica e pessoal. Ele possibilitou redefinir e consolidar linhas de pesquisa de equidade de gênero que já vinham sendo construídas, além de ampliar redes de colaboração”, conta a educadora. Para ela, a ciência precisa de diferentes olhares, trajetórias e experiências.  

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A ministra Luciana Santos é a primeira mulher a comandar a pasta de ciência, tecnologia e inovação. “A ciência, que é objeto de transformação, tem a presença das mulheres em sua história, desde a astronomia, passando pela medicina, da engenharia à tecnologia”, destaca a ministra, que também é engenheira elétrica. 

Chamadas públicas  

De uma parceria entre o MCTI, os ministérios da Igualdade Racial, das Mulheres e dos Povos Indígenas e o CNPq, nasceu a chamada pública Atlânticas. Lançada também em 2023, o chamamento faz parte do Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência e tem como objetivo ampliar a participação de mulheres negras, ciganas, quilombolas e indígenas na ciência.  

O programa contou com o investimento de R$ 8 milhões, dividido entre os parceiros, e contemplou 86 pesquisadoras com bolsas de doutorado sanduíche e pós-doutorado no exterior. 

Também lançada em 2023, a chamada pública Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação visa meninas e mulheres matriculadas no 8º e 9º ano dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e de cursos de graduação e pós-graduação, além de professoras. O projeto é beneficiado pela chamada desde sua primeira edição.  

Prêmio Mulheres e Ciência  

Com o objetivo de homenagear pesquisadoras que se destacam em sua trajetória científica, o MCTI e o CNPq lançaram, em 2025, o Prêmio Mulheres e Ciência. A iniciativa ainda recebeu apoio do Ministério das Mulheres, do British Council e da Corporação Andina de Fomento (CAF).  

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Uma das ganhadoras da 1ª edição da premiação, a pesquisadora e professora de Engenharia da Computação da Universidade de Pernambuco (UFPE) Patrícia Takako Endo, acredita que essa é uma vitória para as mulheres em geral. “Quando eu entendi que fazer ciência era minha missão, que era o que eu amava e o que eu queria fazer, eu segui esse caminho. Hoje, mesmo com os obstáculos, em especial o machismo, eu vejo que consegui dar retorno para a sociedade e ser feliz na minha área”, afirma. “Então, se vocês, mulheres, sabem que fazer ciência é o sonho de vocês, persistam. Vão existir dificuldades no caminho em qualquer área, mas nós precisamos persistir no nosso sonho e ser feliz.”  

O prêmio é dividido em duas categorias:  

– Estímulo: para pesquisadoras com até 45 anos de idade 

– Trajetória: para cientistas a partir dos 46 anos de idade 

Além dessas, há a homenagem por Mérito Institucional. Em outubro de 2025, o MCTI e o CNPq anunciaram a 2º edição do prêmio, que deve ter sua cerimônia de premiação em março de 2026. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI leva série de ações a Pernambuco para reduzir desigualdades regionais em ciência e inovação

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Empresas do Nordeste terão R$ 150 milhões em subvenção econômica para pesquisa, desenvolvimento e inovação por meio do Programa Mais Inovação. Para a região, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) também preparou uma série de acordos de cooperação com instituições locais para ampliar o acesso a instrumentos de financiamento público. Nesta sexta-feira (13), a ministra Luciana Santos esteve na capital de Pernambuco (PE), Recife, para assinar convênios com a empresa de fomento da pasta, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene); a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam); a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco); e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

“Estamos aqui assumindo uma postura ativa, construindo, de forma coletiva, soluções e apresentando aos homens e mulheres do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste, a empresários, empreendedores e pesquisadores, muitos caminhos para contribuir com nosso crescimento sustentável, tecnológico e inclusivo”, afirmou. 

Na ocasião, também foi lançada a 7ª edição do programa Mulheres Inovadoras, que incentiva o empreendedorismo feminino em startups de base tecnológica. Serão selecionadas 50 incubadoras lideradas por mulheres, sendo dez de cada região do País. As participantes terão acesso a mentorias especializadas e participarão de sessões de apresentação de projetos (pitch) avaliadas por bancas formadas exclusivamente por mulheres. 

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Nesta edição, o programa contará com R$ 3,6 milhões em prêmios, valor superior ao da edição anterior, que distribuiu R$ 3,08 milhões. As inscrições estarão abertas até 3 de maio, por meio do site da Finep. 

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Finep), Luiz Antônio Elias, o trabalho em conjunto é fundamental para atingir resultados positivos na região. “Recife é conhecida como o Vale do Silício do Nordeste, formando talentos que alimentam empresas e fortalecem a economia digital do País. Esse ambiente nasce quando há vontade política, capacidade de inovar, visão estratégica e cooperação entre universidades, setor produtivo e o setor público”, apontou.   

Os anúncios foram feitos durante a participação da ministra no Finep pelo Brasil, na sede da Fiepe. Durante o evento, foram apresentados 13 novos editais da Finep, que somam R$ 3,3 bilhões em oportunidades de financiamento para empresas e instituições científicas e tecnológicas de todo o país. Entre eles está a segunda rodada do Programa Mais Inovação, que destinará R$ 150 milhões em subvenção econômica para empresas do Nordeste. 

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Investimentos do MCTI em Pernambuco 

De 2023 a 2025, o MCTI investiu R$ 1,1 bilhão em Pernambuco, valor significativamente superior aos R$ 320 milhões registrados de 2019 a 2022 — um aumento de mais de R$ 785 milhões em investimentos em ciência, tecnologia e inovação no estado.  

Para a titular do MCTI, os investimentos feitos pelo Governo do Brasil levam impactos importantes para a população. “Às vezes, falamos de números muito grandes e fica difícil visualizar o impacto real dos projetos. Mas são recursos que estão apoiando soluções para os desafios de nosso tempo, que estão iluminando talentos e contribuindo para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, analisou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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